Flávio Bolsonaro supera Lula em São Paulo e Rio nas pesquisas Quaest estaduais
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Flávio Bolsonaro lidera nos maiores colégios do Sudeste fora de Minas e em todo o Centro-Oeste nas pesquisas Quaest, com vantagem além da margem de erro no Rio de Janeiro, em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. A leitura conservadora sublinha que o segundo turno nacional está empatado, que a Quaest e a Real Time Big Data mostram o senador numericamente à frente nesse cenário e que a desaprovação do governo Lula supera a aprovação em todos os levantamentos que mediram o tema.
As pesquisas Quaest divulgadas entre 23 e 29 de setembro mostram um mapa regional dividido na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada de 29 de setembro, Flávio lidera o primeiro turno em São Paulo (36% a 30%) e no Rio de Janeiro (38% a 31%), enquanto Lula fica à frente em Minas Gerais (35% a 31%), em empate técnico.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Todas as pesquisas nacionais da semana mostram empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, com Lula numericamente à frente no primeiro turno.
As pesquisas Quaest estaduais de setembro mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula em São Paulo e no Rio de Janeiro, Lula na frente em Minas Gerais e na Bahia, e todos os cinco institutos nacionais apontando empate técnico no segundo turno da disputa presidencial.
As pesquisas Quaest divulgadas na última semana de setembro desenham um mapa regional dividido na disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Na rodada publicada em 29 de setembro, Flávio aparece à frente no primeiro turno em São Paulo, com 36% contra 30%, e no Rio de Janeiro, com 38% contra 31%. Em Minas Gerais, Lula lidera por 35% a 31%, em empate técnico.
No segundo turno, o senador tem 43% a 35% em São Paulo e 44% a 34% no Rio de Janeiro, onde a diferença supera a margem de erro de três pontos. Em Minas Gerais, o placar é de 41% a 40% para Lula. Na rodada anterior, divulgada entre 23 e 24 de setembro, Lula tinha 58% a 23% na Bahia, e Flávio liderava o Paraná por 40% a 26%. No Centro-Oeste, o candidato do PL aparecia à frente nas quatro unidades, com vantagem fora da margem em Mato Grosso, onde marcava 50% contra 25%, e em Mato Grosso do Sul.
O quadro nacional é mais apertado. Lula lidera numericamente o primeiro turno nos cinco institutos da semana: BTG/Nexus, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Datafolha. No segundo turno, todos apontam empate técnico, com diferenças entre 0,3 e dois pontos. Lula está à frente em três simulações, e Flávio, em duas. A rejeição dos dois é parecida, entre 49% e 56% conforme o instituto.
A cobertura de centro também olhou para o voto religioso. Na Quaest de 28 de setembro, Lula tem 48% entre católicos, contra 29% de Flávio, e o senador lidera entre evangélicos, com 46% a 27%. O presidente cresceu nos dois grupos depois da controvérsia sobre o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. Pesquisadores ouvidos ponderam que a religião, sozinha, não explica a oscilação, e citam o reajuste do Bolsa Família e a proibição das apostas online como fatores possíveis.
A cobertura veio de veículos de centro e de um veículo de direita. Os textos do veículo de direita mantiveram tom descritivo, com números, registros no Tribunal Superior Eleitoral e alertas sobre margem de erro, sem enquadramento partidário. A cobertura de centro acrescentou a análise sobre religião e ouviu especialistas. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu esse conjunto de pesquisas, e por isso não há framing desse campo a registrar.
Ainda não se sabe qual será o resultado das novas rodadas estaduais na véspera da votação, nem quanto do movimento entre católicos se deve à controvérsia religiosa ou às medidas sociais do governo. Os institutos também não divulgam cruzamentos de religião com renda, raça e região, o que limita a explicação das oscilações.
A preferência por Lula e Flávio Bolsonaro segue um padrão visto em 2022, mas com diferenças importantes. Pesquisadores explicam o que mudou e quais fatores podem ser decisivos no fim da corrida eleitoral.

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