Quaest mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em São Paulo, Rio e Paraná
Relato de fonte única, atribuído a Veja. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
Pesquisas divulgadas na última semana de setembro mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno nacional, com empate técnico no segundo turno em cinco institutos. Nos estados, a Quaest aponta Flávio à frente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e no Centro-Oeste, e Lula à frente na Bahia, com empate técnico em Minas Gerais.
Briefing
O que importa para você
- No segundo turno nacional, os cinco institutos apontam empate técnico, com diferença máxima de 2 pontos.
- Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Lula lidera com folga na Bahia.
- Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, segue em empate técnico no segundo turno, com 41% a 40% na Quaest.
O que ainda está incerto
- Para onde vão os votos de Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no segundo turno.
- Por que as pesquisas Quaest de São Paulo e de Minas Gerais da rodada de 29 de setembro aparecem com o mesmo número de registro.
- Como estão os demais estados fora do Sudeste, do Paraná, da Bahia e do Centro-Oeste.
As pesquisas da última semana de setembro mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno nacional e empate técnico no segundo turno em cinco institutos. Nos estados, a Quaest aponta vantagem de Flávio em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Paraná e no Centro-Oeste, e de Lula na Bahia, com Minas Gerais empatada.
Às vésperas do primeiro turno, as pesquisas eleitorais divulgadas na última semana de setembro desenham uma disputa presidencial apertada no agregado nacional e muito desigual entre os estados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro, do PL, no primeiro turno em cinco levantamentos nacionais, mas os dois estão tecnicamente empatados no segundo turno em todos eles. Até o momento, apenas um veículo reuniu esses números em uma série de reportagens, sem que outros veículos tenham coberto o conjunto.
No cenário nacional, a diferença de segundo turno varia de 0,3 a 2 pontos percentuais. A AtlasIntel registra 47,7% para Lula e 47,4% para Flávio. Na BTG/Nexus, o placar é de 46% a 45% para o presidente, e no Datafolha, de 47% a 45%. Já a Quaest mostra Flávio à frente por 42% a 41%, e a Real Time Big Data, por 45% a 44%. No primeiro turno, Lula lidera por margens que vão de 2,4 pontos na AtlasIntel a 4 pontos na Quaest, na Real Time Big Data e no Datafolha. A rejeição dos dois é próxima, entre 49% e 56% conforme o instituto, e a desaprovação do governo supera a aprovação em três levantamentos.
Nos estados, as pesquisas da Quaest mostram um mapa partido. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a rodada divulgada em 29 de setembro dá a Flávio 36% contra 30% de Lula no primeiro turno e 43% a 35% no segundo. No Rio de Janeiro, Flávio tem 38% a 31% no primeiro turno e abre 10 pontos no segundo. Em Minas Gerais, Lula tem 35% contra 31% no primeiro turno, e o segundo turno fica em 41% a 40%, dentro da margem de erro. Na rodada anterior, divulgada entre 23 e 24 de setembro, Lula aparecia com 58% contra 23% na Bahia, e Flávio com 40% contra 26% no Paraná.
No Centro-Oeste, a Quaest coloca Flávio numericamente à frente nas quatro unidades da Federação. Em Mato Grosso, ele tem 50% contra 25% de Lula, e em Mato Grosso do Sul, 42% a 27%, as duas vantagens além da margem de erro. Em Goiás, onde o governador Ronaldo Caiado soma 23%, Flávio tem 33% a 27%, e no Distrito Federal a disputa de primeiro turno é de 33% a 32%, ambos em empate técnico.
A reportagem ressalva que os institutos usam amostras, períodos de coleta e margens de erro diferentes, e que seus números não formam uma série única. Por isso, a comparação entre um levantamento e outro mostra como cada pesquisa retratou a disputa, não necessariamente uma tendência de voto.
Ainda não se sabe como os eleitores dos candidatos menos votados, como Augusto Cury e Renan Santos, vão se distribuir no segundo turno, nem se a vantagem de Flávio no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste compensa a liderança de Lula no Nordeste. Também falta esclarecer por que as pesquisas de São Paulo e de Minas Gerais aparecem com o mesmo número de registro na rodada mais recente.
Fontes

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