Polícia Federal investiga Roberta Luchsinger por pagamentos a Fábio Luís Lula
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Documento da Polícia Federal que fundamentou a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger fazia movimentações significativas de dinheiro em espécie e que parte desses valores foi usada em despesas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relatório, em 25 de junho de 2025 o motorista da lobista recolheu R$ 100 mil e R$ 200 mil com um terceiro não identificado, e R$ 50 mil foram depositados na conta de uma agência de viagens que emitiu passagens de Brasília a São Paulo para a lobista e para Fábio Luís. O inquérito apura suspeita de tráfico de influência e corrupção em tentativas de vender Cannabis medicinal ao Ministério da Saúde. As defesas negam irregularidade e o caso não tem decisão judicial.
O relatório da Polícia Federal expõe um circuito de dinheiro vivo em torno do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um único dia de junho de 2025, o motorista da lobista Roberta Luchsinger recolheu R$ 300 mil em pacotes lacrados com um terceiro não identificado, e parte do valor foi para a conta de uma agência de viagens que bancava deslocamentos de Fábio Luís Lula da Silva.
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Veículos com viés à esquerda
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As duas frentes de cobertura convergem no essencial dos fatos: o relatório da Polícia Federal descreve coletas em espécie de R$ 100 mil e R$ 200 mil em junho de 2025, o depósito de R$ 50 mil na conta de uma agência de viagens e a emissão de passagens para Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva. Ambas registram que o caso corre no Supremo Tribunal Federal, que as defesas negam irregularidade e que não há decisão judicial confirmando crime.
Documento da Polícia Federal que embasou inquérito no Supremo Tribunal Federal descreve movimentações em dinheiro vivo feitas pela lobista Roberta Luchsinger e liga parte dos valores a despesas de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente. A investigação apura suspeita de tráfico de influência e corrupção em negócios oferecidos ao Ministério da Saúde. As defesas negam irregularidade.
A Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger movimentava quantias expressivas em dinheiro em espécie e que parte desses valores foi usada em despesas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação consta de documento que fundamentou a abertura de um inquérito sobre suspeita de tráfico de influência, sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal.
Segundo o relatório, em 25 de junho de 2025 o motorista da lobista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, realizou duas coletas em espécie com um terceiro não identificado, nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil. Em mensagens transcritas pelos investigadores, o motorista diz que o dinheiro estava em pacotes lacrados e ainda não havia sido contado, e cita os montantes como cem mais duzentos. A lobista, na sequência, orienta que R$ 50 mil sejam depositados na conta de sua consultoria e outros R$ 50 mil na conta de uma agência de viagens. No mesmo dia, essa agência emitiu passagens de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no valor de R$ 2.000, para Roberta Luchsinger e para Fábio Luís.
Outro trecho citado pela Polícia Federal é uma conversa de agosto de 2025, em que a lobista reclama do custo das passagens e afirma que já gastava R$ 100 mil por mês com uma casa usada por Fábio Luís. O mesmo documento registra ainda o pagamento de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, financiamento de veículo e outras despesas de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, em 2024, período em que, de acordo com a investigação, a lobista buscava contratos ligados à Cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. A defesa de Ribeiro afirma que os valores se referem a um empréstimo pessoal e nega ter encaminhado documentos sobre compras ou licitações.
A cobertura de centro relatou o caso a partir do conteúdo do documento, reproduzindo os diálogos e detalhando a suspeita de sociedade oculta entre Fábio Luís, a lobista e o empresário Fernando Bittar em negócios de Cannabis medicinal que não avançaram no Ministério da Saúde. Veículos de direita deram destaque ao volume de dinheiro em espécie e ao vínculo pessoal entre a lobista e o filho do presidente, tratando o episódio como novo capítulo de um escândalo que alcança o entorno familiar do Planalto, embora tenham registrado que o documento, por si só, não estabelece origem ilícita dos valores. Veículos de esquerda não cobriram este recorte específico no conjunto de fontes reunidas: a leitura crítica ao vazamento aparece apenas pela voz das defesas.
As defesas negam irregularidade. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís, afirma que setores da Polícia Federal instrumentalizados por interesses político-eleitorais tentam interferir nas eleições de 2026, que não há prova nos autos de que aquele dinheiro pagou as passagens e que seu cliente morava em Madri, na Espanha, no período. Ele compara os vazamentos ao que ocorreu na Operação Lava Jato e diz esperar a nulidade do processo. A defesa de Roberta Luchsinger informou que não comentaria conversas retiradas de relatório sob sigilo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em entrevista à televisão, no domingo, que qualquer pessoa suspeita deve ser investigada, inclusive de sua própria família, e que o filho será julgado, punido ou inocentado.
Pontos centrais seguem em aberto. Não se sabe a origem dos R$ 300 mil em espécie nem quem entregou o dinheiro ao motorista, já que a investigação descreve o repasse como feito por terceiro desconhecido. Também não há definição sobre a qual imóvel a lobista se referia na conversa de agosto de 2025, nem decisão do Supremo Tribunal Federal que confirme ou afaste a prática de tráfico de influência ou de corrupção. O inquérito continua em andamento e não há prazo divulgado para sua conclusão.
OUTRO LADO: Defesa do filho do presidente afirma que setores da PF tentam interferir em eleição; advogado de Roberta Luchsinger não se manifesta

Um relatório da Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,
