PF vai analisar dois celulares de Jaques Wagner em busca conexões com o caso Master
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A Operação Compliance Zero atingiu o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, apontado pela PF como 'beneficiário central' de vantagens econômicas pagas em troca de atuação no Congresso em favor do Banco Master. Foram apreendidos cerca de R$ 479 mil em espécie, e a investigação cita um apartamento de R$ 2,45 milhões, uso de aviões particulares e ingressos para show internacional. O caso atinge diretamente a narrativa do PT de que o escândalo seria restrito à oposição.
A Polícia Federal apreendeu dois celulares do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, na nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes ligadas ao Banco Master.
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Todos os lados relatam que a PF apreendeu dois celulares e cerca de R$ 479 mil em espécie com Jaques Wagner, que as buscas foram autorizadas pelo STF e que o senador nega irregularidades.
A Polícia Federal apreendeu dois celulares do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, na nona fase da Operação Compliance Zero, que apura corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A ação, deflagrada nesta quinta-feira, busca esclarecer o teor das conversas de Wagner com o empresário baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco. Parte desses diálogos já havia sido identificada no celular de Lima em etapa anterior da investigação.
Além dos aparelhos, os agentes apreenderam o equivalente a cerca de R$ 479 mil em espécie: US$ 49 mil em um quarto de hotel em Brasília e, em um endereço em Salvador, US$ 6,1 mil e € 33,5 mil. As buscas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que registrou que a PF aponta Wagner como 'beneficiário central' de 'vantagens econômicas' pagas por Augusto Lima em troca de atuação no Congresso em favor do Banco Master.
A cobertura de centro, representada por uma coluna de bastidores do g1, destacou o impacto político da operação. Segundo essa leitura, a ação atinge em cheio a narrativa do PT de que o caso Master seria um escândalo restrito a adversários da direita e do Centrão, e o Planalto teria orientado Wagner a explicar os pagamentos e a colocar o cargo à disposição para evitar contaminar o governo. A coluna registra ainda que a declaração de Wagner de que Lula teria lhe pedido para 'ficar firme' vinculou o presidente à decisão e dificultou a estratégia de descolar o governo do senador.
Veículos de direita enfatizaram o detalhamento das supostas vantagens recebidas: um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show internacional, além dos valores em espécie encontrados. Essa cobertura ressaltou que a operação atinge o principal articulador político do governo no Senado e questiona a tese de que o escândalo seria exclusivo da oposição.
Do outro lado, a defesa do senador e a do empresário pedem cautela. Wagner negou qualquer irregularidade e afirmou estar 'absolutamente à vontade', dizendo que nunca recebeu dinheiro do Master ou de Augusto Lima. Ele atribuiu parte dos valores a diárias de viagens oficiais e citou US$ 66,8 mil recebidos em 27 viagens entre 2019 e 2026, segundo o Portal da Transparência. A defesa de Augusto Lima classificou as medidas como 'desnecessárias', afirmando que ele colabora com as autoridades há seis meses e sempre atuou dentro da lei.
O que ainda não se sabe é o conteúdo efetivo das conversas armazenadas nos celulares apreendidos, se houve contato direto entre Wagner e Vorcaro, que o senador nega, e quais serão os próximos passos da investigação. Também permanece em aberto a definição política sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado.
O envolvimento de Jaques Wagner no caso Master enfraquece a narrativa do PT e obriga o governo a recalcular sua estratégia diante do avanço das investigações.

Senador é alvo da Operação Compliance Zero por supostas vantagens ligadas ao Banco Master

Aparelhos foram apreendidos com senador durante operação
