PGR defende Bolsonaro em domiciliar, mas sem arma apreendida
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalBolsonaro não pretende manter em casa a arma apreendida em blitz, diz defesaCabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir se o ex-presidente volta para a Papudinha ou continua em regime domiciliar(abre em nova aba)
Apelo emocional nesta matéria: 28/100.
- CartaCapitalPGR defende manter Bolsonaro em prisão domiciliarPaulo Gonet recomendou, porém, que arma apreendida com sargento permaneça retida(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Agência BrasilPGR defende que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliarEm manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet cita decisão da Polícia Civil do DF de não indiciar Bolsonaro no inquérito para investigar arma de fogo apreendida com segurança do ex-presidente.(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilPGR defende Bolsonaro em domiciliar, mas sem arma apreendida (abre em nova aba)
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- Moraes decidirá se Bolsonaro segue em casa ou volta à Papudinha.
- A pistola Glock permanece apreendida por decisão da PGR.
- O Exército entregou seis das oito armas do ex-presidente à Polícia Federal.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza a contradição da defesa, que agora diz que Bolsonaro não quer a arma, após ele afirmar que precisava dela por 'ter três mulheres em casa'.
- Direita enfatiza que a polícia afastou a responsabilidade do ex-presidente e que a arma dada como não localizada é a mesma já apreendida.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que a PGR defendeu a manutenção da prisão domiciliar, que a Polícia Civil do DF não indiciou Bolsonaro e indiciou apenas o militar Estácio Leite, e que a arma deve permanecer apreendida.
O que ainda está incerto
- Moraes ainda não anunciou a decisão sobre a manutenção da domiciliar.
- Segue em aberto o paradeiro do segundo item que o Exército afirmou não ter localizado.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou ao Supremo Tribunal Federal pela manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. No parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o episódio da pistola apreendida com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente não configura falta disciplinar capaz de justificar a mudança do regime de cumprimento da pena. Ao mesmo tempo, a PGR defendeu que a arma permaneça apreendida, por avaliar que a condição jurídica atual de Bolsonaro é incompatível com a posse de armamento. A decisão final sobre manter a domiciliar ou determinar o retorno à Papudinha cabe a Moraes.
O caso tem origem em 15 de junho, quando uma pistola Glock calibre 9 milímetros, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida numa blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal. A arma estava com o militar Estácio Leite da Silva Filha, ligado à segurança do ex-presidente. Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil do DF, pelo delegado Thiago Boeing, indiciou apenas o militar por porte ilegal de arma de uso restrito e não encontrou elementos para indiciar Bolsonaro, uma vez que o registro era válido e não havia restrição para o armamento permanecer na residência. Esses fatos são reconhecidos por todos os lados da cobertura.
A cobertura de centro, incluindo agências e veículos factuais, relatou o parecer de forma direta, reproduzindo as aspas de Gonet e a cronologia processual, e lembrando que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após ser condenado a 27 anos e três meses no processo da trama golpista. Veículos de esquerda enfatizaram a contradição da defesa, que informou ao STF que o ex-presidente não pretende manter a arma em casa, embora Bolsonaro tivesse dito à Polícia Civil que precisava do armamento porque 'tinha três mulheres em casa' e não podia ficar desarmado. Essa vertente também destaca as prerrogativas mantidas pelo ex-presidente mesmo após a condenação. Já veículos de direita enfatizaram que a própria polícia afastou responsabilidade de Bolsonaro e que a defesa esclareceu que a arma que o Exército disse não localizar é justamente a mesma já apreendida, afastando a tese de armamento extraviado.
O desdobramento mais recente veio quando Moraes determinou prazo de 48 horas para que o Exército transferisse as armas do ex-presidente à Polícia Federal. A corporação entregou seis das oito armas e informou não ter localizado duas, entre elas uma pistola Glock e uma espingarda calibre 12. A defesa então esclareceu que a Glock apontada como não localizada é a que já está sob custódia da Polícia Civil.
O que ainda não se sabe é o desfecho: Moraes não anunciou sua decisão sobre manter a prisão domiciliar ou determinar o retorno à Papudinha, e permanece em aberto o paradeiro do segundo item que o Exército afirmou não ter localizado.
Fontes

O artefato é o mesmo que foi encontrado com o integrante do GSI durante uma blitz de rotina, no dia 15 de junho

Cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir se o ex-presidente volta para a Papudinha ou continua em regime domiciliar

Paulo Gonet recomendou, porém, que arma apreendida com sargento permaneça retida

Em manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet cita decisão da Polícia Civil do DF de não indiciar Bolsonaro no inquérito para investigar arma de fogo apreendida com segurança do ex-presidente.