
Paulo Gonet rejeita relato de Daniel Vorcaro sobre ameaças da Polícia Federal
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou, em 2 de setembro, pelo arquivamento da petição aberta no Supremo Tribunal Federal depois que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido ameaças e intimidações de policiais federais durante transferências entre presídios em São Paulo e em Brasília. O procurador-geral Paulo Gonet sustentou que o relato, prestado em 27 de agosto a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, não trouxe fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de justificar novas diligências, nem o mínimo elemento de verossimilhança. Gonet também considerou que a recusa anterior da proposta de delação premiada do investigado foi desdobramento ordinário do sistema de persecução penal. A decisão final sobre o arquivamento cabe ao relator.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A Procuradoria-Geral da República se manifestou, em 2 de setembro, pelo arquivamento da petição aberta no Supremo Tribunal Federal depois que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido ameaças e intimidações de policiais federais durante transferências entre presídios em São Paulo e em Brasília.
Direita
Na leitura de direita, o ponto central é o poder da máquina de investigação sobre o investigado. Daniel Vorcaro relatou ao Supremo Tribunal Federal ter sido ameaçado por policiais federais nos deslocamentos entre presídios, incluindo a alegação de ameaça de ser jogado do avião que o levou a Brasília, e disse ter muito a contribuir com as apurações sem encontrar quem o ouvisse.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de perfil noticioso: reproduz longos trechos literais do parecer de Paulo Gonet, marca explicitamente que Vorcaro falou 'sem apresentar provas', explica a ausência da Polícia Federal na oitiva pela norma do CNJ e registra que a defesa foi procurada e não respondeu. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico; a atribuição das afirmações é rigorosa.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é factual e cita o parecer de Paulo Gonet na íntegra em vários trechos, mas a seleção de material inclina o texto: o título coloca 'ameaças de policiais' como objeto, e o desenvolvimento destaca o detalhe mais grave e não comprovado do relato, a suposta ameaça de jogar o preso do avião, além da queixa de que 'ninguém' estaria disposto a ouvi-lo. O efeito é deslocar parte do foco para a conduta da corporação policial e para os limites do poder de investigação, ângulo típico do enquadramento de accountability institucional.
Perspectivas omitidas
A Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo arquivamento da petição em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro diz ter sofrido ameaças e intimidações de policiais federais durante transferências entre presídios. Para Paulo Gonet, o depoimento prestado ao gabinete de André Mendonça não apresentou fato concreto nem indício de verossimilhança. A decisão final cabe ao Supremo Tribunal Federal.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira, 2 de setembro, o arquivamento da petição aberta depois que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido ameaças e intimidações de policiais federais nos deslocamentos para as prisões em que esteve, em São Paulo e em Brasília. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o relato não apresentou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar novas providências investigativas, nem reuniu o mínimo elemento de verossimilhança.
O depoimento foi prestado em 27 de agosto a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. A oitiva ocorreu a pedido da defesa e sem a presença de integrantes da Polícia Federal. O gabinete do relator justificou a ausência com as normas do Conselho Nacional de Justiça, que preveem o afastamento da equipe policial responsável pela investigação quando o próprio depoente aponta pressão vinda de policiais. Depois de ouvir o investigado, Mendonça pediu parecer à Procuradoria, que agora se manifestou pelo arquivamento. A decisão final ainda cabe ao relator, já que o parecer não o vincula.
A cobertura converge em três pontos. O primeiro é o teor do parecer, reproduzido nos mesmos termos por veículos de perfis diferentes. O segundo é o histórico da proposta de colaboração premiada do ex-banqueiro, recusada mais de uma vez pela Polícia Federal e pela própria Procuradoria sob o argumento de que o material oferecido não acrescentava informação inédita às apurações em curso. O terceiro é a avaliação, nas palavras do procurador-geral, de que essa recusa é desdobramento natural e ordinário do sistema de persecução penal, cujo juízo de conveniência cabe às autoridades encarregadas da investigação.
A cobertura de centro tratou o episódio pelo ângulo processual e acrescentou um dado que o restante do noticiário deixou de lado: no mesmo depoimento, Vorcaro afirmou, sem apresentar provas, que a Polícia Federal teria demonstrado má vontade com sua proposta de delação porque o acordo poderia implicar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Esses veículos também registraram que a defesa do ex-banqueiro foi procurada e não respondeu até a publicação.
Veículos de direita enfatizaram a parte mais dura do relato: a alegação de que teria havido até ameaça de jogá-lo do avião que o transferiu para Brasília, em março, e a queixa de que ele teria muito a contribuir com as investigações, mas que ninguém estaria disposto a ouvi-lo. Nessa chave, o foco se desloca para a conduta da corporação policial e para os limites do poder de quem conduz a apuração, sem que uma diligência independente tenha sido aberta.
Veículos de esquerda não aparecem na cobertura reunida sobre este episódio. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, seguiria dois caminhos: de um lado, a observação de que um ex-banqueiro preso obteve um canal de escuta direto no gabinete de um ministro do Supremo, algo fora do alcance da população carcerária comum; de outro, a defesa de que qualquer denúncia de violência no transporte de presos seja apurada com rigor, porque a integridade física de quem está sob custódia do Estado não depende da renda do custodiado.
O que ainda não se sabe é como o relator decidirá e em que prazo, já que não há data marcada para a análise do pedido de arquivamento. Também não se sabe se a Polícia Federal abriu apuração interna sobre as alegações, se existem registros das escoltas capazes de confirmar ou afastar o relato e se a defesa apresentará novos elementos. A versão da corporação sobre os deslocamentos e qualquer manifestação do diretor-geral citado no depoimento não aparecem na cobertura.
Toda a cobertura reproduz nos mesmos termos o parecer de Paulo Gonet, segundo o qual o relato não apresentou fato concreto nem o mínimo elemento de verossimilhança, e registra que a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro já havia sido recusada mais de uma vez pela Polícia Federal e pela PGR por não acrescentar informação inédita às investigações.

Relato foi feito em 27 de agosto a um juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal

Paulo Gonet afirmou que relato apresentado ao STF não tem 'mínimo elemento de verossimilhança'
Leia em seguida




