PL aciona TSE e tenta barrar nova pesquisa AtlasIntel; instituto nega irregularidades
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O Partido Liberal (PL) protocolou uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que a pesquisa presidencial da AtlasIntel, registro BR-04582/2026, seja declarada irregular, alegando que o instituto não enviou dentro do prazo arquivos de identificação territorial exigidos pelo sistema PesqEle. A AtlasIntel nega irregularidades, afirma que os documentos foram enviados a tempo e aponta uma falha técnica no próprio sistema do tribunal. A pesquisa contestada mostra Lula com 46,3% e Flávio Bolsonaro com 36,6% no primeiro turno.
O PL pediu ao TSE auditoria técnica e perícia sobre o algoritmo e o sistema de coleta da AtlasIntel, argumentando que a ausência de arquivos de complementação territorial e demográfica impede a fiscalização de onde e com quem os dados foram coletados.
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Centro e direita convergem nos fatos centrais: o PL contesta pela segunda vez uma pesquisa presidencial da AtlasIntel no TSE, alegando ausência de arquivos técnicos exigidos pelo sistema PesqEle, e a AtlasIntel nega irregularidades, atribuindo o problema a uma falha técnica do próprio sistema do tribunal eleitoral.
O Partido Liberal (PL) protocolou nesta quarta-feira (15) uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que a pesquisa presidencial da AtlasIntel, registrada sob o número BR-04582/2026, seja declarada irregular. A legenda argumenta que o instituto não enviou dentro do prazo legal os arquivos de identificação de bairros e municípios exigidos pelo sistema PesqEle, o que comprometeria a auditabilidade do levantamento. A representação foi distribuída à relatoria do ministro André Mendonça.
A AtlasIntel rebateu as acusações em nota, afirmando que toda a documentação exigida foi submetida dentro do prazo e que o problema é técnico, do próprio sistema do TSE: os arquivos estariam disponíveis na área restrita, mas deixaram de aparecer na visualização pública. O CEO da empresa, Andrei Roman, publicou um print nas redes sociais como prova do envio e declarou que o instituto “não mudará sua técnica nem alterará seus estudos por conta de qualquer tipo de pressão política, econômica ou judicial”. A pesquisa contestada, divulgada em 1º de julho, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% do senador Flávio Bolsonaro; no cenário de segundo turno, a diferença é de 48,8% a 42,3%. É a segunda vez em poucos meses que o PL questiona uma pesquisa da AtlasIntel: em maio, o partido já havia acionado o TSE contra outro levantamento do instituto, divulgado após a revelação de uma conversa de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, episódio em que uma liminar chegou a suspender temporariamente a divulgação dos dados.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual, detalhando tanto a alegação do PL quanto a resposta técnica da AtlasIntel, sem atribuir razão a nenhum dos lados. Já veículos de direita deram grande destaque ao conjunto de exigências técnicas feitas pelo partido, entre elas auditoria e perícia sobre o algoritmo de coleta da AtlasIntel e a aplicação de multa em caso de procedência do pedido, enquadrando a ação como exercício legítimo de fiscalização institucional sobre um processo que molda a percepção pública da corrida presidencial. Não há, até o momento, cobertura identificada de veículos de esquerda sobre este episódio específico; a leitura provável desse campo tenderia a destacar que esta é a segunda tentativa do PL de contestar uma pesquisa desfavorável ao seu candidato em poucos meses, defendendo a autonomia dos institutos de pesquisa diante de pressões de campanhas políticas.
Ainda não há prazo definido para a decisão do ministro André Mendonça sobre a nova impugnação, nem indicação de quando o TSE vai concluir a apuração sobre a suposta falha técnica do sistema PesqEle. Também segue pendente o desfecho do primeiro caso, aberto em maio, depois que um pedido de vista da ministra Estela Aranha adiou o julgamento no plenário.
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