Partido Liberal elege 121 deputados e forma a maior bancada da Câmara desde 1988
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →O avanço do Partido Liberal, que chega a 121 deputados e 28 senadores, desenha um Congresso mais conservador a partir de 2027, com mais pressão por pautas como impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e ajuste fiscal. Do lado progressista, a federação PT-PCdoB-PV cresceu 8 assentos, chegou a 88 deputados e terá nomes mais jovens, enquanto Erika Hilton se tornou a mulher mais votada da história.
As eleições de 4 de outubro definiram os 513 deputados federais da legislatura que começa em fevereiro de 2027. O Partido Liberal terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 cadeiras, recorde desde 1988, e também a maior bancada do Senado Federal, com 28 senadores.
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As eleições de 4 de outubro deram ao Partido Liberal a maior bancada da Câmara dos Deputados desde 1988, com 121 cadeiras, e a maior do Senado, com 28. A federação PT-PCdoB-PV elegeu 88 deputados e a União Progressista, 87. Foram 301 reeleitos e 184 estreantes.
O Partido Liberal sai das eleições de 4 de outubro como a principal força do Congresso Nacional. A legenda elegeu 121 deputados federais, a maior bancada registrada na Câmara dos Deputados desde 1988, e também terá a maior bancada do Senado Federal a partir de 2027, com 28 cadeiras. Até o momento, apenas um veículo cobriu a nova composição de forma consolidada, com base em números do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o Diap.
As urnas definiram os 513 deputados que tomam posse na legislatura que começa em fevereiro de 2027. Depois do Partido Liberal, aparecem a federação formada por PT, PCdoB e PV, com 88 deputados, e a União Progressista, que reúne União Brasil e PP, com 87. A renovação ficou limitada. Foram reeleitos 301 parlamentares, o equivalente a 58,6% dos titulares, e 184 exercerão o primeiro mandato na Câmara.
Em números absolutos, o Partido Liberal foi quem mais cresceu: passou de 99 deputados em 2022 para 121 agora, um ganho de 22 cadeiras. Em proporção, o maior salto foi do Novo, que foi de 3 para 10 deputados. O Podemos subiu de 12 para 27 cadeiras, impulsionado pela incorporação do PSC. A federação PT-PCdoB-PV ganhou 8 assentos. As maiores perdas ficaram com a União Progressista, que encolheu 19 cadeiras, e com o PDT, que recuou 11.
No Senado, o Partido Liberal elegeu 19 senadores e chegará a 28 cadeiras, mais que o triplo do PT e do MDB, que terão menos de 10 senadores cada. Somando as duas Casas, a sigla terá 149 parlamentares, 35 a mais do que em 2022.
Alguns resultados individuais chamaram atenção. Nikolas Ferreira, do Partido Liberal de Minas Gerais, ultrapassou 3 milhões de votos e teve a maior votação já registrada para deputado federal no país. Lucas Pavanato, do Partido Liberal de São Paulo, também passou dessa marca. Erika Hilton se tornou a mulher mais votada da história.
O desempenho se repetiu nos estados. O Partido Liberal elegeu cinco governadores no primeiro turno: Arthur Henrique em Roraima, Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia e Sergio Moro no Paraná. O PSD ficou em segundo, com quatro governadores, seguido de PT e Republicanos, com três cada. Ao todo, 20 estados definiram o governo já no primeiro turno, o maior número registrado neste século.
A cobertura descreve o novo Legislativo como mais conservador, com avanço da direita e manutenção da força do centro. Segundo a matéria, essa configuração favorece pautas conservadoras e aumenta a pressão por temas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e o ajuste fiscal. A mesma reportagem registra que a esquerda será representada por nomes mais jovens.
Ainda não se sabe como as bancadas vão se organizar em blocos, quem disputará a presidência da Câmara e do Senado, nem como os partidos de centro vão se alinhar diante da nova maioria. Também não há, na cobertura disponível, reação das lideranças partidárias ao resultado.
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