
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
Encerrado o prazo das convenções partidárias, os partidos já haviam protocolado mais de 8,2 mil pedidos de registro para as eleições de outubro de 2026. Entre os registros processados até a tarde de 7 de agosto, 17 candidatos adotaram Bolsonaro no nome de urna, sendo 15 pelo PL; contagens feitas horas antes apontavam 16. Apenas parte deles tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e as candidaturas de Flávio, Michelle e Carlos Bolsonaro ainda não haviam entrado no sistema do TSE. Do outro lado, o PT registrou dois candidatos com de Lula no nome de urna, ambos no Rio Grande do Norte, enquanto o PL lançou em São Paulo um sósia do presidente identificado como Dr. Célio, Lula do bem. Os dados são preliminares: os partidos têm até 15 de agosto para entregar todas as fichas.
Com o fim do prazo das convenções, os partidos já protocolaram mais de 8,2 mil pedidos de registro para as eleições de outubro. Entre eles, 17 candidatos adotaram Bolsonaro no nome de urna, 15 pelo PL, e apenas parte tem parentesco com o ex-presidente. O PT registrou dois nomes com de Lula, e os números seguem provisórios até 15 de agosto.
Encerrado o prazo para as convenções partidárias, os partidos brasileiros já haviam protocolado mais de 8,2 mil pedidos de registro de candidatura para as eleições de outubro de 2026. Entre os registros processados, um sobrenome chama atenção na tela da urna: Bolsonaro. Levantamentos feitos a partir do sistema do Tribunal Superior Eleitoral apontaram entre 16 e 17 candidatos que adotaram o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro como nome de urna, dos quais 15 concorrem pelo PL. A diferença entre os totais reflete apenas o horário de corte de cada apuração, já que os cadastros seguiam entrando no sistema.
A cobertura de centro relatou o fenômeno pelos dados. Um dos levantamentos discriminou os registros um a um, com sigla, estado e cargo, e separou os candidatos que de fato pertencem à família daqueles que apenas adotaram o sobrenome. Entre os primeiros estão o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente; Rogéria, primeira mulher dele e mãe dos três filhos mais velhos, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro; Renato, irmão dela, candidato a deputado federal por São Paulo; e Valéria Bolsonaro, deputada estadual casada com um primo de segundo grau. Os demais não têm vínculo familiar e apostam na identificação simbólica. Outra apuração de centro registrou que os pedidos com o sobrenome se dividiam de forma equilibrada entre deputado estadual e deputado federal, com dois registros para o Senado e um para deputado distrital, e advertiu que os números eram preliminares.
Os textos convergem em dois pontos. Primeiro, a lista ainda está incompleta: as candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência, de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina foram anunciadas, mas ainda não constavam do sistema do TSE. Segundo, o prazo final para os partidos entregarem todas as fichas é 15 de agosto, o que torna qualquer contagem atual provisória. Como comparação, em 2022 foram cerca de 29,2 mil pedidos de registro no total.
O fenômeno não é exclusivo de um campo. O PT, que também ainda não havia apresentado a ficha de Luiz Inácio Lula da Silva, registrou dois candidatos com de Lula no nome de urna, ambos no Rio Grande do Norte: um concorre ao governo do estado como Cadu de Lula e outra disputa uma vaga no Senado como Samanda de Lula. Em São Paulo, o próprio PL lançou à Câmara dos Deputados um vereador de Jaboticabal identificado no registro como Dr. Célio, Lula do bem.
É na leitura do que esses números significam que a cobertura se divide. Veículos de centro trataram o caso como dado eleitoral e fenômeno de nome de urna, sem atribuir juízo. Veículos de esquerda deslocaram o eixo da disputa: em vez do sobrenome, colocaram no centro a comparação econômica entre as duas gestões, sustentando, por meio de entrevista com uma pesquisadora, que a suspensão do teto de gastos, a retomada da valorização do salário mínimo, a política industrial e a recomposição de orçamentos explicam a queda do desemprego e a alta da renda, enquanto a gestão anterior teria apostado no agronegócio e na exportação de commodities. Nenhum veículo de direita integra o conjunto de fontes desta cobertura, formada por matérias de centro e de esquerda; a leitura provável desse campo, sugerida pela própria escala do fenômeno, é a de que o volume de registros mede a força de uma marca política e que adotar nome de urna reconhecível é prática legal usada por todos os partidos.
O que ainda não se sabe é o desenho final da lista. Não há informação sobre quantos registros com o sobrenome existirão depois de 15 de agosto, se a Justiça Eleitoral será acionada para contestar algum nome de urna, quantos dos candidatos sem parentesco chegarão a ser eleitos, nem como o número se compara ao de eleições anteriores. Também segue em aberto o efeito prático da estratégia sobre o voto, já que nenhuma das fontes apresenta dados sobre confusão do eleitor no momento de digitar o número e conferir o nome exibido.
As fontes concordam que o sobrenome Bolsonaro aparece em 15 candidaturas do PL e que a maioria dos candidatos que o adotam não tem parentesco com o ex-presidente. Também há acordo de que os dados são preliminares, já que as fichas de Flávio, Michelle e Carlos Bolsonaro ainda não haviam sido cadastradas no TSE.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento é explicitamente de esquerda: valoriza gasto público, suspensão do teto de gastos, valorização do salário mínimo, política industrial e desconcentração de renda como motores do crescimento, e descreve a gestão anterior como desastrada e associada ao retorno do país ao mapa da fome. Todo o material analítico vem de uma única entrevistada, sem contraponto, e a caracterização do adversário aparece no vocabulário do texto, não apenas na fala citada.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração seca: informa o total de 17 registros com o sobrenome, a fatia de 15 no PL, a distribuição entre deputado estadual, federal, senador e distrital, e adverte que os dados são preliminares porque o prazo vai até 15 de agosto. Não há adjetivo valorativo nem tese defendida; a ressalva sobre o corte temporal é um bom indicador de rigor.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Até o momento, 2 têm ligação direta com o ex-presidente; Flávio, Michelle e Carlos ainda não registraram as candidaturas oficialmente

PL já registrou 15 candidatos com Bolsonaro no nome de urna; PT tem dois

A campanha eleitoral de 2026, que deve definir quem ocupará os cargos de presidente, governadores, deputados e senadores, tem seu início oficial no próximo dia 16 de agosto. Na preparação para o…
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
O texto é enumerativo e factual: cita o total de 8,2 mil pedidos de registro, discrimina os 16 candidatos com Bolsonaro no nome de urna, separa os que têm parentesco real e registra os dois casos de 'de Lula' no Rio Grande do Norte. Não há adjetivação valorativa nem defesa de tese; o único juízo implícito está na justaposição irônica entre a lista do PL e o sósia registrado como Lula do bem, o que ainda fica dentro do registro factual de coluna.
Perspectivas omitidas



