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Entre 6 e 8 de agosto de 2026, quatro chapas presidenciais formalizaram o registro no Tribunal Superior Eleitoral e tornaram públicas suas declarações de bens. Romeu Zema, do Novo, declarou R$ 178,7 milhões, com R$ 94,4 milhões concentrados em uma holding familiar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, informou R$ 4,8 milhões, queda de 35,7% em relação a 2022, enquanto o vice Geraldo Alckmin declarou R$ 3,3 milhões, alta de 227,3%. Samara Martins, da UP, declarou R$ 33 mil, e o empresário Renan Santos, do Missão, R$ 795 mil. O prazo para o registro termina às 19h de 15 de agosto e os dados ficam disponíveis para consulta pública na plataforma Divulgacand.
O prazo de registro de candidaturas para a eleição presidencial de 2026 começou a expor a situação patrimonial de quem disputa o Planalto. Entre 6 e 8 de agosto, quatro chapas formalizaram o pedido no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, e entregaram a declaração de bens exigida pela Justiça Eleitoral. Os valores declarados vão de R$ 33 mil a quase R$ 179 milhões e ficam disponíveis para consulta pública na plataforma Divulgacand, que reúne os dados de todos os candidatos.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do partido Novo, declarou R$ 178.707.610,09, aumento de 15% sobre o que informou em 2022, quando disputou a reeleição estadual, já considerada a correção pela inflação. O bem de maior valor é a participação em uma holding familiar, avaliada em R$ 94,4 milhões, seguida por R$ 56,2 milhões aplicados em um fundo multimercado. O candidato a vice, senador Eduardo Girão, declarou R$ 34,1 milhões. No mesmo dia, a cirurgiã-dentista Samara Martins, da Unidade Popular pelo Socialismo, registrou candidatura com patrimônio de R$ 33 mil, formado por um automóvel de R$ 29 mil e R$ 4 mil em caderneta de poupança; sua vice, Raquel Brício, guarda portuária, não declarou bens. No dia seguinte foi a vez do empresário Renan Santos, do Missão, que informou R$ 795 mil e protocolou um plano de governo de 51 páginas. No sábado, dia 8, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, declarou R$ 4,8 milhões, e o vice Geraldo Alckmin, do PSB, informou R$ 3,3 milhões.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética das declarações e na comparação histórica. Detalhou que os bens do presidente caíram 35,7% em valores nominais desde 2022, puxados pela redução dos planos VGBL de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões, e que a soma da chapa passou de R$ 8,4 milhões para R$ 8,1 milhões. Parte dessa cobertura foi além e corrigiu a série pela inflação, mostrando queda real de 46% em relação a 2022 e de cerca de 60% em relação a 2018, além de apontar que 69% do patrimônio declarado hoje está em previdência privada. No caminho inverso, os ativos financeiros do vice saíram de R$ 488 mil para R$ 2,7 milhões, alta de 455,8%, distribuídos entre VGBL, renda fixa, debêntures e um título ligado ao agronegócio.
Veículos de direita enfatizaram menos os números e mais o conteúdo programático e a cobrança política que acompanha o registro. Destacaram que a plataforma do candidato do Novo se resume a privatizar estatais, cortar gastos públicos e reformar o sistema de impostos, e registraram que ele evitou responder objetivamente se concederia indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa cobertura também deu espaço às propostas da chapa de menor patrimônio, que fala em nacionalização do sistema bancário, reforma agrária e taxação de grandes fortunas, e ao plano de ajuste fiscal do candidato do Missão, que prevê fim das cotas, substituição do Bolsa Família por frentes de trabalho e desvinculação dos pisos de saúde e educação.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre esse ciclo de registros. O ângulo que costuma organizar essa leitura, o contraste entre o patrimônio pessoal dos candidatos e o que cada um propõe em matéria de tributação e de gasto social, aparece nos próprios documentos entregues ao TSE, sem que nenhuma das reportagens do conjunto o desenvolva.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas explica a origem das variações patrimoniais, nem a valorização da holding familiar do candidato do Novo, nem o desaparecimento, na lista do presidente, de créditos e imóveis que constavam em 2022. As candidaturas de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e do próprio Zema não estavam concluídas no sistema até o sábado, e o pedido do presidente ainda aparecia como aguardando julgamento pelo TSE. Os partidos têm até as 19h de 15 de agosto para protocolar os registros, e só depois desse prazo será possível comparar o quadro patrimonial completo dos presidenciáveis.
Toda a cobertura trata os números como dados oficiais entregues à Justiça Eleitoral, sem contestar sua veracidade, e converge em três pontos: o patrimônio declarado varia de R$ 33 mil a quase R$ 179 milhões entre as chapas registradas, os dados são públicos e consultáveis no Divulgacand, e o prazo legal de registro só termina em 15 de agosto, de modo que o quadro ainda está incompleto.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Descreve a composição do patrimônio declarado (quotas de capital, participações societárias, créditos a receber) e resume o plano de governo em tom neutro, sem adjetivação. A ausência de contraponto às propostas de ajuste fiscal é lacuna de cobertura, não enquadramento ideológico explícito.
Perspectivas omitidas
Detalhamento item a item das duas declarações (VGBL, renda fixa, imóveis, veículos, participação societária), com explicação didática do que é VGBL, LCA, COE e debênture. Nenhum vocabulário valorativo sobre enriquecimento ou empobrecimento; o texto descreve variações e informa o prazo legal de registro.
Perspectivas omitidas
Texto factual com esforço analítico acima da média: corrige a série de 1998 a 2026 pelo IPCA e mostra queda real de cerca de 60% desde 2018. A concentração de 69% do patrimônio em previdência privada é apresentada como dado, não como acusação. A inserção de números de pesquisa ao fim funciona como contexto anexo, não como enquadramento.
Perspectivas omitidas
Texto se limita a listar números da declaração ao TSE (holding familiar de R$ 94,4 milhões, fundo multimercado de R$ 56,2 milhões, casa e terreno) e a comparar com 2022 já corrigido pelo IPCA. Não há adjetivação valorativa nem enquadramento sobre desigualdade ou mérito, apenas dados públicos e o prazo legal de registro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é majoritariamente factual: patrimônio declarado, vice, histórico eleitoral e propostas de privatização, corte de gastos e reforma de impostos. O único elemento de enquadramento é o subtítulo que ressalta a evasiva sobre indulto, uma cobrança institucional pontual que não organiza o texto em chave ideológica. O veículo tem perfil à direita, mas o artigo se mantém em registro noticioso.


Valor declarado pelo presidente caiu 35,7% em relação a 2022, de R$ 7,4 milhões para R$ 4,8 milhões; o do vice aumentou 227,3%, de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões; partidos têm até às 19h de 15 de agosto para registrar as candidaturas, segundo o TSE.

Patrimônio caiu 60% em termos reais desde 2018 e 46% desde 2022; planos de previdência concentram 69% dos bens. Leia no Poder360.

Bem de maior valor do candidato do Novo é a participação em uma holding familiar

Eduardo Girão é inscrito como seu vice em chapa pura
Candidata da Unidade Popular pelo Socialismo é o primeiro nome registrado no TSE entre os presidenciáveis
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto curto e descritivo: patrimônio de R$ 33 mil discriminado em automóvel e poupança, trajetória eleitoral da candidata, perfil da vice e menção à chapa totalmente feminina. Não há juízo de valor sobre o programa socialista apresentado, apenas enumeração. Registro noticioso apesar do perfil editorial do veículo.
Perspectivas omitidas



