PL terá chapa puro-sangue para o Senado no RJ
4 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Na reta final das convenções partidárias, dois candidatos à Presidência fecharam chapas apenas com quadros do próprio partido. No Rio de Janeiro, o PL confirmou Carlos Jordy e Carlos Portinho ao Senado e a vereadora Fernanda Louback como vice de Douglas Ruas ao governo estadual, depois que a federação União Brasil-PP declarou neutralidade no estado. No mesmo dia, o Novo anunciou o senador Eduardo Girão como vice na chapa presidencial de Romeu Zema, e o PL de Sergipe definiu candidatos próprios ao governo e ao Senado. Em São Paulo, a chapa que apoia Fernando Haddad distribuiu as suplências do Senado entre PT e PDT. O prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.
Veículos deste lado: Metrópoles, CNN Brasil, O Globo e Poder360
Nesta leitura, fechar chapa só com quadros do próprio partido é decisão de coerência, não derrota. Os candidatos que abriram mão de coligações sustentam que preferem nomes com ficha limpa e sem vínculos capazes de gerar chantagem futura, em vez de acordos de conveniência que cobram cargos e vetos depois da eleição.
Veículos deste lado: Exame e Veja
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o PL fechou chapas apenas com quadros próprios no Rio e em Sergipe, o Novo também montou chapa presidencial sem aliados, e as tentativas de coligação com outros partidos fracassaram na reta final das convenções. Há convergência ainda sobre o encadeamento das desistências no Rio e sobre o prazo de 15 de agosto para o registro das candidaturas.
O Partido Liberal fechou, na terça-feira 4 de agosto, uma chapa formada apenas por filiados próprios no Rio de Janeiro, estado que a sigla trata como berço do bolsonarismo. O deputado federal Carlos Jordy foi confirmado como candidato ao Senado ao lado do senador Carlos Portinho, que tenta a reeleição. A vereadora de Niterói Fernanda Louback foi definida como vice na chapa ao governo estadual encabeçada por Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa fluminense. A montagem veio depois de a federação União Brasil-PP declarar neutralidade no estado, em alinhamento com a posição nacional dos dois partidos.
O movimento não é isolado. No mesmo dia, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, escolheu o senador Eduardo Girão como vice, também sem aliança com outra legenda. Em Sergipe, o PL definiu o vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, para o governo, e os nomes de Rodrigo Valadares e Coronel Rocha para as duas vagas ao Senado, todos do próprio partido. Na quarta-feira, 5, o PSB fechou as suplências da chapa de Simone Tebet ao Senado por São Paulo com um quadro do PT e outro do PDT, dentro da aliança que apoia Fernando Haddad ao governo paulista. O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.
A cobertura de centro relatou o encadeamento de desistências que levou o PL fluminense à solução interna. Em maio, o ex-governador Cláudio Castro retirou a pré-candidatura ao Senado depois de ser alvo de operações da Polícia Federal e de ter a inelegibilidade reconhecida pela Justiça Eleitoral. Na segunda-feira, 3, o ex-deputado Márcio Canella deixou a disputa após ser alvo de outra operação e passou a mirar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Duas semanas antes, o ex-prefeito Rogério Lisboa havia abandonado a vaga de vice. Essa cobertura enfatizou o custo prático da ruptura: sem a federação, a campanha ao governo do estado fica com menos da metade do tempo de propaganda no rádio e na televisão em comparação com o líder das pesquisas, que aparece com 38% das intenções de voto, contra 10% do candidato apoiado pelo PL.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo, o da coerência partidária. Nessa leitura, a chapa fechada apenas com quadros próprios aparece como escolha deliberada, apoiada na exigência de nomes ficha limpa e na recusa a acordos que criem dependência ou abram espaço para pressão futura. O mesmo enquadramento apareceu na cobertura da chapa presidencial de centro-direita, que destacou o perfil do vice escolhido, senador ligado a pautas conservadoras de família e costumes e crítico da legalização dos jogos de azar, e registrou que candidaturas desse campo seguem sem conseguir agregar coligações amplas.
Veículos de esquerda praticamente não deram espaço ao tema nesta cobertura. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, é a de que o isolamento eleitoral decorre do desgaste de nomes atingidos por investigações da Polícia Federal e do cálculo de partidos que preferem se afastar do bolsonarismo, enquanto o campo governista consolida em São Paulo uma composição que reúne siglas distintas em torno de um mesmo projeto.
Ainda não se sabe quem será o vice na chapa presidencial encabeçada pelo senador do PL, que prometeu anunciar o nome até 15 de agosto, nem se quadros do União Brasil e do PP darão apoios individuais aos adversários apesar da neutralidade formal. Também segue em aberto a definição da suplência de uma das chapas ao Senado por São Paulo e o desfecho do atrito interno no PL do Ceará provocado pela saída do senador da disputa estadual.
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