Renan Santos e apoiadores protestam em frente à Globo, no Rio, após cancelamento do debate presidencial
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Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, não foi convidado para o último debate do primeiro turno, transmitido em 1º de outubro. Depois de negativas do Tribunal Superior Eleitoral e da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, a campanha desistiu de novo recurso e convocou protesto em frente à sede da emissora, no Rio de Janeiro. Horas antes do programa, o ministro Gilmar Mendes determinou a participação de Renan, e a emissora cancelou o debate alegando interferência judicial nas regras. Durante o ato, policiais militares avançaram em formação na direção dos manifestantes.
Pela ótica da proteção de direitos, o episódio expõe a resposta policial a uma manifestação política: agentes da Polícia Militar avançaram em formação, um deles empunhando arma, contra apoiadores que protestavam em frente à sede de uma emissora no Rio de Janeiro.
Sob o prisma da segurança jurídica e da liberdade de organização, o caso mostra decisões judiciais em série que, na avaliação da própria emissora, interferiram nas regras de um evento privado acertadas com as campanhas, até inviabilizá-lo.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, não foi convidado para o último debate do primeiro turno. Após negativas do TSE e de Cármen Lúcia, Gilmar Mendes mandou incluí-lo, e a emissora cancelou o programa. Apoiadores protestaram no Rio, e policiais militares avançaram sobre o ato.
O último debate presidencial do primeiro turno, marcado para a noite de 1º de outubro, terminou cancelado, e o candidato Renan Santos, do partido Missão, levou seus apoiadores para a porta da emissora que organizava o programa, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Durante o ato, policiais militares avançaram em formação na direção dos manifestantes, e um vídeo mostra um agente empunhando uma arma. A Polícia Militar informou que atuava para estabilizar a região.
A disputa começou porque Renan não foi convidado. A emissora havia acertado com as campanhas que só participariam candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares. Estavam previstos Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, Augusto Cury, do Avante, e Romeu Zema, do Novo. O Missão recorreu. O Tribunal Superior Eleitoral negou o pedido, e depois a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou a ação, dizendo que o caso tratava de interesse subjetivo e que a matéria eleitoral é de competência da Justiça Eleitoral. No recurso, o partido lembrava que Renan pontua melhor que Zema nas pesquisas.
A cobertura de centro relatou que, depois dessa negativa, a campanha desistiu de levar o caso ao plenário do Supremo, por avaliar que não haveria tempo. O deputado federal Kim Kataguiri, um dos coordenadores, disse que a campanha ainda contava com a boa vontade da emissora e que, se isso não ocorresse, faria um protesto com o próprio candidato.
O quadro mudou horas antes do programa. Segundo o veículo de linha editorial à direita que acompanhou o ato, o ministro Gilmar Mendes, também do Supremo, determinou a participação de Renan. A Justiça Eleitoral, por sua vez, proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ordenou a presença de Zema. A emissora então cancelou o debate, alegando que a série de decisões judiciais interferiu nas regras acertadas. Em cima de um carro de som, Renan e outras lideranças do Missão criticaram tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.
As duas coberturas convergem nos fatos centrais e diferem no foco. O texto de centro concentrou-se na estratégia jurídica da campanha e na fundamentação da ministra Cármen Lúcia. O veículo de direita deu destaque à imagem dos policiais avançando sobre o protesto e ao cancelamento como resultado da intervenção judicial. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou sobre o caso, de modo que não há enquadramento desse campo a registrar.
Ainda não se sabe se o avanço policial terminou em confronto, feridos ou detenções. Também não foi esclarecido o teor completo da decisão de Gilmar Mendes, nem se ela foi tomada no mesmo recurso ou em ação diferente da negada por Cármen Lúcia. A emissora não informou se pretende remarcar o debate antes do primeiro turno.
Último debate do primeiro turno deve contar com as participações de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo)

Policia fluminense diz que atua para estabilizar a região

Militantes do Missão protestaram com Renan Santos em frente à TV Globo após decisão de Gilmar Mendes sobre debate presidencial.

Protesto foi realizado em frente aos Estúdios Globo, no Rio; candidato discursou depois do cancelamento do debate presidencial. Leia no Poder360.
