Quaest: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 34% no primeiro turno presidencial
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Estado de MinasPolêmicas entre Lula e Flávio têm limites nos votos consolidadosAté domingo, a tendência mais consistente é a de Lula preservar a dianteira no primeiro turno, com Flávio buscando reduzi-la pelo voto útil. Mas precisa combinar com o eleitor.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno no domingo, 4 de outubro.
- Quaest: Lula 39%, Flávio 34%; segundo turno empatado em 42%.
- Nexus: 42% a 37% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo.
- Sites de apostas devem sair do ar a partir de 6 de outubro pela medida provisória.
Onde os lados divergem
- A cobertura de esquerda destaca os 45,9% de Lula nos votos válidos e a margem para vencer no primeiro turno.
- A cobertura de centro enfatiza o empate de 42% a 42% no segundo turno e a vantagem de Flávio entre eleitores de candidatos menores.
Onde os lados concordam
- Lula lidera o primeiro turno na Quaest, com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro.
- As variações em relação à rodada anterior são pequenas e cabem na margem de erro.
O que ainda está incerto
- O efeito da proibição das bets, captado só em parte pelas duas pesquisas.
- Para onde migram os eleitores que Augusto Cury perdeu.
- A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a medida provisória.
A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno, e empate de 42% no segundo. A cobertura se dividiu entre o cálculo de votos válidos, o efeito da proibição das bets e a disputa pelos eleitores de candidatos menores.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 34%. Na rodada anterior do instituto, os números eram 37% e 33%. Num eventual segundo turno, os dois empatam, com 42% cada.
O instituto ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026. Indecisos somam 5%, e 10% declaram voto branco, nulo ou intenção de não votar. Entre os demais candidatos, o empresário Augusto Cury, do Avante, caiu de 6% para 4%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, manteve 4%. Renan Santos, do Missão, tem 3%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, 1%.
No mesmo dia, a pesquisa Nexus registrou 42% para Lula e 37% para Flávio no primeiro turno, ante 40% e 37% na rodada anterior. No segundo turno, a Nexus mostra 46% a 44%, também empate técnico. Segundo esse levantamento, 87% dos entrevistados que escolheram um candidato dizem ter a decisão tomada.
Veículos de esquerda destacaram o cenário de votos válidos. Descontados brancos e nulos, critério usado pela Justiça Eleitoral no dia da votação, Lula chegaria a 45,9% e Flávio a 40%, uma diferença de 5,9 pontos. O cálculo não foi divulgado pela Quaest: foi feito pelo próprio veículo, dividindo a intenção de cada candidato pela soma dos votos nominais, que equivale a 85% da amostra. Essa cobertura não tratou do empate no segundo turno.
A cobertura de centro relatou uma leitura mais cautelosa. Segundo a análise, a medida provisória editada por Lula em 25 de setembro, que proibiu as apostas esportivas e os jogos online, pode ter favorecido o presidente, enquanto o boato falso de que Flávio retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil não produziu perda expressiva para o senador. A mesma análise ressalva que as variações cabem na margem de erro e que nenhuma polêmica isolada explica o movimento. O principal freio a reviravoltas seria a consolidação dos votos. A disputa decisiva estaria nos eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema: um recorte do Datafolha citado na análise mostra 43% desse grupo com Flávio, 30% com Lula e 26% em branco, nulo ou nenhum, o que ajuda a explicar o empate no segundo turno.
Entre as fontes reunidas sobre esta rodada nacional, não houve cobertura de veículos de direita, e por isso não há enquadramento desse campo a relatar.
Ainda não se sabe se a queda de Cury marca o início de uma onda de voto útil nem para onde foram seus antigos eleitores. Também está em aberto o efeito da proibição das bets, captada só em parte pelas duas pesquisas, e o destino da medida provisória no Supremo Tribunal Federal, onde o relator é o ministro Luiz Fux.
Fontes

Cálculo com base na nova pesquisa Quaest exclui brancos e indecisos no cenário para a corrida ao Planalto

Até domingo, a tendência mais consistente é a de Lula preservar a dianteira no primeiro turno, com Flávio buscando reduzi-la pelo voto útil. Mas precisa combinar com o eleitor.