Lula lidera com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro na pesquisa Quaest
3 veículos de esquerda · 8 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, eram 37% e 33%. No segundo turno, os dois empatam com 42%. Em votos válidos, cálculo não divulgado pelo instituto, Lula teria 45,9% e Flávio 40%. As variações estão dentro da margem de erro de dois pontos.
Para a leitura à esquerda, a Quaest confirma a dianteira consistente de Lula no primeiro turno, com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro, e uma margem de 5,9 pontos em votos válidos, com Lula a 45,9%. A proibição das apostas online, apresentada como resposta ao endividamento das famílias, aparece como polêmica que pode ter favorecido o presidente, enquanto o voto lulista se mostra cristalizado.
Pelo prisma da direita, o dado decisivo da Quaest é o empate em 42% no segundo turno: a liderança de Lula no primeiro turno não se converte em vantagem final. Flávio Bolsonaro leva vantagem entre eleitores de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema, e o desgaste do Supremo Tribunal Federal com o caso Banco Master segue como munição contra o governo.
13 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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As fontes concordam que Lula lidera o primeiro turno na Quaest, com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro, e que as variações em relação à rodada anterior estão dentro da margem de erro de dois pontos.
A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mantém Lula na frente no primeiro turno da eleição presidencial, com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro, mas mostra empate em 42% no segundo turno. Em votos válidos, o presidente teria 45,9%. A margem de erro é de dois pontos.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente na corrida presidencial, com 39% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 34%. Na rodada anterior do instituto, os números eram 37% e 33%. Num eventual segundo turno entre os dois, porém, a Quaest registra 42% para cada um, um empate técnico.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026. Entre os demais nomes, o empresário Augusto Cury, do Avante, caiu de 6% para 4%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, manteve 4%. Renan Santos, do Missão, tem 3%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, 1%. Indecisos somam 5%, e 10% declaram voto branco, nulo ou abstenção.
Um veículo de esquerda converteu os números em votos válidos, critério usado pela Justiça Eleitoral no dia da eleição. Nesse cálculo, que o instituto não divulgou diretamente, Lula teria 45,9% e Flávio 40%, uma diferença de 5,9 pontos. A cobertura ressaltou que a conta apenas redistribui proporcionalmente os 85% de votos nominais.
A cobertura de centro foi além dos números e cruzou a Quaest com a pesquisa Nexus do mesmo dia, que deu 42% a Lula e 37% a Flávio no primeiro turno, e 46% a 44% no segundo. A análise sugere que duas polêmicas recentes podem ter ajudado o presidente: a medida provisória que proibiu as apostas online, editada na sexta-feira, 25, e o boato falso de que Flávio retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A mesma análise ressalva que as variações estão dentro da margem de erro e não provam o efeito de nenhuma controvérsia específica. Também aponta a consolidação do voto: na Nexus, 92% dos eleitores de Lula e 91% dos de Flávio dizem ter a decisão tomada.
Nas divergências de leitura, o enquadramento mais próximo da esquerda destaca a liderança de Lula e a proximidade da metade dos votos válidos. Já o argumento que favorece Flávio, presente na análise de centro e que corresponde ao interesse de veículos de direita, está no segundo turno: entre os eleitores somados de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema, um recorte do Datafolha mostra 43% para Flávio e 30% para Lula. Nenhum veículo de direita do conjunto analisado tratou especificamente desta pesquisa Quaest nacional. A crise do Supremo Tribunal Federal e o caso Banco Master seguem no pano de fundo, com Flávio tentando associar o desgaste da Corte a Lula e o presidente lembrando as conexões do banqueiro Daniel Vorcaro com o campo adversário.
Ainda não se sabe se a proibição das bets terá efeito eleitoral mensurável, já que as pesquisas captaram só parte da repercussão, nem se a medida será mantida pelo relator no Supremo, o ministro Luiz Fux. Também está em aberto para onde irão os eleitores que deixaram Augusto Cury e se haverá voto útil até o primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.
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