Dólar vai a R$ 5,48, maior cotação do ano, com incerteza sobre o governo Lula 4
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A cobertura de centro relatou que, uma semana depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a indefinição sobre os nomes da equipe econômica e propostas heterodoxas para conter a dívida pública pressionaram os ativos brasileiros: o dólar fechou a R$ 5,48, a maior cotação do ano, a Bolsa caiu 1,42% e os juros futuros longos bateram máximas. O texto registra a proposta de teto de juros do economista André Lara Resende, endossada por petistas e rejeitada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a piora das projeções do Boletim Focus.
Com base em O Globo
O único veículo de direita do conjunto publicou um boletim de câmbio factual: o dólar à vista subiu 0,74% e fechou a R$ 5,4863, num ambiente de cautela diante de preocupações com a agenda econômica do novo governo Lula. O texto não detalha essas preocupações e dedica a maior parte do espaço ao cenário externo, com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a tensão no Golfo.
Com base em InfoMoney
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A cobertura de centro e a de direita ligam a alta do dólar, que fechou perto de R$ 5,48 em 3 de novembro, à cautela do mercado com a agenda econômica do novo governo Lula. A de centro dá R$ 5,48; a de direita, R$ 5,4863.
O dólar fechou a R$ 5,48 em 3 de novembro, a maior cotação do ano, enquanto o mercado aguardava a definição da equipe econômica do quarto mandato de Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou a proposta de teto de juros de André Lara Resende, e o Boletim Focus elevou as projeções de dólar, inflação e Selic.
O dólar fechou a terça-feira, 3 de novembro, na maior cotação do ano, a R$ 5,48, em meio à indefinição sobre a equipe econômica do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o chamado governo Lula 4. A cobertura de centro relatou que, uma semana depois da reeleição, as incertezas sobre os nomes da área econômica e sobre propostas heterodoxas para conter a alta da dívida pública voltaram a pressionar os ativos brasileiros. A Bolsa caiu 1,42%, com o Ibovespa a 165.529 pontos, na sexta baixa seguida, e os juros futuros de prazo mais longo atingiram as máximas do ano.
A cobertura de centro registrou ainda o peso de um artigo do economista André Lara Resende, que critica a política de juros do Banco Central e defende um teto para a taxa básica. A tese foi endossada por petistas como a deputada Gleisi Hoffmann e o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou e criticou a proposta e afirmou que não há discussão no governo sobre o assunto. Analistas de mercado ouvidos disseram que a ideia tem baixa chance de ser adotada, mas que a falta de informação sobre os rumos do governo amplia os receios.
O texto de centro também relatou a piora do Boletim Focus, a primeira pesquisa do Banco Central após o segundo turno. A projeção para o dólar no fim do ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, a da Selic de 13,25% para 13,50% e a da inflação de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a Selic esperada passou de 11,75% para 12,50%. O Tesouro Nacional, que havia suspendido a venda de títulos na semana anterior, retomou a oferta num lote considerado mínimo. Segundo a mediana de 58 instituições citada na matéria, o Comitê de Política Monetária, o Copom, deveria manter a Selic em 13,75% na reunião de 4 de novembro, interrompendo cinco cortes seguidos.
O único veículo de direita do conjunto publicou um boletim de câmbio. Ele registrou alta de 0,74% do dólar à vista, que fechou a R$ 5,4863, e atribuiu a cautela do mercado doméstico a preocupações com a agenda econômica do novo governo Lula, sem detalhar quais são. A maior parte do texto trata do cenário externo: as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e as negociações entre Irã e Estados Unidos, que influenciaram o petróleo. A diferença entre as duas coberturas é de profundidade, não de leitura: ambas ligam a alta do dólar à incerteza sobre a política econômica do governo, mas só a de centro detalha a proposta de teto de juros, a reação do ministro e as projeções do Focus. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a madrugada de 4 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, os textos não informavam quem comandará a área econômica no novo mandato nem qual será o plano fiscal do governo. A decisão do Copom ainda não havia sido anunciada. O texto de centro chegou truncado no fim, o que limita a leitura ao trecho disponível.
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Agentes aguardam as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos no exterior, a decisão de juros do Copom na quarta-feira e monitoram notícias sobre a possível composição da equipe econômica do Lula
