Ibovespa cai 18% e dólar tem maior alta semanal desde 2008 após reeleição de Lula
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 3 veículos de direita

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A cobertura de centro detalhou a semana após a reeleição de Lula: Ibovespa com a quinta maior queda semanal desde o Plano Real, dólar com a maior alta semanal desde 2008 e juros futuros em disparada. Os textos explicaram o movimento pela frustração da aposta do mercado na vitória de Flávio Bolsonaro e registraram a fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que houve correção de posições.
O único veículo de esquerda do conjunto publicou texto de agência, factual, com os números do dia, da semana e do mês. A matéria atribuiu o desempenho dos ativos aos ajustes do mercado após a reeleição de Lula e às incertezas sobre a política fiscal, e deu peso igual ao cenário externo, com a queda de ações de tecnologia e de inteligência artificial.
Veículos de direita atribuíram a queda da Bolsa e a alta do dólar diretamente à reeleição de Lula e às preocupações com as contas públicas. Um texto afirmou que a vitória do presidente elevou o receio de continuidade de uma política fiscal expansionista; outro deu voz a um tesoureiro que viu sinais dúbios sobre ajuste e à falta de definição do ministro da Fazenda, mas também a uma estrategista que considerou a venda exagerada.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram que a semana após a reeleição de Lula teve a maior queda da Bolsa desde março de 2020 e a maior alta do dólar desde 2008, e que a incerteza sobre a política fiscal e a equipe econômica pesou no movimento.
Na primeira semana após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa caiu cerca de 18% e o dólar subiu cerca de 9%, a maior alta semanal desde 2008. A cobertura atribuiu o movimento à frustração da aposta do mercado em Flávio Bolsonaro e à dúvida sobre a política fiscal, com pesos diferentes para o cenário externo.
O mercado financeiro brasileiro fechou a primeira semana após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com perdas raras na história recente. O Ibovespa, principal índice da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, caiu cerca de 18% na semana, a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. O dólar teve a maior alta semanal desde outubro de 2008, com avanço de cerca de 9%.
Na sexta-feira, 30 de outubro, o Ibovespa recuou 0,75% e fechou aos 167.921,80 pontos, no quinto pregão seguido de baixa. O dólar comercial subiu cerca de 1% e terminou o dia perto de R$ 5,44. Os percentuais semanais variaram entre as matérias: a queda da Bolsa aparece como 18,12% ou 17,5%, e a alta do dólar entre 9,03% e 9,18%, conforme a fonte de dados usada.
As matérias convergem sobre o ponto mais agudo da semana. Na segunda-feira, 26 de outubro, primeiro pregão após o segundo turno, o Ibovespa despencou 13,88% e a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações diante de quedas bruscas. Os juros futuros também subiram: o contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em janeiro de 2031 passou de 12,64% para 15,3%. Também há acordo de que o mercado havia apostado na vitória do senador Flávio Bolsonaro, do PL, e que a reversão dessa aposta, somada à dúvida sobre a política fiscal e sobre quem será o ministro da Fazenda, explica boa parte do movimento.
As diferenças estão na ênfase. O único veículo de esquerda do conjunto publicou texto de agência, factual, que deu peso igual ao cenário externo, com a queda de ações de tecnologia e de inteligência artificial nos Estados Unidos, e registrou retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões de investidores. Veículos de direita atribuíram a queda mais diretamente à reeleição: um deles escreveu que a vitória de Lula aumentou a preocupação com a continuidade de uma política fiscal expansionista. Outro ouviu um tesoureiro que apontou sinais dúbios sobre ajuste das contas públicas, mas também uma estrategista que considerou a venda de ativos exagerada.
A cobertura de centro foi a mais extensa. Ela registrou que as empresas listadas perderam R$ 996,5 bilhões em valor de mercado e trouxe a fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a reação foi uma correção de posições. Um texto de centro observou que o mercado apostava em ajuste fiscal com Flávio Bolsonaro, embora o candidato não tivesse dado indício nesse sentido. Outro publicou estimativas de analistas de que o crescimento de 2027 pode ficar abaixo de 1% e a inflação subir, com a ressalva de que são condicionais e não oficiais.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o governo não havia anunciado o novo ministro da Fazenda nem apresentado medidas para as contas públicas. O próximo marco é a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, marcada para 3 e 4 de novembro, com a taxa Selic em 13,75% ao ano.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma forte reação negativa no mercado financeiro. Ao longo da semana, Bolsa, dólar e juros futuros registraram algumas das maiores oscilações negativas

O mercado financeiro brasileiro terminou a semana com uma das maiores perdas de sua história recente. O Ibovespa, principal índice

Ibovespa despenca 18,12% na semana, iguala perda de 2001 e dólar sobe 9,03%; analistas alertam efeitos sobre PIB e inflação. Leia no Poder360

Ibovespa acumula queda de 18,12% na semana, o pior resultado desde março de 2020.

Com máxima de R$ 5,4621, à tarde, em sintonia com as mínimas das bolsas em Nova York, a moeda norte-americana terminou o dia em alta de 1,05%


Ibovespa tem quinta maior queda semanal desde o Plano Real

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Vitória de Lula aumentou temor de governo sem controle das contas públicas; juros futuros sobem quase 3%

Nesta matéria: viés de centro.