
Abelardo De La Espriella exibe corpos em vídeo e enfrenta críticas na Colômbia
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O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou vídeos em que aparece ao lado de corpos enfileirados e cobertos para anunciar resultados de operações contra grupos armados ilegais. Uma das publicações celebrou a morte de Naín Andrés Pérez Toncel, o Bendito Menor, apontado como líder das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada, em Riohacha, no departamento de La Guajira. Outra tratou da Operação Azarías, feita em 30 de agosto em Miraflores, no Guaviare, contra a Frente Carolina Ramírez, dissidência das Farc, com 23 mortos e seis presos. As imagens dividiram o país entre acusações de violação do Direito Internacional Humanitário e apoio à demonstração de autoridade do Estado.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou vídeos em que aparece ao lado de corpos enfileirados e cobertos para anunciar resultados de operações contra grupos armados ilegais. Uma das publicações celebrou a morte de Naín Andrés Pérez Toncel, o Bendito Menor, apontado como líder das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada, em Riohacha, no departamento de La Guajira.
Direita
Abelardo De La Espriella cumpre a promessa de campanha de enterrar a política de paz total do governo de Gustavo Petro, que transformou mesas de diálogo em refúgio para quem seguia no crime. As operações contra a Frente Carolina Ramírez e contra as Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada mostram resultado concreto: 23 mortos, seis presos, 28 fuzis e explosivos apreendidos, 117 custodiados transferidos para presídios de segurança máxima e um adolescente resgatado do acampamento.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto descreve o vídeo e a operação sem vocabulário valorativo próprio e dá paridade às vozes: cita o senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, criticando a exposição dos cadáveres, e Cristina Plazas, apoiadora do governo, defendendo a divulgação como dissuasão. O contexto sobre o fim da política de paz total é apresentado como fato, não como juízo. Enquadramento factual típico de centro, ainda que a escolha de abrir pelas críticas dê leve peso ao ângulo humanitário.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O eixo do texto é o resultado operacional: número de mortos e presos, armamento apreendido, transferência de 117 custodiados e retomada do controle estatal sobre áreas dominadas por facções. A ruptura com a política de negociação do governo anterior é apresentada como restauração de ordem, vocabulário de autoridade e eficiência típico do enquadramento de direita. A crítica aparece de forma contida, resumida na fala da defensora do Povo e já acompanhada da ressalva de que não há indício de irregularidade.
Perspectivas omitidas
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou vídeos em que aparece ao lado de corpos enfileirados para anunciar resultados de operações contra grupos armados. A cena dividiu o país: críticos falam em violação do Direito Internacional Humanitário, e apoiadores veem demonstração de autoridade do Estado.
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, transformou o anúncio de operações militares e policiais em peça de comunicação oficial. Em vídeos publicados na rede social X, o chefe de Estado aparece caminhando ao lado de corpos enfileirados e cobertos por invólucros brancos enquanto divulga o resultado de ofensivas contra grupos armados ilegais. A prática, repetida nas primeiras semanas de mandato, abriu uma disputa no país sobre os limites do uso de imagens de mortos em combate na propaganda de governo.
A cobertura de centro relatou que uma das publicações celebrou a operação batizada de Centinela de la Patria, conduzida pela Polícia Nacional, que matou Naín Andrés Pérez Toncel, conhecido como Bendito Menor, apontado como líder máximo do grupo armado Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada, na zona rural de Riohacha, no departamento de La Guajira. Outras três pessoas morreram na mesma ação. Veículos de direita detalharam o balanço da Operação Azarías, realizada em 30 de agosto na zona rural de Miraflores, no departamento de Guaviare, contra a Frente Carolina Ramírez, dissidência das Farc comandada por Iván Mordisco: 23 mortos, seis presos e a apreensão de 28 fuzis, quatro metralhadoras, três pistolas e explosivos. Um menor de idade encontrado no acampamento foi resgatado e entregue ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar.
Os dois enquadramentos convergem no essencial. Ambos registram que De La Espriella tomou posse em 7 de agosto prometendo encerrar a política de paz total do governo anterior, de Gustavo Petro, e que o novo governo suspendeu negociações, transferiu 117 custodiados para presídios de segurança máxima e ordenou bombardeios contra dissidências das Farc. Ambos registram também que a exibição dos corpos provocou reação imediata dentro da Colômbia.
A divergência está na ênfase. A cobertura de centro deu espaço às acusações de violação do Direito Internacional Humanitário, que proíbe tratamento degradante e o uso da imagem de mortos em combate para fins de propaganda, e reproduziu a crítica do senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, derrotado por De La Espriella na eleição presidencial, ao lado do argumento de apoiadores como Cristina Plazas, ex-diretora do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, para quem a desumanização está no sequestro e no recrutamento de crianças, e não na divulgação das imagens. Veículos de direita concentraram o texto no resultado operacional e na ruptura com a política de negociação, tratando a exposição das imagens como comunicação de governo, e registraram a ressalva da defensora do Povo, Iris Marín, que reconheceu o dever do Estado de combater grupos armados, mas criticou a exposição dos cadáveres e lembrou o histórico dos chamados falsos positivos, ressalvando não haver indício desse tipo de irregularidade na operação. Até o momento, veículos de esquerda não aparecem no conjunto de reportagens reunidas sobre o caso, e as objeções desse campo chegam ao leitor pela voz de parlamentares da oposição citados na cobertura de centro.
Permanecem pontos em aberto. O Instituto Nacional de Medicina Legal informou ter recebido 24 corpos da ação em Guaviare e confirmou dois menores de idade entre os mortos, enquanto o Ministério da Defesa sustenta que eles exerciam funções diretas de combate, versão que não foi verificada de forma independente nas reportagens reunidas. Não há informação sobre abertura de investigação formal a respeito da divulgação das imagens, nem sobre eventual responsabilização administrativa. Também não se sabe qual será o efeito da nova política de segurança sobre os grupos que ainda mantinham canais de diálogo com o Estado colombiano, nem se o governo pretende manter o formato dos anúncios nas próximas operações.
As coberturas convergem em que Abelardo De La Espriella divulgou vídeos ao lado de cadáveres para anunciar operações contra grupos armados, que a mudança rompe com a política de paz total do governo de Gustavo Petro e que a divulgação das imagens gerou reação crítica dentro da Colômbia, inclusive da defensora do Povo, Iris Marín.

Publicação de Abelardo De La Espriella gerou críticas de membros da oposição, que o acusaram de violar princípios do Direito Internacional Humanitário

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, divulgou um vídeo no qual aparece ao lado de cadáveres dispostos em
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