Fluminense calcula perda de R$ 100 milhões com decreto que proíbe bets
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, estimou em mais de R$ 100 milhões o impacto financeiro para o clube da decisão do governo federal que proíbe casas de apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil. A medida foi anunciada em 25 de setembro de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê o encerramento das operações, dos sites e dos patrocínios a partir de 6 de outubro. Segundo o dirigente, a perda vai além do patrocínio máster e alcança placas de publicidade no campo e uniformes já fabricados com seis meses de antecedência.
A decisão do governo federal de encerrar a operação das casas de apostas e dos cassinos on-line é lida como recuperação da capacidade do Estado de regular um setor que se espalhou pelo país e chegou a financiar boa parte do futebol profissional.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, estima impacto acima de R$ 100 milhões, a medida foi anunciada em 25 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o encerramento das operações começa em 6 de outubro e a decisão alcança patrocínios e publicidade, não apenas os sites de apostas.
A proibição das casas de apostas e dos cassinos on-line anunciada pelo governo federal em 25 de setembro atinge o orçamento do futebol brasileiro. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, calcula perda acima de R$ 100 milhões, entre patrocínio máster, placas de campo e camisas já produzidas. As empresas do setor prometem recorrer à Justiça antes de 6 de outubro.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que o clube terá impacto financeiro superior a R$ 100 milhões com a decisão do governo federal de proibir as casas de apostas esportivas e os cassinos on-line no Brasil. A medida foi anunciada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e prevê o encerramento das operações a partir de 6 de outubro, com o fim dos sites e também dos contratos de patrocínio firmados por empresas do setor.
Em entrevista a um programa de televisão, Montenegro detalhou a conta. Segundo o dirigente, a perda não se limita ao patrocínio máster da camisa: alcança as placas de publicidade do campo e os uniformes já fabricados, produzidos com seis meses de antecedência e estampados com a marca de uma empresa de apostas. “Uma decisão que preocupa muito, não só o Fluminense, como todo o futebol brasileiro, porque, sem entrar no mérito político da medida, é uma medida que foi tomada do dia para a noite, e o impacto é muito grande”, disse. O Fluminense é um dos clubes brasileiros que têm uma casa de apostas como patrocinadora principal.
A cobertura de centro e a de esquerda convergem no essencial do episódio: o valor estimado pelo clube, a autoria da medida, a data de 6 de outubro como marco do encerramento e a rapidez com que a decisão foi tomada. Nos dois casos, a fonte da estimativa é a mesma, o próprio dirigente, e nenhuma das matérias apresenta cálculo independente que confirme ou corrija os R$ 100 milhões.
As divergências aparecem no que cada cobertura acrescenta em volta do número. Veículos de centro situaram o caso no tamanho do mercado, informando que os maiores clubes do futebol brasileiro movimentaram cerca de R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing em 2025 e que 34% desse total, aproximadamente R$ 1,1 bilhão, vieram de casas de apostas, conforme levantamento da consultoria Sports Value. Essa mesma cobertura registrou que as empresas de apostas devem acionar a Justiça contra o decreto, alegando inconstitucionalidade, e lembrou que outro clube brasileiro havia fechado patrocínio com uma casa de apostas dias antes do anúncio. Veículos de esquerda trataram o caso na editoria de esporte, com foco na estimativa do dirigente e na assinatura da medida pelo governo federal, sem abrir espaço para a tese de inconstitucionalidade nem para o peso agregado das apostas no orçamento dos clubes. Até o momento não há cobertura de veículos de direita sobre este episódio; pela leitura habitual desse lado, o eixo seria a insegurança jurídica de encerrar uma atividade econômica por ato do Executivo, com contratos privados em vigor e sem prazo de adaptação.
O que ainda não se sabe é decisivo para dimensionar o efeito. Nenhuma das matérias reproduz o texto integral da medida nem esclarece a base legal invocada, se há regra de transição para contratos já assinados, se o governo federal prevê alguma compensação ou se a Justiça pode suspender a proibição antes de 6 de outubro. Também não há manifestação do governo federal sobre o cálculo apresentado pelo Fluminense, nem estimativa oficial do impacto sobre os demais clubes patrocinados por empresas do setor.
Clubes do futebol brasileiro foram afetados com a decisão anunciada pelo presidente Lula nesta sexta-feira (25)

Casas de apostas esportivas foram proibidas no Brasil nesta sexta-feira (25); medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirma que o fim das bets terá impacto superior a R$ 100 milhões para o clube
