Lula promete defender o Pix na ONU e faz campanha no Ceará e em São Paulo
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Entre 4 e 5 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, cumpriu agenda que combinou atos de governo e de campanha no Ceará e no interior de São Paulo. Em Brasília, sancionou dois projetos de lei que criam fundos especiais para a Justiça Federal e o Ministério Público Federal e afirmou que não confunde a função de presidente com a de candidato. No Ceará, visitou as obras do Cinturão das Águas, em Crato, e caminhou por Juazeiro do Norte com o governador Elmano de Freitas. No dia seguinte, esteve no Hospital de Amor, em Barretos, e discursou em São José do Rio Preto ao lado de Fernando Haddad, candidato ao governo paulista. No comício, disse que pretende encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, para defender o Pix.
A viagem mostrou um presidente candidato colando a campanha à entrega de obra pública e à defesa da soberania nacional. No Ceará, o Cinturão das Águas apareceu como prova de que o investimento federal chega ao Nordeste; em São Paulo, o Hospital de Amor serviu de mote para a promessa de universalizar o tratamento oncológico no sistema público.
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Lula sancionou em Brasília leis que criam fundos para Justiça Federal e Ministério Público Federal, visitou o Cinturão das Águas no Ceará ao lado de Elmano de Freitas, esteve no Hospital de Amor em Barretos e discursou em São José do Rio Preto com Fernando Haddad, onde anunciou que defenderá o Pix diante de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU.
Entre 4 e 5 de setembro de 2026, o presidente Lula sancionou leis em Brasília, visitou obras no Ceará e discursou em São José do Rio Preto ao lado de Fernando Haddad. No comício, afirmou que pretende defender o Pix diante de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, e não comentou a crise no Supremo Tribunal Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, cumpriu entre a sexta-feira, 4 de setembro de 2026, e o sábado, 5, uma agenda que misturou compromissos de governo e atos de campanha no Ceará e no interior de São Paulo. Antes de embarcar, sancionou em Brasília os projetos de lei 1.881/2025 e 429/2024, que criam fundos especiais para que a Justiça Federal e o Ministério Público Federal possam gastar acima do teto. Na cerimônia, afirmou que não confunde as duas funções que exerce. “Não posso parar de ser presidente porque sou candidato”, disse.
No Ceará, desembarcou em Juazeiro do Norte e seguiu para o município vizinho de Crato, onde visitou o Cinturão das Águas, sistema de canais que leva água da transposição do Rio São Francisco a reservatórios cearenses. A obra começou há dez anos e mais de 90% dela está concluída. No início da noite, participou de uma caminhada pelas ruas de Juazeiro do Norte ao lado do governador Elmano de Freitas, também candidato à reeleição. No dia seguinte, esteve em Barretos, onde conheceu o Hospital de Amor, instituição filantrópica de referência no tratamento de câncer, e depois discursou em São José do Rio Preto ao lado de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo.
O trecho de maior repercussão do comício foi a fala sobre o Pix. Lula disse que pretende encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 22 de setembro, e defender ali o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. “Eu vou encontrar o Trump na ONU e dizer para ele fazer um Pix e ver o quanto é bom”, afirmou. O Pix está entre os pontos questionados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos nas medidas comerciais contra o Brasil, sob o argumento de que o sistema favoreceria operadores brasileiros em detrimento de provedores norte-americanos. Na mesma fala, o presidente defendeu o desenvolvimento de inteligência artificial em português e a expansão de data centers no país, dizendo não querer depender nem da China nem dos Estados Unidos.
A cobertura de centro relatou a agenda em tom de registro: descreveu o deslocamento, o estágio da obra no Ceará e o conteúdo das promessas feitas no interior paulista, que incluíram centros de recuperação de pacientes com câncer em todas as cidades com mais de 150 mil habitantes, educação em tempo integral, segurança para mulheres e combate ao roubo de celulares. Um desses relatos deu destaque ao discurso sobre feminicídio, em que o presidente afirmou que homem que bate em mulher tem de ser preso e lembrou que São Paulo pode eleger duas senadoras nesta eleição, ao lado das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
Veículos de esquerda deram outro peso ao mesmo dia. Trataram a menção a Donald Trump como provocação deliberada em torno de um bem público, ligaram o Cinturão das Águas à redução da desigualdade regional e enquadraram o comício em São José do Rio Preto como investida em terreno adversário: em 2022, Jair Bolsonaro teve 62,8% dos votos válidos em Barretos no segundo turno, contra 37,2% de Lula, e Tarcísio de Freitas venceu ali com 63,77%. Esses veículos também registraram uma ausência: nem o presidente nem os aliados no palanque comentaram a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e mensagens atribuídas ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No lugar disso, os discursos se concentraram na candidatura de Haddad e nos ataques à gestão de Tarcísio de Freitas.
Veículos de direita não produziram cobertura própria deste périplo, e é aí que se abre o ponto cego da história. A leitura provável desse campo parte dos mesmos fatos: uma sanção que autoriza dois órgãos a gastar acima do teto seguida, no mesmo dia, de ato eleitoral; promessas de alcance nacional anunciadas sem custo, fonte de recursos ou prazo; e uma disputa comercial tratada como duelo pessoal, num momento em que as tarifas norte-americanas afetam exportadores brasileiros. Pela mesma chave, o silêncio sobre a crise no Supremo seria conveniência eleitoral, não prudência.
O que ainda não se sabe é se o encontro com Trump vai de fato ocorrer na Assembleia Geral, e em que termos o Pix entraria na conversa. Também não há detalhamento do custo, do prazo ou da fonte de financiamento dos centros de oncologia prometidos, nem informação sobre quando os 10% restantes do Cinturão das Águas serão concluídos.
Em visita a Juiz de Fora, candidato do PL à presidência criticou decisão do STF.

Candidato disse que quer fortalecer o ensino técnico e profissionalizante e propôs mudanças nos programas de financiamento ao ensino superior, como Fies e Prouni.

Candidato se referiu à recente descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas e afirmou que o país tem tecnologia para manter segurança ambiental na região.

Candidato destacou a importância das pesquisas e defendeu aumentar investimentos na área da ciência.

O presidente afirmou que o estado tem a chance de eleger duas mulheres ao Senado

Presidente terá agenda oficial e de campanha nesta 6ª feira (4.set) no Ceará; afirma que “não confunde” atividade como presidente. Leia no Poder360.

No município de Crato, candidato visitou o Cinturão das Águas, um sistema de canais que leva as águas da transposição do Rio São Francisco até reservatórios do Ceará.

Ao lado de Haddad, petista concentra discurso na disputa paulista e não menciona a crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça

Candidato prometeu mais investimentos em educação em tempo integral, em inteligência artificial, segurança para as mulheres e combate ao roubo de celulares.
