Protestos na França: 70 mil policiais vigiam atos e 135 são detidos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Agência BrasilProtestos na França começam sob forte esquema de segurançaMinistro do Interior informou que, até o início da tarde, 135 pessoas tinham sido presas, muitas após revistas preventivas. Governo mobilizou mais 100 mil policiais.(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- CartaCapitalFrança vive mais um dia de protestos com forte contingente policialEm Paris, milhares de jovens voltaram a se manifestar segurando faixas com frases como: 'não esperávamos nada e mesmo assim estamos decepcionados'(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- O GloboFrança vive novo dia de protestos sob forte esquema policial; manifestações se espalham pelo país, e 135 são presosAutoridades mobilizaram 70 mil agentes de segurança em novo dia de atos contra o custo de vida e por melhorias na educação; Louvre e outros museus permaneceram fechados(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- 70 mil agentes e 135 presos até a tarde de 24 de outubro.
- Toques de recolher e proibição de atos não convocados por sindicatos em várias cidades.
- Museus e comércio fechados em Paris e nova mobilização prevista para daqui a sete dias.
Onde os lados divergem
- Esquerda: as restrições de trajeto e de quem pode protestar ferem o direito de manifestação.
- Direita: o aparato responde a apelos à violência atribuídos à extrema esquerda e protege comércio e prédios públicos.
Onde os lados concordam
- Todos os lados relatam o dispositivo de 70 mil agentes e as manifestações contra o custo de vida e por melhorias na educação.
- Há acordo de que a violência da semana anterior motivou o reforço e as restrições de trajeto.
O que ainda está incerto
- Balanço final de presos e feridos do dia.
- Se o governo ampliará as restrições diante da nova mobilização.
- Se a promessa de reformar o acesso às universidades acalma os estudantes.
A França mobilizou 70 mil agentes de segurança em 24 de outubro para um novo dia de protestos contra o custo de vida e por melhorias na educação, uma semana após saques e confrontos. O ministro do Interior informou 135 presos até a tarde.
A França mobilizou neste sábado, 24 de outubro, 70 mil agentes de segurança para um novo dia de protestos contra o custo de vida e por melhorias na educação. O objetivo do governo era evitar a repetição dos distúrbios de 17 de outubro, quando manifestações terminaram em saques, incêndios e confrontos com a polícia. Até o início da tarde, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 135 pessoas haviam sido presas em todo o país, muitas após revistas preventivas que encontraram fogos de artifício, esferas metálicas e armas improvisadas. Segundo ele, não houve incidente significativo até aquele momento.
A cobertura de centro relatou que o dispositivo teve 10 mil policiais a mais do que no sábado anterior e incluiu blindados, helicópteros, drones e canhões de água. Em Lyon, onde os atos eram proibidos, a polícia usou gás lacrimogêneo contra cerca de 150 pessoas que tentavam bloquear uma via. Em Nantes, houve uso de canhão de água. Em Paris, a marcha principal começou em clima pacífico na Porte d'Italie, depois de uma disputa judicial sobre o trajeto. As estimativas de público variam: de 410 mil a 800 mil pessoas em todo o país e, em Paris, 250 mil segundo o sindicato CGT e 110 mil segundo a prefeitura de polícia.
O centro de Paris parecia em estado de sítio. Comerciantes cobriram vitrines com tapumes, mais de 20 estações de metrô foram fechadas, e museus como o Louvre e o Orsay não abriram. Uma partida de futebol entre Paris Saint-Germain e Olympique Lyonnais foi adiada. Na semana anterior, quase mil policiais ficaram feridos e mais de 3 mil estabelecimentos foram saqueados. O presidente Emmanuel Macron reconheceu na quinta-feira falhas de planejamento, e Nuñez chegou a oferecer renúncia, recusada pelo presidente.
Veículos de esquerda destacaram a crítica às restrições. Sindicatos e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon disseram que a mudança de última hora no trajeto buscava confundir e afastar as pessoas. O líder estudantil Ryad Rani chamou de escandaloso que o poder decida quem pode se manifestar e onde, e manifestantes gritaram pela renúncia de Macron. Essa cobertura também citou o comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O'Flaherty, que pediu respeito ao direito de manifestação e desescalada nas operações policiais. Ressaltou ainda que os atos foram autorizados apenas quando convocados por atores considerados legítimos, como sindicatos, e que 11 mil pessoas protestaram em Orléans contra o congresso do Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen.
Veículos de direita enfatizaram a ordem pública. Ao anunciar o dispositivo na sexta-feira, Nuñez alertou para apelos à violência e a saques nas redes sociais atribuídos a grupos de extrema esquerda. Essa cobertura lembrou que o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, falou em cerca de 2.700 presos desde 17 de outubro, e que Macron justificou as medidas como proteção de centros urbanos, comércio e prédios públicos, enquanto críticos veem limites ao direito de manifestação. O governo diz que os distúrbios foram obra de pequenos grupos radicais e de delinquentes oportunistas. Macron atribuiu o agravamento à ultraesquerda, mas, segundo a cobertura de centro, sem apresentar provas.
O pano de fundo é uma mobilização iniciada por estudantes no fim de setembro, que passou a incorporar o custo de vida. As organizações estudantis pedem 250 mil vagas adicionais no ensino superior, o fim do sistema de seleção Parcoursup e aumento mensal de 200 euros nas bolsas. Macron recebeu os representantes dos estudantes na sexta-feira e prometeu reformular o sistema de admissão, mas os alunos querem medidas concretas antes de encerrar os protestos. A pressão política cresce a poucos meses da eleição presidencial, na qual Marine Le Pen lidera as pesquisas.
O que ainda não se sabe é como o governo reagirá à nova mobilização anunciada pelo movimento dos coletes amarelos para daqui a sete dias, contra o que chamam de guinada autoritária. Também não está claro se o balanço final de presos e feridos deste sábado confirmará a ausência de incidentes graves, nem se a promessa de reformular o acesso às universidades bastará para esvaziar as ruas. O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, disse que a cidade se prepara para uma situação de várias semanas.
Fontes
Ministro do Interior informou que, até o início da tarde, 135 pessoas tinham sido presas, muitas após revistas preventivas. Governo mobilizou mais 100 mil policiais.
A França mobilizará cerca de 70 mil agentes de segurança em todo o país para conter novas manifestações previstas para

Em Paris, milhares de jovens voltaram a se manifestar segurando faixas com frases como: 'não esperávamos nada e mesmo assim estamos decepcionados'

Autoridades mobilizaram 70 mil agentes de segurança em novo dia de atos contra o custo de vida e por melhorias na educação; Louvre e outros museus permaneceram fechados
