PSD vai ao STF para estabelecer o 2º turno no Rio de Janeiro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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O PSD de Eduardo Paes recorreu ao Supremo Tribunal Federal para restabelecer o segundo turno no Rio de Janeiro, questionando a retotalização que deu a Douglas Ruas, do PL, a vitória no primeiro turno após a anulação dos votos de Anthony Garotinho. A cobertura destaca que a vontade expressa nas urnas pode ter sido desconsiderada.
O Partido Social Democrático (PSD) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira para restabelecer o segundo turno na eleição para o governo do Rio de Janeiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura foi negada, e o resultado retotalizado deu a Douglas Ruas (PL) a vitória no primeiro turno.
O PSD levou ao Supremo Tribunal Federal um questionamento sobre a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno no Rio de Janeiro, após o Tribunal Superior Eleitoral anular os votos de Anthony Garotinho. A cobertura destaca que o resultado decorre de decisão da Justiça Eleitoral sobre candidatura inelegível e da regra de maioria absoluta.
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O Partido Social Democrático acionou o Supremo Tribunal Federal para restabelecer o segundo turno na eleição ao governo do Rio de Janeiro. O Tribunal Superior Eleitoral anulou os votos de Anthony Garotinho, e a retotalização deu a Douglas Ruas a vitória no primeiro turno.
O Partido Social Democrático (PSD) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (14), com o objetivo de restabelecer o segundo turno na eleição para o governo do Rio de Janeiro. O partido do ex-prefeito Eduardo Paes protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental e pede, em caráter liminar, a suspensão da retotalização dos votos.
O conflito nasce de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro de candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e anulou os 274.411 votos que ele recebeu no primeiro turno. Por determinação do TSE, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro refez a totalização e reconheceu a vitória de Douglas Ruas (PL) já no primeiro turno. Antes da anulação, Ruas tinha 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos, e Paes, 3.706.984, ou 42,76%. Garotinho somava 3,17%. Depois da retotalização, Ruas chegou a 50,88% e Paes a 44,16%, o que torna desnecessária a segunda rodada.
O argumento do PSD é que os eleitores votaram em alguém que estava na urna e participou regularmente da campanha, mesmo com a candidatura sob análise judicial. Segundo a nota do partido, a vontade deliberada do eleitor nunca foi eleger em primeiro turno o candidato que venceu. A ação invoca o artigo 77, parágrafo 2º, da Constituição, que exige maioria absoluta nas eleições para presidente, governador e prefeito, e defende que só os votos nulos e brancos sejam excluídos da base de cálculo.
A cobertura de centro relatou os números antes e depois da decisão e reproduziu a nota do PSD, sem ouvir diretamente o TSE ou o PL. Veículos de esquerda destacaram o pedido liminar para retomar a disputa entre os dois mais votados e descreveram Ruas como bolsonarista, enquadrando a ação como uma tentativa de preservar a escolha expressa nas urnas. Veículos de direita enfatizaram que o resultado decorre de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre uma candidatura inelegível e registraram que o PSD reconhece que a candidatura de Garotinho estava sob análise judicial durante a campanha.
O que ainda não se sabe: o STF não se manifestou sobre o pedido de liminar nem definiu quem será o relator. Também não foram detalhados nas matérias os fundamentos da negativa do registro de Garotinho, nem a posição do PL e de Douglas Ruas sobre a ação do PSD.
Apuração da Eleição 2026 para Presidente - Rio de Janeiro (RJ) | 1º Turno UOL Notícias
Douglas Ruas foi declarado vencedor do primeiro turno após TSE anular votos recebidos por Anthony Garotinho

O TRE já reconheceu a vitória de Douglas Ruas, do PL
