PT defende decisão de Zanin sobre extensão da votação; aliados de Flávio Bolsonaro falam em fraude
1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Para a cobertura de esquerda, a prorrogação garante o direito ao voto de eleitores prejudicados pela redução do transporte público e pelo mau tempo. Aliados de Lula criticam a demora do TSE e cobram apuração sobre a frota de ônibus, enquanto a oposição lança suspeitas de fraude sem provas.
Pela ótica da direita, a mudança de regra no dia da votação ameaça a segurança jurídica e a legitimidade do resultado. A campanha de Flávio havia pedido extensão por razões objetivas, mas a decisão de Zanin é vista como interferência do Judiciário no processo eleitoral.
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou o horário de votação no segundo turno de 2026 após pedido da campanha de Lula. Aliados do PT defenderam a medida, e aliados de Flávio Bolsonaro falaram em golpe e fraude, sem apresentar provas.
No domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno da eleição presidencial, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu prorrogar o horário de votação. A decisão atendeu a pedido da campanha do presidente Lula, do PT, e foi tomada diante de relatos de dificuldade de eleitores para chegar às seções, em razão de chuvas e da redução da oferta de transporte público em várias cidades. Em um segundo despacho, o ministro disse que a medida valeria apenas para as seções que ainda não tivessem encerrado a votação. Segundo a cobertura de esquerda, foi a primeira vez desde 1994, quando a urna eletrônica passou a ser usada no país, que o horário foi prorrogado.
A cobertura de centro relatou que, antes disso, a campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral que a votação fosse estendida até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O pedido, dirigido ao presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, incluía adiar a divulgação do resultado presidencial até o fim da votação nessas cidades. Os temporais já haviam alterado a organização do pleito: em Itapevi, 446 eleitores tiveram as seções transferidas por alagamentos, e em Americana a entrada de uma escola que atende 1.487 eleitores foi mudada. A cobertura lembrou ainda que, pela lei, quem estiver na fila no horário de encerramento pode receber senha e votar depois das 17h. Veículos de esquerda acrescentaram que a campanha de Flávio também pediu a extensão em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.
Houve convergência em um ponto: o Tribunal Superior Eleitoral não decidiu a tempo, e a decisão foi do Supremo. Nunes Marques orientou os tribunais regionais a cumprir a ordem de Zanin, mas, segundo interlocutores ouvidos pela cobertura de esquerda, telefonou antes ao colega para manifestar incômodo.
As divergências aparecem na reação política. Veículos de esquerda destacaram que aliados de Lula defenderam a medida e criticaram a demora da Justiça Eleitoral. O presidente do PT, Edinho Silva, cobrou apuração rigorosa sobre a redução da frota de ônibus em Salvador, São Paulo, Aracaju e outras cidades. O ministro José Guimarães chamou de caótica a condução do episódio, e o ministro Guilherme Boulos, do PSOL, classificou a decisão como vitória importante contra o golpe baixo que tentaram dar. Esses veículos descrevem as acusações da oposição como feitas sem apresentação de provas.
Veículos de direita enfatizaram o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e as dificuldades dos eleitores afetados pelas chuvas. Pelas falas de aliados do senador, registradas na cobertura de esquerda, a decisão de Zanin foi vista como interferência indevida. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, falou em golpe judiciário e chicana administrativa e disse que a decisão veio depois do horário previsto de encerramento. O deputado Nikolas Ferreira escreveu que a oposição vai ganhar de qualquer forma e mencionou um impeachment no ano que vem. Marcel van Hattem e Gustavo Gayer anunciaram que buscarão apoio no Congresso para impichar Zanin. Eduardo Bolsonaro disse que mudar a regra no meio do jogo compromete a aceitação do resultado.
O que ainda não se sabe: não há, nos textos, a fundamentação jurídica completa da decisão de Zanin nem o número de eleitores que votaram no período adicional. Também não está esclarecido o alcance real da redução do transporte público, que a campanha de Lula atribui a diferentes cidades e que o PT quer ver apurada, nem se haverá contestação formal do resultado.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (25), a prorrogação da votação até

O ministro do STF decidiu prorrogar o horário de votação no segundo turno da eleição
