Tribunal Regional Eleitoral da Bahia mantém no ar vídeo que une Lula e ACM Neto
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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia negou a liminar pedida pela campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para retirar da internet um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao candidato do União Brasil ao governo estadual, ACM Neto. Para o tribunal, os perfis que divulgaram a peça não têm vínculo oficial com a campanha do candidato e o conteúdo se enquadra como manifestação individual de preferência, sem propaganda institucional nem indício de impulsionamento pago. A decisão é provisória: a Meta terá de fornecer os dados do responsável pelo perfil, que poderá se defender antes do julgamento de mérito. No mesmo período, ACM Neto negou publicamente incentivar o voto combinado com Lula e reafirmou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência.
Para a leitura à esquerda, o episódio expõe a fragilidade das regras eleitorais diante de conteúdo digital fabricado para confundir o eleitor. A campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sustenta que o vídeo com Lula e ACM Neto cria artificialmente uma aliança que não existe entre o presidente e um adversário histórico do PT na Bahia, aproveitando a força do lulismo em um estado onde Lula teve 72% dos votos válidos no segundo turno de 2022.
Na leitura à direita, o ponto central é a tentativa de judicializar a campanha e restringir a manifestação espontânea do eleitor. O tribunal recusou a liminar exatamente porque os perfis não têm vínculo com a campanha de ACM Neto e porque as regras de fidelidade partidária não alcançam o cidadão comum, livre para apoiar candidatos de campos opostos.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia negou a liminar e que o vídeo com Lula e ACM Neto segue disponível, em decisão provisória. Há convergência também sobre a declaração pública do candidato do União Brasil, que nega incentivar o voto combinado e diz apoiar Ronaldo Caiado para a Presidência.
A campanha do governador Jerônimo Rodrigues pediu à Justiça Eleitoral a retirada de um vídeo que junta Lula e ACM Neto no mesmo jingle. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia negou a liminar, classificou a peça como manifestação individual de preferência e determinou que a Meta identifique o autor do perfil antes do julgamento de mérito.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia negou o pedido de liminar apresentado pela campanha do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, para retirar da internet um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao candidato do União Brasil ao governo estadual, ACM Neto. A peça foi publicada inicialmente em um perfil do Instagram e combina montagens digitais, fotos e um jingle direto: meu presidente é Lula 13, meu governador é Neto 44. Para a coligação governista, o material induz o eleitor a acreditar em um alinhamento que não existe entre o presidente da República e um adversário histórico do partido na Bahia.
Na decisão provisória, o tribunal entendeu que os perfis que reproduziram o conteúdo não têm vínculo oficial com a campanha de ACM Neto e classificou a publicação como manifestação individual de preferência, sem propaganda institucional nem indício de impulsionamento pago. Segundo o mesmo entendimento, as regras de fidelidade partidária não alcançam o cidadão comum, livre para declarar apoio a candidatos de campos opostos. O tribunal determinou ainda que a plataforma Meta forneça os dados do responsável pelo perfil. Identificado o autor, ele poderá apresentar defesa, e a Procuradoria Regional Eleitoral emitirá parecer antes do julgamento definitivo do mérito.
A cobertura de centro registrou, no mesmo intervalo, a resposta pública do candidato. Em sabatina realizada em Salvador, ACM Neto negou incentivar eleitores a combinar o voto nele com o apoio a Lula e reafirmou que seu candidato à Presidência é Ronaldo Caiado, do PSD, ressalvando que respeitará escolhas diferentes dentro de sua base, já que a aliança reúne partidos que apoiam presidenciáveis distintos. Na mesma entrevista, prometeu concursos públicos para reforçar os quadros técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Secretaria do Meio Ambiente, além de reorganizar a estrutura estadual de assistência técnica e extensão rural, criticando os efeitos da extinção da empresa estadual de desenvolvimento agrícola.
As divergências de cobertura aparecem na leitura do episódio. Veículos de esquerda destacaram o argumento da campanha governista de que a montagem fabrica uma aliança inexistente e lembraram que Lula obteve 72% dos votos válidos na Bahia no segundo turno de 2022, além de sublinhar que o candidato passou a se apresentar apenas como Neto, sem citar o avô, e montou uma chapa mais inclinada à direita, com a presença do PL. Veículos de direita enfatizaram outro flanco do mesmo tema: a Justiça Eleitoral do Ceará determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, o senador Camilo Santana e o ex-secretário Chagas Vieira expliquem se houve uso de inteligência artificial em um vídeo de julho em que o presidente aparece com dez dedos em uma das mãos, gravação feita em apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas. A cobertura de centro manteve o foco no que foi dito e decidido, e uma coluna econômica acrescentou que estrategistas da oposição pretendem transformar o custo de vida no eixo da campanha presidencial, com o endividamento das famílias em patamar recorde.
O que ainda não se sabe permanece relevante. Não há identificação do responsável pelo perfil que publicou o vídeo baiano, nem definição sobre eventual impulsionamento pago, e o julgamento de mérito ainda não tem data conhecida. No caso cearense, a apuração sobre o uso de inteligência artificial segue em aberto, e a própria determinação judicial não implica, por si só, reconhecimento de irregularidade. Também não há resposta pública do autor do material questionado na Bahia nem detalhamento sobre como as plataformas tratarão pedidos semelhantes no restante da campanha.
A Justiça Eleitoral do Ceará determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o senador Camilo Santana (PT)

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