Quaest: 42% apoiam Michelle Bolsonaro em disputa com Flávio; 18% ficam com o senador
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A crise pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro expõe fissuras no núcleo bolsonarista às vésperas da eleição presidencial de 2026, e a pesquisa Quaest mostra que a maioria da opinião pública validou a decisão de Michelle de tornar o conflito transparente.
Pesquisa Quaest divulgada em 15 de julho de 2026 mostra que 42% dos brasileiros concordam mais com Michelle Bolsonaro do que com Flávio Bolsonaro no desentendimento público entre os dois, iniciado após Michelle publicar um vídeo acusando o senador de desrespeito durante articulações políticas no Ceará.
Diante da repercussão da crise familiar, Flávio Bolsonaro reafirmou lealdade ao pai e ao projeto político do bolsonarismo, evitando expor publicamente detalhes do desentendimento com a madrasta e criticando o que chamou de fogo amigo dentro do próprio campo.
3 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
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As três coberturas convergem nos números da pesquisa Quaest (42% com Michelle, 18% com Flávio), na origem do conflito no episódio de 24 de junho sobre o palanque do PL no Ceará e no fato de que Flávio afirma não ter relação com Michelle atualmente.
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, revelou como o público avalia o desentendimento entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, encomendado pelo Banco Genial e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026, 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com Michelle no episódio, enquanto 18% ficam do lado do senador. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois, 3% concordam parcialmente com ambos e 15% não souberam responder.
O conflito começou em 24 de junho, quando Michelle publicou um vídeo afirmando ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio durante as articulações políticas do Partido Liberal no Ceará, estado que integra o calendário de disputas estaduais de outubro. No dia seguinte, ela minimizou publicamente o rompimento, dizendo que trabalhariam juntos na campanha, mas deixou a presidência do PL Mulher alegando dedicação à família.
A pesquisa mostrou ainda que quase metade dos entrevistados, 49%, já conhecia o caso antes de responder ao questionário, e que 45% consideram que Michelle agiu corretamente ao tornar público o desentendimento, contra 38% que veem a atitude como um erro. Entre eleitores de direita, o apoio à decisão de expor o conflito cai para 35%, e entre bolsonaristas, para 20%.
A cobertura de centro, representada pela reportagem do Metrópoles, relatou os números da pesquisa de forma direta, reproduzindo a pergunta exata feita aos entrevistados e recuperando o histórico do desentendimento desde a publicação do vídeo. Já a cobertura de esquerda, do ICL Notícias, destacou que a crise também parece ter afetado a avaliação da pré-campanha de Flávio: entre eleitores de direita não bolsonaristas, o apoio ao senador caiu de 82% para 74% após o episódio, e a mesma pesquisa mediu a repercussão de outros temas, como a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner e o programa Desenrola 2.0. Veículos de direita, por sua vez, deram voz à versão do próprio Flávio Bolsonaro: em entrevista ao podcast Flow, ele afirmou que hoje não mantém relação com a madrasta e que não pretende pressioná-la por apoio à candidatura. Disse não ter assistido ao vídeo publicado por Michelle e negou desrespeito, afirmando manter respeito por ela como esposa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Enquanto a cobertura de esquerda e de centro enfatiza os números da pesquisa como termômetro da opinião pública sobre o episódio, a cobertura de direita concentra-se em reproduzir a defesa de Flávio, que minimiza o desgaste e evita confronto direto com Michelle.
Ainda não está confirmado se Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado em outubro, nem se ela participará ativamente da campanha do enteado, hipótese que, segundo a pesquisa, divide a opinião de eleitores de direita sobre o possível impacto eleitoral. Também não há definição sobre o desfecho da relação familiar entre os dois nem sobre o lançamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro mencionado por Flávio na mesma entrevista.
Senador disse não ter assistido a um vídeo publicado por Michelle em que ela o acusa de maltratá-la

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) saiu fortalecida do embate público com o senador e

Pesquisa questionou sobre o vídeo que Michelle publicou dizendo ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio Bolsonaro
