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Pesquisa Quaest divulgada em 15 de julho mostra que 42% dos entrevistados concordam mais com Michelle Bolsonaro do que com Flávio Bolsonaro (18%) no desentendimento familiar tornado público em 24 de junho, quando ela publicou um vídeo dizendo ter sido desrespeitada pelo senador por causa de uma divergência sobre alianças do PL no Ceará.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, mostra que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) leva vantagem na opinião pública sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no desentendimento familiar que veio a público no fim de junho. Segundo o levantamento, encomendado pelo Banco Genial e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026, 42% dos entrevistados afirmam concordar mais com Michelle no episódio, enquanto 18% ficam do lado do senador. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois, 3% concordam parcialmente com ambos e 15% não souberam responder.
O desentendimento começou em 24 de junho, quando Michelle publicou um vídeo dizendo ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio, por causa de uma divergência sobre o palanque do Partido Liberal no Ceará: ela se opôs a uma possível aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual. Flávio negou a acusação, afirmando que nunca desrespeitou uma mulher na vida. No dia seguinte, Michelle recuou publicamente, negou qualquer rompimento com o enteado e disse que os dois trabalhariam juntos nas eleições de outubro. Ela deixou, em seguida, a presidência do PL Mulher. A pesquisa Quaest ouviu presencialmente 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento mostra que 49% dos entrevistados já conheciam os vídeos antes da pesquisa, e 51% souberam do caso apenas ao responder às perguntas. Questionados se Michelle agiu corretamente ao tornar o caso público, 45% aprovaram a atitude e 38% consideraram um erro.
A cobertura de centro, representada pelo Metrópoles, relatou os números com a pergunta exata feita pelo instituto e resgatou a cronologia do caso de forma factual, sem atribuir intenção a nenhuma das partes. Já a cobertura de esquerda, do ICL Notícias, acrescentou que a crise pode ter afetado a pré-campanha de Flávio: entre eleitores de direita não bolsonaristas, o apoio ao senador caiu de 82% para 74%, e o texto também associou o momento político à repercussão da investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) e seu possível efeito sobre a campanha do presidente Lula. Até o momento, nenhum veículo de direita presente neste grupo de reportagens cobriu o episódio; ainda assim, os próprios dados do levantamento permitem uma leitura desse campo, já que apenas 35% dos eleitores de direita e 20% dos bolsonaristas consideraram correta a divulgação dos vídeos por Michelle, sinal de que a maioria desse eleitorado vê a exposição pública da briga como um desgaste para o campo.
O que ainda não se sabe é se Michelle Bolsonaro, cotada para disputar uma vaga no Senado, vai de fato ser candidata em outubro, e qual será o efeito duradouro do racha sobre as alianças do PL em outros estados além do Ceará.
Entre eleitores de direita não bolsonaristas, o apoio a Flávio caiu de 82% para 74% após a crise, um dado concreto de desgaste eleitoral. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-07181/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais. Michelle ainda não confirmou candidatura ao Senado nas eleições de outubro.
Esquerda e centro convergem nos fatos centrais da pesquisa: 42% concordam mais com Michelle contra 18% com Flávio, o conflito surgiu de uma divergência sobre alianças do PL no Ceará, e cerca de metade dos entrevistados já conhecia os vídeos antes da pesquisa.
Não se sabe se Michelle Bolsonaro vai de fato disputar uma vaga no Senado em outubro, nem qual será o efeito do racha sobre as alianças do PL em outros estados além do Ceará. Também não há, até o momento, cobertura do episódio por veículos de direita neste grupo de reportagens.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o publisher ser rotulado como LEFT, o texto se limita a relatar com precisão os números da pesquisa Quaest, sem adjetivação carregada ou construção de enquadramento próprio; os links relacionados ao final não fazem parte do corpo da matéria em si.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reproduz a pergunta exata feita pelo instituto, apresenta os percentuais com precisão e recupera a cronologia do caso (vídeo de 24 de junho, disputa no Ceará) de forma neutra, sem juízo de valor sobre nenhuma das partes.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) saiu fortalecida do embate público com o senador e

Pesquisa questionou sobre o vídeo que Michelle publicou dizendo ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio Bolsonaro
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