A percepção dos brasileiros sobre a economia registrou uma leve melhora em julho, segundo o novo recorte econômico da pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta semana, mas o sentimento geral da população ainda é predominantemente negativo. Até o momento, apenas a revista Veja, da Editora Abril, cobriu o levantamento, relatando que 43% dos entrevistados avaliam que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, uma fatia menor do que os 44% registrados em junho e bem abaixo do pico de 50% observado em abril. Outros 33% dizem que a situação permaneceu igual e 20% percebem melhora.
Segundo a reportagem, a percepção sobre os preços dos alimentos também melhorou: a parcela que afirma ter notado alta nos preços caiu de 69% em junho para 66% em julho, enquanto o grupo que considera os preços estáveis subiu de 22% para 23%. Outros 9% dizem que os alimentos ficaram mais baratos. Ainda assim, o poder de compra segue estagnado: 68% afirmam conseguir comprar menos do que há um ano, número próximo aos 67% de junho, e apenas 10% dizem conseguir comprar mais.
O mercado de trabalho aparece como um dos principais pontos de preocupação no levantamento. De acordo com o material, 55% dos entrevistados consideram mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, ante 53% na pesquisa anterior, enquanto 36% acham que ficou mais fácil encontrar uma vaga. Apesar da avaliação negativa do cenário atual, as expectativas para os próximos 12 meses seguem majoritariamente positivas: 39% acreditam que a economia vai melhorar, 27% esperam piora e 27% preveem estabilidade.
A matéria também traz números sobre os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, medida do governo federal. Cerca de 32% dos entrevistados afirmam ter sido beneficiados pela mudança, enquanto 65% dizem não ter recebido nenhum ganho. Entre os beneficiados, 24% relatam aumento significativo na renda, ante 23% em junho, e a fatia que não percebeu diferença caiu para 39%.
Por ora, a cobertura do tema se limita a essa única fonte, o que impede comparar como diferentes espectros editoriais interpretariam os números. Ainda não se sabe o tamanho da amostra, a margem de erro ou a metodologia completa do recorte econômico da pesquisa Genial/Quaest, tampouco se o levantamento também mediu a aprovação do governo federal no mesmo período. Também não há, até agora, reação de outros institutos de pesquisa ou de outros veículos ao resultado divulgado.