O instituto Quaest divulgou em 25 de agosto de 2026 uma rodada de pesquisas de intenção de voto para os governos estaduais e para as duas cadeiras de Senado em disputa em cinco estados e no Distrito Federal. Os levantamentos ouviram eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto, têm margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral. As amostras variam de 804 entrevistados em Rondônia, Paraíba, Tocantins e Amapá a 1.104 no Distrito Federal e 1.302 no Rio de Janeiro. Como cada estado elege dois senadores neste ano, o entrevistado indicou dois nomes e o resultado foi consolidado e reduzido a 100%.
No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 25% das intenções de voto para o Senado, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 17%, e por Erika Kokay (PT), com 12%, as duas últimas empatadas dentro da margem de erro. Bia Kicis (PL) tem 9%. No cenário espontâneo, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, 73% não souberam citar um candidato. Para o governo do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) lidera com 34%, à frente do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 20%, e de Leandro Grass (PT), com 13%.
Nos demais estados, a fotografia é de disputas em estágios diferentes. Em Rondônia, Marcos Rogério (PL), com 24%, e Adailton Fúria (PSD), com 21%, estão empatados tecnicamente no primeiro turno, mas o primeiro abre 40% a 29% na simulação direta entre os dois; para o Senado, Dr. Fernando Máximo (PL) tem 17%. Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) marca 38%, o dobro de Cícero Lucena (MDB), com 19%, tecnicamente empatado com Efraim Filho (PL), que tem 18%; João Azevêdo (PSB) lidera a corrida ao Senado com 27%. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) tem 37%, contra 14% de Douglas Ruas (PL) e 7% de Anthony Garotinho, enquanto a disputa pelo Senado reúne quatro nomes em empate técnico: Benedita da Silva (PT), com 10%, Carlos Jordy (PL), com 7%, Marcelo Crivella (Republicanos), com 6%, e Monica Benicio (PSOL), com 5%. No Tocantins, Professora Dorinha (União) tem 37% e Vicentinho Júnior (PSDB), 28%; ao Senado, Eduardo Gomes (PL), com 14%, Carlos Henrique Amorim, o Gaguim (União), com 13%, e Paulo Mourão (PT), com 9%, estão empatados dentro da margem. No Amapá, a diferença é a maior da rodada: Dr Furlan (PSD) tem 55% e Clécio (União Brasil), 35%, com Rayssa Furlan (Podemos) na frente para o Senado, com 27%.
Todos os lados convergem nos números e na ficha metodológica, porque os percentuais são os mesmos e vieram de levantamentos registrados na Justiça Eleitoral. A divergência está no que cada cobertura escolheu colocar no topo da matéria. A cobertura de centro reproduziu tabela por tabela, cenário espontâneo e estimulado lado a lado, e sinalizou os empates técnicos com base na margem de erro. Veículos de esquerda elegeram como fato principal a indecisão do eleitorado, abrindo o texto com os 73% que não souberam citar um nome para o Senado no Distrito Federal e só depois registrando quem lidera. Veículos de direita personalizaram a rodada na liderança de Michelle Bolsonaro, destacaram a vantagem de oito pontos sobre a segunda colocada e, em pelo menos um caso, suprimiram o cenário espontâneo, o que faz a dianteira parecer mais consolidada do que o conjunto dos dados sustenta. Parte da cobertura à direita acrescentou ainda a ressalva de que pesquisas divulgadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apurado nas urnas.
O que ainda não se sabe é considerável. Os levantamentos testam nomes que em sua maioria ainda não tiveram candidatura registrada, e nenhuma das matérias informa quais já foram formalizadas. Não há série histórica nas publicações, o que impede avaliar se as posições subiram ou caíram em relação a rodadas anteriores. Não foram simulados cenários de segundo turno para o governo do Distrito Federal, embora o primeiro colocado esteja em 34%. Também não há explicação para índices atípicos, como os 86% de branco, nulo ou não vai votar no cenário espontâneo ao Senado no Tocantins. E a rodada não cobre todas as unidades da federação, de modo que o quadro nacional das disputas estaduais permanece incompleto.