Quaest diz que não fará pesquisas para candidatos e partidos em 2026
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A Quaest, um dos principais institutos de pesquisa eleitoral do país, anunciou que não vai realizar pesquisas nem monitoramento para candidatos e partidos durante a campanha eleitoral de 2026. A empresa vai concentrar seus esforços na entrega de mais de 200 pesquisas já encomendadas pela Globo e suas afiliadas, além de trackings e estudos qualitativos contratados por empresas privadas.
Sob a ótica de veículos de esquerda, a decisão da Quaest de não vender pesquisas diretamente a candidatos e partidos é lida como um gesto que resguarda a independência do instituto num momento em que a integridade das pesquisas eleitorais é vista como bem público essencial à democracia, evitando que a empresa fique exposta a pressões de campanhas específicas.
Sob a perspectiva de veículos de direita, a decisão da Quaest é enquadrada como movimento estratégico de mercado que também sinaliza resposta a questionamentos recentes sobre a credibilidade de suas pesquisas, com a empresa priorizando contratos privados mais rentáveis e deixando outros institutos disputarem o espaço aberto na cobertura eleitoral de 2026.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os veículos concordam que a Quaest, comandada por Felipe Nunes, decidiu não fazer pesquisas nem monitoramento para candidatos e partidos na campanha eleitoral de 2026, concentrando esforços nas mais de 200 pesquisas encomendadas pela Globo e suas afiliadas e nos trackings e estudos qualitativos contratados por empresas privadas.
A Quaest anunciou neste domingo, 12 de julho de 2026, que não fará pesquisas nem monitoramento eleitoral para candidatos e partidos na campanha deste ano. Em comunicado publicado no X pelo diretor da empresa, Felipe Nunes, o instituto informou que a decisão foi tomada após reunião do conselho e que os esforços serão concentrados na entrega de mais de 200 pesquisas já encomendadas pela Globo e suas afiliadas, além de trackings e estudos qualitativos contratados por empresas privadas.
Segundo Nunes, a medida reforça o compromisso da Quaest com isenção, isonomia e independência num processo eleitoral que ele descreveu como especialmente sensível. O instituto, que completa dez anos em breve, afirmou que pretende ampliar sua atuação no setor privado, atendendo empresas que buscam monitorar o ambiente de negócios no país, mantendo ao mesmo tempo credibilidade e rigor científico nas pesquisas eleitorais já contratadas pela Globo.
Os fatos centrais convergem em toda a cobertura: a Quaest deixará de atender diretamente candidatos e partidos que quisessem contratar levantamentos próprios para acompanhar disputas locais ou nacionais, mantendo apenas os contratos já fechados com a Globo e com empresas privadas. Nenhuma reportagem apurada indicou nomes de institutos que devem herdar essa demanda, nem esclareceu se contratos com partidos fechados antes do anúncio serão cancelados.
Veículos de esquerda, caso do Diário do Centro do Mundo, reproduziram a decisão de forma factual, citando a apuração original do jornalista Lauro Jardim, do O Globo, sem atribuir motivação política ao movimento do instituto. A cobertura de centro, feita por Poder360 e Metrópoles, reproduziu a íntegra do comunicado de Felipe Nunes com riqueza de detalhes sobre os números de pesquisas contratadas pela Globo, mantendo tom de agência sem qualificar a decisão. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, situaram o anúncio num contexto mais amplo, mencionando reportagens recentes sobre questionamentos à credibilidade das pesquisas do instituto e sugerindo que a decisão pode alterar a dinâmica das pesquisas eleitorais em 2026, com outros institutos absorvendo a demanda que a Quaest deixará de atender.
O que ainda não se sabe é se a decisão foi influenciada por pressões políticas recentes sobre a Quaest, quais institutos vão preencher a lacuna deixada pelo anúncio e como partidos que já haviam contratado a empresa antes da decisão serão afetados. Também não há confirmação sobre eventual impacto financeiro da mudança de estratégia sobre o instituto.
Instituto vai se concentrar em levantamentos para Globo e empresas privadas; decisão foi tomada depois de reunião do conselho

Quaest não fará pesquisas para candidatos ou partidos e vai priorizar mais de 200 levantamentos já encomendados pela Globo.

Empresa irá “concentrar esforços” em pedidos de pesquisas feitos pela Globo e empresas privadas de outros setores. Leia no Poder360.

Empresa especializada em dados e pesquisas de opinião diz que vai concentrar esforços em pedidos de empresas privadas
