Quaest divulga pesquisas ao Senado em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba
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Os levantamentos indicam que a direita e o centro-direita disputam com força as cadeiras que renovarão dois terços do Senado Federal. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP), identificado com a agenda de segurança pública, lidera tecnicamente com 12%, e a soma com André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo) chega a 24%, acima do bloco governista. No Rio de Janeiro, Carlos Jordy (PL), Marcelo Crivella (Republicanos) e Carlos Portinho (PL) somam 18% e cercam a liderança de 10% de Benedita da Silva (PT). Na mesma rodada, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 40% na corrida ao governo de São Paulo, contra 27% de Fernando Haddad (PT), diferença de 13 pontos que sugere palanque estadual capaz de puxar votos para o Senado.
O instituto Quaest divulgou em 25 de agosto de 2026 os levantamentos sobre as disputas pelas duas vagas ao Senado Federal em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Paraíba, com campo realizado entre 21 e 24 de agosto.
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Nesta matéria: viés de centro.
Cada estado elege dois senadores neste ano, renovando 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, casa que aprova indicações ao Supremo Tribunal Federal, orçamento e reformas. Em São Paulo, três candidatos estão separados por um ponto percentual, dentro da margem de dois pontos. No Rio de Janeiro, seis candidatos empatam atrás da liderança de 10%. Os indecisos somam 29% no Rio de Janeiro e 27% em São Paulo, mais do que qualquer candidato tem isoladamente.
As coberturas de centro e de direita apresentam os mesmos percentuais e a mesma metodologia, e convergem em três pontos: a disputa ao Senado em São Paulo e no Rio de Janeiro está fragmentada, com empates dentro da margem de erro; a Paraíba tem o quadro mais definido, com João Azevedo (PSB) à frente; e o volume de indecisos, brancos e nulos é alto o bastante para relativizar qualquer liderança.
Não há nesta rodada comparação com levantamentos anteriores que permita medir tendência em nenhum dos três estados. Nenhuma das coberturas explica como os indecisos, que chegam a 29% no Rio de Janeiro, tendem a se distribuir. Também não há dados sobre transferência de votos das candidaturas majoritárias, como a corrida ao governo de São Paulo, para os candidatos ao Senado do mesmo palanque.
As pesquisas Quaest divulgadas em 25 de agosto de 2026 medem a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em três estados. São Paulo tem empate técnico na liderança, o Rio de Janeiro mostra seis candidatos empatados atrás do primeiro colocado e a Paraíba apresenta o quadro mais definido. Abaixo estão os números, a metodologia e a leitura de cada lado do espectro sobre o levantamento.
O instituto Quaest divulgou na terça-feira, 25 de agosto de 2026, uma sequência de levantamentos sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Paraíba. As entrevistas foram feitas entre os dias 21 e 24 de agosto, já com a campanha eleitoral em curso desde 15 de agosto, e todas as pesquisas têm nível de confiança de 95%. Neste ano, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, o que renova 54 das 81 cadeiras da Casa.
Em São Paulo, o levantamento aponta empate técnico na liderança entre Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede), ambos com 12%, e Simone Tebet (PSB), com 11%. Na sequência aparecem André do Prado (PL), com 7%, e Ricardo Salles (Novo), com 5%. Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) têm 2% cada, e outros cinco nomes marcam 1%. Foram ouvidas 1.800 pessoas com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Brancos, nulos e quem afirma que não vai votar somam 18%, e os indecisos, 27%.
No Rio de Janeiro, a deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece em primeiro lugar com 10% das intenções de voto. Atrás dela há seis candidatos empatados dentro da margem de três pontos percentuais: o deputado Carlos Jordy (PL), com 7%, o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), com 6%, a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o senador Carlos Portinho (PL), com 5% cada, o deputado Pedro Paulo (PSD), com 3%, e Waguinho (Republicanos), com 2%. Foram ouvidos 1.302 eleitores, e o registro está no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-08748/2026. Brancos, nulos e abstenções declaradas chegam a 28%, e os indecisos, a 29%.
Na Paraíba, o quadro é o mais definido dos três. João Azevedo (PSB) tem 27% e Veneziano Vital (MDB), 17%. Depois vêm Nabor Wanderley (MDB), com 9%, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), com 6%, Major Fábio (Novo), com 5%, e André Gadelha (MDB), com 2%. Foram entrevistadas 804 pessoas, com margem de três pontos percentuais, e a pesquisa está registrada sob o protocolo PB-07850/2026. Ali, brancos e nulos somam 17% e os indecisos, 15%, os menores índices do conjunto.
A cobertura de centro tratou o material de forma estrita, apresentando os percentuais estado a estado, o período de campo, a margem de erro e o número de registro no tribunal, sem análise sobre o que os números significam para a composição futura do Senado. Veículos de direita ampliaram o escopo da mesma rodada de pesquisas: além das vagas ao Senado, deram destaque à corrida ao governo de São Paulo, na qual Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 40% das intenções de voto contra 27% de Fernando Haddad (PT), e trataram o empate triplo paulista como sinal de disputa aberta em um estado decisivo. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram análise própria do levantamento; o ângulo que esse campo costuma enfatizar em pesquisas como esta seria a liderança isolada de Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro diante de um pelotão de candidatos ligados ao campo conservador, e a soma de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) em São Paulo.
O que ainda não se sabe é como os indecisos vão se comportar. Eles representam 29% no Rio de Janeiro, 27% em São Paulo e 15% na Paraíba, percentuais superiores ou próximos ao de qualquer candidato nos dois primeiros estados. Também não há, nesta rodada, comparação com levantamentos anteriores que permita medir tendência, nem dados sobre transferência de votos dos palanques majoritários para os candidatos ao Senado. A disputa ao Senado é decidida em turno único, o que torna o desempenho de agosto um retrato provisório de um quadro ainda fragmentado.
Pesquisa divulgada pela Quaest mostra como está o cenário eleitoral na Bahia para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa da Quaest mostra como está a disputa eleitoral para governador e senador no Acre, nas Eleições 2026. Saiba mais na Gazeta do Povo

Foram ouvidas 804 pessoas entre os dias 21 e 24 de agosto; margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

Números foram divulgados na tarde desta terça-feira, 25

Levantamento mostra disputa acirrada pela segunda vaga no Senado
