O instituto Quaest divulgou na terça-feira, 25 de agosto de 2026, uma sequência de levantamentos sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Paraíba. As entrevistas foram feitas entre os dias 21 e 24 de agosto, já com a campanha eleitoral em curso desde 15 de agosto, e todas as pesquisas têm nível de confiança de 95%. Neste ano, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, o que renova 54 das 81 cadeiras da Casa.
Em São Paulo, o levantamento aponta empate técnico na liderança entre Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede), ambos com 12%, e Simone Tebet (PSB), com 11%. Na sequência aparecem André do Prado (PL), com 7%, e Ricardo Salles (Novo), com 5%. Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) têm 2% cada, e outros cinco nomes marcam 1%. Foram ouvidas 1.800 pessoas com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Brancos, nulos e quem afirma que não vai votar somam 18%, e os indecisos, 27%.
No Rio de Janeiro, a deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece em primeiro lugar com 10% das intenções de voto. Atrás dela há seis candidatos empatados dentro da margem de três pontos percentuais: o deputado Carlos Jordy (PL), com 7%, o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), com 6%, a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o senador Carlos Portinho (PL), com 5% cada, o deputado Pedro Paulo (PSD), com 3%, e Waguinho (Republicanos), com 2%. Foram ouvidos 1.302 eleitores, e o registro está no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-08748/2026. Brancos, nulos e abstenções declaradas chegam a 28%, e os indecisos, a 29%.
Na Paraíba, o quadro é o mais definido dos três. João Azevedo (PSB) tem 27% e Veneziano Vital (MDB), 17%. Depois vêm Nabor Wanderley (MDB), com 9%, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), com 6%, Major Fábio (Novo), com 5%, e André Gadelha (MDB), com 2%. Foram entrevistadas 804 pessoas, com margem de três pontos percentuais, e a pesquisa está registrada sob o protocolo PB-07850/2026. Ali, brancos e nulos somam 17% e os indecisos, 15%, os menores índices do conjunto.
A cobertura de centro tratou o material de forma estrita, apresentando os percentuais estado a estado, o período de campo, a margem de erro e o número de registro no tribunal, sem análise sobre o que os números significam para a composição futura do Senado. Veículos de direita ampliaram o escopo da mesma rodada de pesquisas: além das vagas ao Senado, deram destaque à corrida ao governo de São Paulo, na qual Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 40% das intenções de voto contra 27% de Fernando Haddad (PT), e trataram o empate triplo paulista como sinal de disputa aberta em um estado decisivo. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram análise própria do levantamento; o ângulo que esse campo costuma enfatizar em pesquisas como esta seria a liderança isolada de Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro diante de um pelotão de candidatos ligados ao campo conservador, e a soma de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) em São Paulo.
O que ainda não se sabe é como os indecisos vão se comportar. Eles representam 29% no Rio de Janeiro, 27% em São Paulo e 15% na Paraíba, percentuais superiores ou próximos ao de qualquer candidato nos dois primeiros estados. Também não há, nesta rodada, comparação com levantamentos anteriores que permita medir tendência, nem dados sobre transferência de votos dos palanques majoritários para os candidatos ao Senado. A disputa ao Senado é decidida em turno único, o que torna o desempenho de agosto um retrato provisório de um quadro ainda fragmentado.