A primeira pesquisa Quaest sobre a disputa pelo governo da Paraíba, divulgada em 25 de agosto de 2026, coloca o governador Lucas Ribeiro (PP) na liderança, com 38% das intenções de voto no cenário estimulado, aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado. Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa e ex-governador do estado, aparece com 19%, e Efraim Filho (PL) registra 18%. Pedro Coutinho (DC) tem 2%, Camilo Duarte (PCO) tem 1% e Yuri Ezequiel (UP) não pontua. Brancos, nulos e eleitores que dizem não pretender votar somam 10%, e os indecisos chegam a 12%.
O levantamento ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais, em entrevistas pessoais e domiciliares realizadas entre 21 e 24 de agosto, em todo o estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelas emissoras Televisão Cabo Branco e Televisão Paraíba e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PB-07850/2026.
Toda a cobertura converge nos números centrais e na metodologia. A cobertura de centro divulgou a série completa de indicadores: na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Lucas Ribeiro tem 26%, Cícero Lucena e Efraim Filho ficam com 7% cada e os indecisos somam 57%. Nos três cenários simulados de segundo turno, o governador vence Efraim Filho por 47% a 33% e Cícero Lucena por 48% a 29%; no confronto sem o atual governante, Cícero Lucena tem 39% contra 32% de Efraim Filho. Essa mesma cobertura registra ainda que o governo estadual é aprovado por 61% dos entrevistados e desaprovado por 17%, e que os candidatos com maior rejeição são Cícero Lucena e Efraim Filho, com 46% cada de eleitores que afirmam conhecer e não votar.
Veículos de direita concentraram o relato nos dois primeiros colocados, na margem de erro e nas perguntas sobre alinhamento político, sem trazer o desempenho do terceiro colocado nem os cenários de segundo turno. É uma escolha de recorte com efeito prático sobre a leitura da disputa: a diferença de um ponto entre Cícero Lucena e Efraim Filho está dentro da margem de erro, ou seja, os dois estão tecnicamente empatados na briga pela vaga de principal adversário do governador. Nenhum veículo de esquerda havia publicado material sobre o levantamento entre as fontes reunidas nesta story, de modo que não há, aqui, um enquadramento de esquerda para contrastar com os demais.
Onde as coberturas se aproximam é no bloco político do levantamento. Para 53% dos entrevistados, o próximo governador deve ser aliado de Lula; 25% preferem um nome independente e 20% querem um aliado de Flávio Bolsonaro. O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 40% e não muda nada para 35%, enquanto o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance para 19% e diminui para 42%. Sobre os rumos da gestão estadual, 38% querem continuidade do trabalho atual, 39% defendem mudar apenas o que não está bom e 20% acham necessário mudar totalmente. Saúde, com 31%, e violência, com 23%, lideram a lista dos principais problemas apontados pelos paraibanos, à frente de desemprego (6%) e economia (5%).
O que ainda não se sabe é considerável. Por ser a primeira rodada do instituto no estado neste ciclo, não há série histórica que permita medir tendência de alta ou de queda de qualquer candidato. A pesquisa também não esclarece o desenho final das coligações, e as candidaturas ao Senado, com duas vagas em disputa por estado, aparecem citadas sem detalhamento em parte da cobertura. Não há, nas fontes reunidas, reação dos candidatos aos números nem avaliação sobre o efeito de eventuais desistências. Por fim, o próprio levantamento indica volatilidade: 30% dos entrevistados dizem que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro, e 57% não sabiam apontar um nome quando a lista de candidatos não era apresentada.