Quaest: Lula avança entre católicos, mulheres e eleitores independentes
3 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoQuaest: Lula avança entre eleitores católicos e evangélicos em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida e fim das betsNo cenário de primeiro turno, petista subiu de 23% para 27% no segmento evangélico, enquanto Flávio recuou de 49% para 46%(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- UOLQuaest: Lula avança entre católicos, evangélicos e mulheres após vetar betsQuaest: Lula avança entre católicos, evangélicos e mulheres após vetar bets UOL Notícias(abre em nova aba)
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- G1Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre mulheres, eleitores de baixa renda, beneficiários do Bolsa Família e católicosNa comparação com a semana anterior, Lula passou de 37% para 40% entre mulheres e de 43% para 48% entre católicos. Recortes são da disputa de 1º turno. Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (28).(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Jovem PanQuaest: Lula avança entre católicos, mulheres e eleitores independentesO petista cresceu cinco pontos percentuais entre o grupo religioso e os brasileiros sem preferência partidária; entre o eleitorado feminino, a oscilação foi de três pontos percentuais(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- O Estado de S.PauloPesquisa Quaest: Lula avança entre católicos, mulheres e independentesLula cresceu entre católicos após notícia falsa que relacionava Flávio Bolsonaro à retirada de título de Nossa Senhora Aparecida; no cenário geral, presidente tem 39% e Flávio Bolsonaro, 34% no primeiro turno(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Briefing
O que importa para você
- O primeiro turno é em 4 de outubro de 2026, seis dias depois da divulgação.
- No segundo turno simulado, os dois candidatos aparecem com 42% cada, ou seja, a disputa não está definida.
- Indecisos caíram de 8% para 5% e brancos, nulos e abstenções somam 10%, faixa maior que a diferença entre os dois primeiros colocados.
- Entre evangélicos, homens e eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, quem lidera é Flávio Bolsonaro.
Onde os lados divergem
- A cobertura de centro trata as variações semanais como oscilação dentro da margem de erro de cada recorte, que vai de três a cinco pontos.
- Veículos de direita ligam o avanço entre católicos ao episódio de desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida e sublinham o empate no segundo turno e entre independentes.
- A leitura de esquerda dos mesmos dados atribui o movimento aos recortes de renda, ao Bolsa Família e à proibição das apostas esportivas.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura reproduz os mesmos números e a mesma ficha técnica: 2.004 entrevistas presenciais entre 24 e 27 de setembro, margem de erro de dois pontos para o total da amostra, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Há acordo de que Lula lidera o primeiro turno com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro e de que a simulação de segundo turno está empatada em 42% a 42%.
O que ainda está incerto
- Nenhuma fonte apresenta dado que comprove relação causal entre a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida e a mudança de intenção de voto entre católicos.
- Não há medição do efeito isolado da proibição das apostas esportivas sobre o eleitorado.
- As fontes não informam para quais candidatos migraram os votos que saíram dos nomes menores nem o destino dos indecisos que deixaram essa faixa.
A seis dias do primeiro turno, o instituto Quaest mediu avanço de Lula entre católicos, mulheres, eleitores independentes e beneficiários do Bolsa Família, enquanto Flávio Bolsonaro segue à frente entre evangélicos, homens e eleitores de maior renda. Veja o que cada lado da cobertura destacou nos mesmos números e onde as oscilações cabem na margem de erro.
O instituto Quaest divulgou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, a seis dias do primeiro turno, uma pesquisa de intenção de voto que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) crescendo em segmentos específicos do eleitorado. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na simulação de segundo turno entre os dois, o levantamento aponta empate numérico, com 42% cada.
O avanço mais expressivo veio do recorte religioso. Entre católicos, o presidente passou de 43% para 48% em uma semana, enquanto o candidato do PL foi de 27% para 29%. Entre evangélicos, Lula subiu de 23% para 27% e Flávio Bolsonaro recuou de 49% para 46%, mantendo a liderança nesse grupo. Entre mulheres, o presidente oscilou de 37% para 40% e o adversário caiu de 32% para 29%, o que ampliou a distância de quatro para onze pontos percentuais. Entre eleitores independentes, sem preferência partidária, Lula cresceu de 22% para 27%, contra 22% do senador. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em entrevistas presenciais entre 24 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para o total da amostra, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06520/2026.
Toda a cobertura converge nos números e na ficha técnica. Nenhum dos textos contesta a metodologia, o tamanho da amostra ou o período de campo, e todos reproduzem o mesmo protocolo de registro eleitoral. Também há acordo sobre o quadro geral: o presidente lidera o primeiro turno por cinco pontos e a disputa de segundo turno está indefinida.
A cobertura de centro relatou os dados com maior detalhamento metodológico e trouxe os recortes que faltam nas versões mais curtas. Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula foi de 49% para 52%, enquanto o adversário permaneceu com 23%. Entre beneficiários do Bolsa Família, o presidente oscilou de 52% para 53% e o senador caiu de 23% para 21%. Entre eleitores com ensino fundamental, Lula passou de 47% para 51%. Essa mesma cobertura registrou o movimento contrário entre homens, em que o presidente recuou de 39% para 37% e Flávio Bolsonaro subiu de 34% para 39%, e lembrou que as margens de erro por segmento variam de três a cinco pontos percentuais, o que coloca várias oscilações dentro do intervalo de estabilidade.
Veículos de direita enfatizaram o contexto em que a pesquisa foi a campo. Esses textos destacaram que este é o primeiro levantamento do instituto após a circulação de uma notícia falsa que associou o senador do PL à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, episódio que, segundo medição do Instituto Democracia em Xeque, acumulou quase um milhão de menções em redes sociais em menos de três dias e virou a terceira maior controvérsia política do ano nas plataformas. A mesma cobertura sublinhou o empate técnico entre eleitores independentes e o empate numérico no segundo turno, tratando o avanço do presidente como oscilação a ser confirmada.
Nenhum veículo de esquerda integrou o conjunto de fontes desta cobertura. A leitura que veículos de esquerda costumam dar a números como esses parte dos recortes sociais do levantamento: a vantagem de 32 pontos percentuais entre beneficiários do Bolsa Família, os 29 pontos entre eleitores de menor renda e os 26 pontos entre quem tem ensino fundamental seriam apresentados como efeito direto das políticas de transferência de renda e do anúncio de proibição das apostas esportivas, feito dias antes do início das entrevistas.
O que ainda não se sabe é se o movimento entre católicos e mulheres se sustenta até a votação, já que boa parte das variações está no limite da margem de erro de cada recorte. Também não há dado que estabeleça relação causal entre a polêmica religiosa e a mudança de intenção de voto, nem medição do efeito isolado da proibição das apostas. Nenhuma das fontes informa o comportamento dos indecisos, que caíram de 8% para 5%, nem para onde migraram os votos de candidatos menores no mesmo período.
Fontes

O petista cresceu cinco pontos percentuais entre o grupo religioso e os brasileiros sem preferência partidária; entre o eleitorado feminino, a oscilação foi de três pontos percentuais

No cenário de primeiro turno, petista subiu de 23% para 27% no segmento evangélico, enquanto Flávio recuou de 49% para 46%
Quaest: Lula avança entre católicos, evangélicos e mulheres após vetar bets UOL Notícias

Lula cresceu entre católicos após notícia falsa que relacionava Flávio Bolsonaro à retirada de título de Nossa Senhora Aparecida; no cenário geral, presidente tem 39% e Flávio Bolsonaro, 34% no primeiro turno

Na comparação com a semana anterior, Lula passou de 37% para 40% entre mulheres e de 43% para 48% entre católicos. Recortes são da disputa de 1º turno. Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (28).