Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula 41% no segundo turno, aponta Quaest
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Resumo da cobertura
A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro mostra o senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 42% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 41% em um eventual segundo turno, empate técnico dentro da margem de dois pontos. No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio, 33%, a menor distância da série do instituto. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro e registra movimentos em direções opostas por segmento e por região.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoQuaest: Flávio empata com Lula no primeiro e segundo turnosÉ a menor distância entre os dois na série do instituto; presidente lidera numericamente em eventual confronto direto
Análise editorial
Traz primeiro e segundo turnos, rejeição, avaliação do governo, recortes em que cada candidato avança, efeito do caso Banco Master e da crise no STF e a decisão de Gilmar Mendes sobre o reajuste do Bolsa Família. Registra que a medida é chamada de eleitoreira por adversários sem endossar o rótulo. Equilíbrio entre os dois lados.
- Qualidade argumentativa
- 81/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 5
- CNN BrasilQuaest: Flávio tem oscilação positiva no Nordeste e Lula, no SudesteLevantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos
Análise editorial
Descreve em paralelo o avanço de Flávio no Nordeste e o de Lula no Sudeste, ressalta que as oscilações estão dentro da margem de erro de cada região e liga os números às agendas de campanha. Texto simétrico e sem vocabulário valorativo.
- Qualidade argumentativa
- 74/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não apresenta o cenário de primeiro turno
- Não traz a rejeição dos candidatos
Veículos com viés à direita
- Terra Brasil NotíciasQuaest: vantagem de Flávio entre evangélicos cresce e chega a 30 pontosA vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores evangélicos aumentou de 23
Análise editorial
Os números são corretos e atribuídos à Quaest, mas a seleção privilegia os segmentos em que Flávio cresce (evangélicos, renda alta) e destaca a fala de Felipe Nunes de que o aumento do Bolsa Família 'não funcionou'. O cenário de primeiro turno, favorável a Lula, fica de fora. Enquadramento por seleção, não por adjetivação.
- Qualidade argumentativa
- 53/100
- Manipulação emocional
- 15/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não informa o cenário de primeiro turno, em que Lula lidera por 37% a 33%
- Não menciona a rejeição dos dois candidatos nem a avaliação do governo
- Cita o avanço de Lula entre mulheres, mas não os números absolutos
A rodada da Quaest divulgada em 21 de setembro coloca Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% no segundo turno, empate técnico a 13 dias da eleição. No primeiro turno, Lula lidera por 37% a 33%. A análise compara como cada lado leu os recortes por religião, renda, gênero e região.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 21 de setembro, mostra o senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 42% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 41% em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico a 13 dias da votação.
No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio, 33%. Segundo o instituto, é a primeira vez na série que os dois líderes aparecem empatados no limite da margem de erro. A vantagem do petista era de sete pontos no fim de agosto. Completam o cenário o escritor Augusto Cury, do Avante, com 6%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, com 4%; Renan Santos, do Missão, com 3%; e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, com 1%. A rejeição dos dois líderes segue alta: 56% não votariam em Flávio e 55% não votariam em Lula.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, sob o número BR-06004/2026.
As coberturas convergem nos números gerais, e os recortes mostram movimentos em direções opostas. Entre as mulheres, Lula passou de 41% para 44%, e a vantagem dele subiu de três para sete pontos. Entre os evangélicos, Flávio foi de 51% para 58%, contra 28% de Lula. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o presidente oscilou de 58% para 56%, e o senador, de 27% para 30%, mesmo após o anúncio do reajuste de 15% do programa.
A cobertura de centro relatou o quadro de forma ampla. Um dos veículos detalhou o recorte regional: Flávio oscilou de 28% para 31% no Nordeste, onde tem priorizado a agenda, enquanto Lula subiu de 31% para 36% no Sudeste. Outro registrou que a desaprovação do governo ficou em 50%, com aprovação de 44%, e trouxe os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal ligada ao caso do Banco Master. A parcela que associa o escândalo à família Bolsonaro subiu de 15% para 21%, e a fatia que diz que a crise não afeta o voto caiu de 67% para 62%. A mesma cobertura lembrou que o ministro Gilmar Mendes decidiu que o reajuste do Bolsa Família não fere as regras eleitorais, por apenas recompor a inflação.
Veículos de direita enfatizaram o avanço de Flávio. O destaque foi a vantagem entre evangélicos, que chegou a 30 pontos, e o ganho entre eleitores de renda alta, de 13 para 20 pontos. Essa cobertura deu peso à avaliação do diretor da Quaest, Felipe Nunes, de que o aumento do Bolsa Família não atraiu, por enquanto, mais votos para Lula. Até o momento, veículos de esquerda não cobriram esta rodada nacional; os dados mais favoráveis ao presidente, como a liderança no primeiro turno e a recuperação entre as mulheres, aparecem na cobertura de centro.
Ainda não se sabe se o reajuste do Bolsa Família terá efeito eleitoral nas próximas rodadas, nem como o Tribunal Superior Eleitoral julgará a ação de Renan Santos contra a medida. Também segue em aberto quanto a crise no Supremo pode mover os eleitores independentes: segundo Felipe Nunes, 11% deles pensam em mudar o voto por causa dela.
Briefing
O que importa para você
- O primeiro turno acontece em 4 de outubro, 13 dias depois da divulgação da pesquisa.
- O reajuste de 15% do Bolsa Família foi liberado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
- Desaprovação do governo em 50% e aprovação em 44%.
Onde os lados concordam
- Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula 41% no segundo turno, empate técnico dentro da margem de dois pontos.
- No primeiro turno, Lula lidera com 37% contra 33%, a menor distância da série da Quaest.
- A rejeição dos dois candidatos segue acima de 50%.
O que ainda está incerto
- O Tribunal Superior Eleitoral ainda não julgou a ação de Renan Santos contra o reajuste do Bolsa Família.
- Não se sabe se o reajuste terá efeito no voto dos beneficiários nas próximas rodadas.
- 11% dos eleitores independentes dizem pensar em mudar o voto por causa da crise no Supremo.
Fontes

A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores evangélicos aumentou de 23

É a menor distância entre os dois na série do instituto; presidente lidera numericamente em eventual confronto direto

Levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos



