Quaest: veja como está a corrida presidencial em SP, RJ, MG, PE e DF
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O instituto Quaest divulgou em 8 de setembro de 2026 pesquisas de intenção de voto para presidente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Os levantamentos mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em quatro das cinco unidades e vantagem ampla de Lula em Pernambuco. As entrevistas foram feitas entre 4 e 7 de setembro, logo após as revelações do chamado Caso Master, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois a três pontos percentuais.
Para o enquadramento de esquerda, os números mostram uma disputa que segue competitiva e reforçam que o Nordeste continua sendo a base social mais sólida de Lula, com 51% em Pernambuco. O ponto central, porém, é o ambiente em que a pesquisa foi feita: uma crise no Supremo Tribunal Federal que chegou à cúpula da Polícia Federal e passou a ser convertida em plataforma de campanha pela direita, deslocando o debate programático sobre desigualdade e serviços públicos para o terreno da disputa institucional.
Para o enquadramento de direita, os levantamentos confirmam que a reeleição deixou de ser cenário garantido: Flávio Bolsonaro aparece à frente numericamente no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os três maiores colégios eleitorais entre as unidades pesquisadas.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Nesta matéria: falácia identificada.
As três coberturas partem do mesmo diagnóstico: a corrida presidencial de 2026 está mais equilibrada do que se supunha há poucas semanas, com Lula e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro em quatro das cinco unidades pesquisadas, e a crise aberta no Supremo Tribunal Federal já entrou no cálculo eleitoral dos dois campos.
Uma série de pesquisas divulgada em 8 de setembro de 2026 mediu a corrida presidencial em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Os números mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em quatro das cinco unidades e vantagem folgada de Lula em Pernambuco, com o levantamento feito em meio à crise aberta no Supremo Tribunal Federal.
O instituto Quaest divulgou em 8 de setembro de 2026 uma série de pesquisas de intenção de voto para presidente em quatro estados e no Distrito Federal, e o retrato que sai delas é o de uma disputa apertada. No Distrito Federal, Flávio Bolsonaro tem 31% contra 28% de Lula. Em São Paulo, são 31% para o senador e 30% para o presidente. No Rio de Janeiro, 34% a 32%, também com vantagem numérica de Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais o quadro se inverte, com Lula em 31% e Flávio Bolsonaro em 27%. Em todos esses casos a diferença cabe dentro da margem de erro, que varia de dois a três pontos percentuais. A exceção é Pernambuco, onde Lula marca 51%, contra 21% do adversário.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia. As entrevistas foram feitas entre 4 e 7 de setembro, com eleitores de 16 anos ou mais e nível de confiança de 95%, em amostras que vão de 1.104 pessoas no Distrito Federal a 1.800 em São Paulo, todas com registro no Tribunal Superior Eleitoral. Essa cobertura também registrou o avanço do escritor Augusto Cury, que saiu de patamares próximos de 1% para 8% em São Paulo, no Distrito Federal e em Minas Gerais, e a queda de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, de 31% para 27% desde 25 de agosto. Anotou ainda que o instituto testou um cenário com Pablo Marçal, hoje inelegível e à espera de decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a candidatura.
Veículos de direita enfatizaram o efeito das pesquisas sobre o mercado financeiro. Nessa leitura, a percepção de disputa em aberto derrubou o prêmio de risco cobrado pelos ativos brasileiros: o Ibovespa subiu 3,05% em 2 de setembro, aos 185.205 pontos, o dólar recuou para perto de R$ 5,10 e os juros futuros cederam, no que analistas chamam de trade eleitoral. Gestores e estrategistas ouvidos por essa cobertura sustentam que o mercado passou a atribuir probabilidade maior à alternância de poder e a apostar em correção fiscal e em um ambiente regulatório mais favorável a concessões e licenciamentos. A mesma cobertura pondera que cerca de 90% do orçamento federal é composto de despesas obrigatórias, o que limita qualquer ajuste, e que juros altos nas economias desenvolvidas e o preço das commodities podem se sobrepor ao componente eleitoral.
Veículos de esquerda deslocaram o foco para a crise no Supremo Tribunal Federal, que corre em paralelo à disputa. Nessa leitura, as diligências determinadas pelo ministro André Mendonça, que alcançaram o ministro Alexandre de Moraes e resultaram no afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em 8 de setembro, configuram uma crise de controle recíproco entre instituições às vésperas da eleição. Essa cobertura cobra explicações dos dois ministros, mas aponta que a direita tenta converter o episódio em plataforma de campanha, e cita a fala de Flávio Bolsonaro nos atos de 7 de setembro, segundo a qual quem vota em Lula estaria votando em Alexandre de Moraes.
A divergência entre as coberturas está menos nos números e mais no que eles significam. Para os veículos de direita, o equilíbrio nas pesquisas é sintoma de desgaste do governo e prenúncio de mudança na política econômica. Para os de esquerda, o mesmo equilíbrio é efeito de uma crise institucional instrumentalizada, e o entusiasmo do mercado revela interesse financeiro no resultado do pleito. A cobertura de centro não adere a nenhuma das duas leituras e se limita a apresentar séries comparáveis de intenção de voto por unidade da federação.
O que ainda não se sabe é se a crise no Supremo Tribunal Federal e o afastamento na Polícia Federal, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, terão efeito mensurável na intenção de voto. Também segue pendente a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre Pablo Marçal, e nenhuma das coberturas apresenta números que permitam separar o efeito da crise institucional do efeito da campanha nos estados pesquisados.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.