Lula lidera pesquisas nacionais enquanto Flávio Bolsonaro encurta distância
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Levantamentos divulgados entre 28 de julho e 26 de agosto de 2026 mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente no primeiro turno da disputa presidencial na maior parte das pesquisas nacionais, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduzindo a distância no segundo turno. Datafolha, Quaest, Meio/Ideia e Atlas/Bloomberg apontam vantagem do presidente; Gerp e Real Time Big Data, divulgados em 26 de agosto, mostram cenários de empate ou de vantagem do senador. Todas as pesquisas citadas têm registro no Tribunal Superior Eleitoral, e as diferenças entre elas ficam, em vários cenários, dentro ou perto da margem de erro.
Apesar do estreitamento recente, a média ponderada das pesquisas mantém Luiz Inácio Lula da Silva na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, e a leitura da esquerda é que o quadro se explica menos por adesão ao adversário do que pelo ruído de um único ciclo de notícias no início da campanha.
A leitura da direita é que a corrida virou disputa aberta e que a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva encolheu justamente quando o eleitor passou a acompanhar a campanha e as investigações que atingem o entorno do presidente.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados registram que a distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro diminuiu nas semanas seguintes ao início da campanha, e que vários cenários de segundo turno estão dentro ou no limite da margem de erro. Há convergência também em que a eleição deve ser decidida em segundo turno, já que nenhum candidato alcança os 50% dos votos válidos nas simulações de primeiro turno.
Seis institutos divulgaram pesquisas presidenciais entre o fim de julho e 26 de agosto de 2026. Lula aparece à frente no primeiro turno na maioria dos levantamentos nacionais, e Flávio Bolsonaro encurtou a distância no segundo turno, chegando a liderar em duas medições. Esta análise reúne números, metodologias e as leituras de esquerda, centro e direita.
As pesquisas de intenção de voto divulgadas na última semana de agosto de 2026 desenham um mesmo quadro geral com leituras diferentes conforme o recorte: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as simulações nacionais de primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encurta a distância no segundo turno, chegando a aparecer à frente em dois levantamentos.
A cobertura de centro colocou os números lado a lado. O Datafolha, primeiro instituto a ir a campo integralmente depois do início da campanha, ouviu 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto e registrou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno. No segundo, 47% a 43%, empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos. A Quaest, com 2.004 entrevistas presenciais entre 10 e 13 de agosto, apontou 38% a 31% no primeiro turno e 43% a 40% no segundo. A Atlas/Bloomberg, de 28 de julho, trazia a maior vantagem do presidente: 44,9% a 35,8% no primeiro turno e 47,4% a 37% no segundo. Também de centro veio a divulgação da pesquisa Gerp, em 26 de agosto, com 2.400 entrevistas por telefone em todas as regiões entre 21 e 25 de agosto, que inverteu o cenário: Flávio Bolsonaro com 47% contra 42% de Lula no segundo turno, diferença acima da margem de erro, e empate técnico de 38% a 37% no primeiro. Todos os levantamentos citados têm registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de esquerda enfatizaram a média ponderada. Um agregador que reúne seis pesquisas, entre elas Datafolha, BTG/Nexus, duas rodadas da Quaest, PoderData/Aya e CNT/MDA, calcula Lula com 39,1% e Flávio Bolsonaro com 31,8% no primeiro turno, e 45,1% a 41,2% no segundo. A leitura desse lado é que a liderança do presidente se mantém mesmo com a entrada dos levantamentos mais novos, ainda que a diferença tenha diminuído, e que a eleição sempre tendeu ao segundo turno porque nenhum candidato alcança os 50% dos votos válidos. Essa cobertura registra que o BTG/Nexus divulgado em 24 de agosto trouxe a menor distância do conjunto, 46% a 45%, e que o PoderData/Aya marcou resultado quase idêntico.
Veículos de direita destacaram os pontos em que o senador aparece na frente. Uma pesquisa do Real Time Big Data no Tocantins, com 1.600 eleitores ouvidos entre 21 e 25 de agosto, mostrou empate em 36% no primeiro turno e vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo, 45% a 39%, num estado em que a gestão federal é mais desaprovada, com 51%, do que aprovada, com 46%. Nessa leitura, a rejeição idêntica dos dois candidatos, de 47%, somada à má avaliação do governo, explica o desempenho do senador. Outro veículo do mesmo campo afirmou, sem divulgar números, amostra ou instituto, que pesquisas internas do PL mostram redução da distância, e atribuiu o movimento ao escândalo que envolve o filho do presidente.
O ponto de convergência entre as coberturas é o de que a corrida se estreitou nas últimas semanas. Bastidores relatados pela cobertura de centro indicam que os trackings diários contratados por PP e União Brasil apontam empate técnico com curva de alta para o candidato do PL nos últimos cinco dias, e que dirigentes dessas legendas atribuem a mudança às investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva e sobre o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro. A mesma reportagem registra que integrantes da campanha do presidente afirmam que os trackings contratados pelo PT seguem estáveis, com Lula na liderança, e que cresceu na federação entre PP e União Brasil um movimento para romper a neutralidade e apoiar o senador.
O que ainda não se sabe é se a aproximação é tendência consolidada ou oscilação típica do início de campanha. Nenhuma das coberturas explica a divergência entre os institutos que mostram vantagem do presidente e os que apontam o senador à frente no segundo turno. As pesquisas internas de partido citadas não tiveram números, metodologia nem registro divulgados, e não há informação pública sobre o estágio das investigações que os dirigentes partidários apontam como causa da mudança.
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