O encerramento do prazo de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral, no sábado, 15 de agosto, fechou o desenho da disputa eleitoral no Paraná em 2026. O estado terá nove candidatos ao Senado Federal, concorrendo a duas cadeiras, e oito candidatos ao governo estadual, mesmo número do pleito anterior. A votação de primeiro turno está marcada para 4 de outubro. Todos os registros ainda dependem do aval da Justiça Eleitoral, que analisará a documentação de cada candidatura antes de declarar quem está apto a concorrer.
Na corrida ao Senado, foram registrados Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Reis Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Dr. Rosinha (PT), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Joaquim do MLB (UP), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO). Os números de urna já estão definidos e vão de 100, no caso de Alexandre Curi, a 800, no de Joaquim do MLB.
Na disputa pelo governo do Paraná, o atual governador, Ratinho Junior (PSD), está no segundo mandato e não pode concorrer à reeleição. Ele apoia o ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex (PSD), que tem o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como candidato a vice. Sergio Moro deixou o União Brasil e migrou para o PL, após convite de Flávio Bolsonaro, para poder concorrer ao governo estadual, com Edson Vasconcelos como vice. Pela esquerda, o deputado estadual Requião Filho (PDT), filho do ex-governador Roberto Requião, tem o Partido dos Trabalhadores na coligação e Michele Caputo (Solidariedade) na vaga de vice. Completam a lista Adriano Funileiro (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Samuel de Mattos (PSTU) e Tayná Miessa (UP).
A cobertura de centro se limitou a um índice nacional das candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, reunindo fichas de presidente, governadores, senadores e deputados, sem tratamento específico do quadro paranaense. Veículos de direita produziram o material mais detalhado sobre o estado, com perfis individuais dos candidatos ao governo e a lista completa dos concorrentes ao Senado. Nessa cobertura, os candidatos ligados a partidos de esquerda são apresentados pela militância, enquanto os nomes do grupo governista estadual aparecem descritos por cargos, mandatos e trajetória administrativa; a passagem de Sergio Moro pela operação Lava Jato é citada como credencial, sem menção às contestações judiciais posteriores. Veículos de esquerda não registraram cobertura própria do fechamento das candidaturas no Paraná até o momento, o que deixa sem contraponto a leitura sobre o peso das duas candidaturas do Partido dos Trabalhadores ao Senado, com Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha.
O que ainda não se sabe é quais dessas candidaturas serão efetivamente homologadas. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná examinará cada registro e, a depender do ritmo dos julgamentos, algumas decisões podem sair apenas depois da eleição. Também não estão detalhadas as coligações completas das chapas ao Senado, o tempo de propaganda de cada grupo nem os palanques que os candidatos ao governo terão nas disputas nacional e municipal do estado.