Gleisi Hoffmann disputa Senado no Paraná enquanto TRE avalia Deltan Dallagnol
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →O Paraná chega às eleições de 2026 com o campo da direita competitivo nas duas principais disputas. No Senado, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) enfrentam Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, do PT, enquanto no governo estadual Sandro Alex (PSD), sucessor apoiado por Ratinho Junior, e o senador Sergio Moro (PL) dividem o mesmo eleitorado. O parecer favorável do Ministério Público Eleitoral reforça o argumento de que a cassação de 2023 foi construída sobre processos administrativos que acabaram arquivados por prescrição ou improcedência, sem que nenhum deles chegasse a risco de demissão. Nessa leitura, manter fora do pleito o ex-procurador que teve 344.917 votos em 2022 significa anular a escolha do eleitor com base em pendências que o próprio sistema de controle encerrou sem punição.
O prazo de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral terminou em 15 de agosto de 2026 e fechou o quadro eleitoral do Paraná: nove candidatos disputam as duas vagas ao Senado Federal e oito concorrem ao governo do estado, com votação de primeiro turno marcada para 4 de outubro.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o prazo de registro terminou em 15 de agosto, o Paraná tem nove candidatos ao Senado e oito ao governo, a votação é em 4 de outubro e o parecer do Ministério Público Eleitoral não garante, sozinho, a candidatura de Deltan Dallagnol, porque a decisão cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
O fim do prazo de registro no Tribunal Superior Eleitoral fechou o quadro eleitoral do Paraná: nove candidatos ao Senado e oito ao governo estadual. Quatro dias depois, o Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à candidatura de Deltan Dallagnol, sem que isso reverta a cassação decidida em 2023. A leitura de cada campo sobre a disputa está a seguir.
O encerramento do prazo de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral, no sábado, 15 de agosto de 2026, fechou o quadro da disputa no Paraná. Nove nomes concorrem às duas vagas em jogo no Senado Federal e oito disputam o governo do estado. A votação de primeiro turno está marcada para 4 de outubro, e todos os registros ainda dependem do aval da Justiça Eleitoral, que analisará a documentação de cada candidatura. Dependendo do ritmo do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, alguns julgamentos podem ficar até mesmo para depois da eleição.
Na corrida ao Senado estão registrados Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Reis Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Dr. Rosinha (PT), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Joaquim do MLB (UP), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO). No páreo pelo governo estadual aparecem Adriano Funileiro (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP). O governador Ratinho Junior, no segundo mandato, não pode concorrer e apoia Sandro Alex, seu ex-secretário de Infraestrutura, que tem o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca como candidato a vice. Requião Filho, deputado estadual e filho do ex-governador Roberto Requião, disputa pela esquerda com o PT na coligação.
Quatro dias depois do fim do prazo, em 19 de agosto, o Ministério Público Eleitoral do Paraná apresentou parecer favorável à candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado. No documento, o procurador regional Marcelo Godoy sustenta que a exoneração do ex-procurador do Ministério Público Federal, em novembro de 2021, não impede sua participação no pleito deste ano. A dúvida existe porque, em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro da candidatura pela qual Dallagnol havia sido eleito deputado federal em 2022, com 344.917 votos. Para aquela corte, ele deixou o cargo enquanto ainda estava sujeito a procedimentos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público, e a saída naquele momento configurou fraude à lei. Segundo o novo parecer, 13 daqueles procedimentos foram arquivados por prescrição ou improcedência e os demais foram encerrados antes de qualquer risco de demissão, o que justificaria uma reanálise das condições de elegibilidade.
A cobertura de centro tratou o episódio como questão processual em aberto. Detalhou o histórico da cassação, reproduziu o argumento da Procuradoria e registrou que a tese do ex-procurador, segundo a qual a decisão de 2023 valeu apenas para aquele pleito e não criou inelegibilidade futura, é contestada no debate jurídico. Fez questão de delimitar que o parecer não reverte a decisão anterior nem garante o registro, e que cabe ao tribunal estadual decidir.
Veículos de direita concentraram a cobertura no mapeamento das candidaturas, apresentando com igual espaço as nove chapas ao Senado e as oito ao governo, e destacaram a dinâmica interna do próprio campo: Sandro Alex e Sergio Moro disputam o mesmo eleitorado, e Moro precisou trocar o União Brasil pelo PL, após convite de Flávio Bolsonaro, para poder concorrer ao governo. Nessa cobertura, a eleição para o Senado é apresentada como a mais significativa em disputa.
Até o momento, nenhum veículo de esquerda incorporou o caso à sua cobertura no conjunto analisado. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, é de que reabrir a elegibilidade de um ex-procurador punido por burlar o controle disciplinar da própria corporação enfraquece o mecanismo de responsabilização, sobretudo quando o arquivamento se deu por prescrição, e não por absolvição de mérito.
O que ainda não se sabe é quando o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná julgará o pedido de declaração de elegibilidade, se sua decisão será levada a instâncias superiores e se outras candidaturas registradas no estado serão impugnadas. Também não há informação pública sobre quais dos procedimentos disciplinares foram encerrados por prescrição e quais por improcedência, nem manifestação dos adversários diretos de Dallagnol na disputa paranaense.
Órgão entende que mudanças nos processos disciplinares permitem uma nova análise sobre a situação do ex-procurador da Lava-Jato

Candidatos estão confirmados para a eleição. Saiba na Gazeta do Povo quem está na disputa para governador do Paraná.

Candidatos disputarão as duas cadeiras ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Saiba quem são eles na Gazeta do Povo.
