Real Time Big Data e Datafolha divergem sobre quem lidera em Pernambuco
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalPesquisa mostra empate entre João Campos e Raquel Lyra em PernambucoO candidato do PSB aparece numericamente à frente da atual governadora(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Brasil de FatoReal Time Big Data: João Campos oscila positivamente e segue à frente de Raquel Lyra em PernambucoA pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28) mantém o cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito recifense João Campos (PSB).(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
- UOLRealTime Big Data PE: João Campos e Raquel Lyra empatam no 1º e no 2º turnoRealTime Big Data PE: João Campos e Raquel Lyra empatam no 1º e no 2º turno UOL Notícias(abre em nova aba)
Texto não analisado: o veículo bloqueia leitura automática.
- MetrópolesJoão Campos tem 45% em Pernambuco; Raquel Lyra marca 43%, diz Real TimeEm um segundo turno, João Campos marca 46%, contra 45% de Raquel Lyra, conforme o Real Time/Big Data(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Folha de S.PauloRaquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) seguem tecnicamente empatados, com respectivamente 48% e 44%No voto espontâneo, Lyra lidera com 41% ante 33% de Campos e indecisos são 16%(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- Os dois levantamentos indicam segundo turno provável: nenhum candidato alcança 50% dos votos válidos com folga.
- Real Time Big Data: 45% para Campos e 43% para Lyra, margem de dois pontos, 1.600 entrevistas de 23 a 26 de setembro.
- Datafolha: 48% para Lyra e 44% para Campos, margem de três pontos, 1.204 entrevistas de 22 a 24 de setembro.
- Rejeição alta para os dois principais nomes, entre 31% e 42% conforme o instituto.
Onde os lados divergem
- Veículos de esquerda leem a estabilidade da governadora em 43% como teto eleitoral e tratam o desempenho de Campos na capital e entre mulheres como rejeição à gestão estadual.
- A cobertura de centro coloca os dois levantamentos lado a lado e recusa apontar favorito, destacando metodologia, contratante e margem de erro.
- A chave conservadora, ausente do conjunto, enfatizaria a liderança da governadora no voto espontâneo e a consolidação do voto no interior.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que a disputa pelo governo de Pernambuco está apertada na reta final, que João Campos cresceu desde o fim de agosto e que os dois principais candidatos carregam índices altos de rejeição, o que limita o espaço de crescimento de qualquer um deles.
O que ainda está incerto
- Nenhuma cobertura explica por que institutos que ouviram eleitores em janelas quase idênticas chegam a líderes diferentes.
- Não há reação das campanhas aos números nem medição feita depois de 26 de setembro.
- O efeito das disputas judiciais sobre a composição das chapas no voto final não foi medido.
Dois levantamentos divulgados no mesmo dia dão líderes diferentes na disputa pelo governo de Pernambuco. Um coloca João Campos à frente por dois pontos; o outro, Raquel Lyra à frente por quatro. Reunimos os percentuais, o período de campo, a margem de erro e o registro de cada pesquisa, e mostramos onde as coberturas de esquerda, centro e direita divergem na leitura.
A disputa pelo governo de Pernambuco chegou à reta final da eleição de 2026 com dois retratos incompatíveis divulgados no mesmo dia. Em 28 de setembro, o instituto Real Time Big Data apresentou levantamento que coloca o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 45% das intenções de voto, contra 43% da governadora Raquel Lyra (PSD). Horas depois, o Datafolha divulgou pesquisa com o quadro invertido: Lyra com 48% e Campos com 44%. As duas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral e foram feitas em janelas próximas, mas não coincidentes.
O levantamento do Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores pernambucanos entre 23 e 26 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, sob o registro PE-06087/2026. Além dos dois primeiros colocados, Ivan Moraes (PSOL) e Renan (Missão) aparecem com 2% cada. Em simulação de segundo turno, Campos tem 46% e Lyra, 45%. O Datafolha realizou 1.204 entrevistas presenciais em 48 municípios, de 22 a 24 de setembro, com margem de três pontos e registros PE-08125/2026 e BR-05465/2026; no cenário de segundo turno, aponta 51% para a governadora e 45% para o ex-prefeito.
Há convergências entre os dois retratos. Os dois institutos registram uma disputa apertada, dentro ou no limite da margem de erro no primeiro turno, e os dois mostram crescimento do candidato do PSB desde o fim de agosto. Ambos também indicam rejeição elevada para os dois principais nomes, o que reduz o espaço de crescimento de qualquer um dos lados na última semana de campanha. E os dois descrevem um eleitorado majoritariamente decidido, com fatia relevante ainda incapaz de citar espontaneamente o nome de quem pretende votar.
A divergência aparece na escolha do que cada cobertura destaca. Veículos de esquerda enfatizaram a trajetória ascendente de João Campos, tratando a estabilidade da governadora em 43% ao longo de quatro levantamentos como teto eleitoral, e deram peso aos recortes em que o ex-prefeito vence: capital, Região Metropolitana, eleitorado feminino, faixas de menor renda e escolaridade e o grupo insatisfeito com a gestão estadual. Nessa leitura, o resultado expressa desgaste da administração em curso. A cobertura de centro relatou os números dos dois institutos lado a lado, com metodologia, período de campo, margem de erro, contratante e número de registro, incluindo o detalhe de que o levantamento do Real Time Big Data custou 20 mil reais e foi financiado por uma emissora de televisão, e absteve-se de eleger um favorito. Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de direita sobre este mesmo episódio; o enquadramento habitual desse campo destacaria a liderança da governadora no voto espontâneo, 41% contra 33%, o índice de consolidação de seus eleitores e o desempenho superior no interior, entre evangélicos e entre eleitores de maior renda e escolaridade, além de tratar o empate como variação estatística e não como virada.
O que ainda não se sabe é justamente o que explica a distância entre os dois resultados. Nenhuma das coberturas confronta as metodologias para esclarecer por que institutos que ouviram eleitores em janelas quase idênticas chegam a líderes diferentes, nem detalha a forma de coleta de cada um. Também não há, no material disponível, reação das duas campanhas aos números, novas medições feitas depois de 26 de setembro nem avaliação do efeito que disputas judiciais em curso sobre a composição das chapas podem ter sobre o voto nos últimos dias antes da votação.
Fontes
RealTime Big Data PE: João Campos e Raquel Lyra empatam no 1º e no 2º turno UOL Notícias

Em um segundo turno, João Campos marca 46%, contra 45% de Raquel Lyra, conforme o Real Time/Big Data

No voto espontâneo, Lyra lidera com 41% ante 33% de Campos e indecisos são 16%

Levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Estado de 23 a 26 de setembro; margem de erro é de 2 p.p.. Leia no Poder360.

O candidato do PSB aparece numericamente à frente da atual governadora

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28) mantém o cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito recifense João Campos (PSB).