
Renan Santos ataca alta de Augusto Cury a 10% e pede saída de Moraes do STF
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O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou em ato de 7 de setembro em São Paulo que o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto é a "ascensão da covardia" e do "discurso vazio". Cury apareceu em terceiro lugar na pesquisa Quaest, com 10% das intenções de voto e alta de oito pontos em relação à rodada anterior, movimento também captado pelo Datafolha. No mesmo evento, Renan Santos leu um manifesto que pede a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou em ato de 7 de setembro em São Paulo que o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto é a "ascensão da covardia" e do "discurso vazio".
Direita
Numa leitura de direita, o ato é cobrança de responsabilização institucional em ano eleitoral. O candidato do Missão associa o "estado de coisas" que denuncia ao escândalo do Banco Master e pede a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob o argumento de que essas autoridades falharam no controle.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência reproduzido sem adjetivação própria: as expressões carregadas ("ascensão da covardia", "ciclo de Rivotril", "canalhice") aparecem sempre entre aspas e atribuídas ao candidato e ao deputado. O relato descreve o ato, os números de intenção de voto e o manifesto sem tomar partido, o que caracteriza cobertura de centro apesar do tom das falas citadas.
Perspectivas omitidas
Relato descritivo de quem cobriu o ato: registra o atraso do candidato, as falas sobre eleitores indecisos e gerações mais velhas e o pedido de prisão de ministros feito no palanque. A seleção de trechos coloca em primeiro plano o teor mais duro do discurso, mas o texto não adere a nenhuma leitura ideológica nem qualifica o candidato, ficando no centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O veículo tem perfil editorial à direita, mas isso é apenas pista: o corpo aqui é reprodução do texto de agência, sem adjetivo próprio, sem comentário e sem seleção que favoreça um lado. A confiança fica moderada porque a única marca editorial identificável está fora do corpo, na lista de matérias relacionadas.
Perspectivas omitidas
O candidato à Presidência Renan Santos usou o ato de 7 de setembro em São Paulo para atacar o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas de intenção de voto e para ler um manifesto que pede a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal. A seguir, o que a cobertura de cada lado destacou.
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou no dia 7 de setembro que o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto representa a "ascensão da covardia" e do "discurso vazio". A declaração foi dada em ato de campanha no Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, ao lado do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, organizado para marcar o feriado da Independência. "As pessoas estão viciadas no erro", disse Renan Santos sobre o desempenho do adversário, ao sustentar que quem aderir ao discurso do escritor seguirá em um "ciclo de Rivotril".
O quadro que motivou a fala mudou na semana anterior. Psiquiatra e autor de livros de autoajuda, Augusto Cury apareceu em terceiro lugar na pesquisa Quaest, com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados pelo levantamento, alta de oito pontos em relação à rodada anterior do mesmo instituto. O movimento também foi registrado pelo Datafolha. Com o avanço, Cury passou à frente de nomes que se apresentavam como alternativa aos dois candidatos que polarizam a corrida, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Entre esses nomes está o próprio Renan Santos, que até agora não ocupou esse espaço.
No mesmo ato, o candidato leu um manifesto com críticas ao que chamou de "estado de coisas" responsável pela dimensão do escândalo do Banco Master. O texto pede a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado federal Kim Kataguiri, do mesmo partido, discursou antes e pediu a prisão de Moraes, além de acusar as demais candidaturas de não terem independência para endossar a cobrança. Na semana anterior, Toffoli havia suspendido a campanha digital de Renan Santos e depois revogado a própria decisão.
A cobertura de centro tratou o episódio como disputa de campanha e deu peso ao ataque do candidato aos eleitores indecisos e às gerações mais velhas, além do pedido de prisão de ministros apresentado no palanque. Veículos de direita reproduziram a íntegra das falas com foco na cobrança de responsabilização do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, e um deles acrescentou o momento em que o próprio Renan Santos conteve as vaias da militância contra um jornalista que havia perguntado sobre propostas para o eleitorado feminino. Veículos de esquerda não registraram o ato até o momento, de modo que o contraponto crítico ao pedido de afastamento de autoridades não aparece no conjunto de reportagens reunido nesta página.
Ainda não se sabe como Augusto Cury responderá às declarações, nem se o crescimento captado por Quaest e Datafolha se sustenta nas próximas rodadas de pesquisa. Também não há manifestação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República sobre o manifesto, e não está claro que tramitação os pedidos de afastamento terão no Senado, a quem cabe julgar ministros da Corte.
As quatro reportagens convergem nos fatos centrais: a fala de Renan Santos sobre a "ascensão da covardia", o local e a data do ato em São Paulo, o manifesto que pede a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e a participação de Kim Kataguiri pedindo a prisão de Moraes.


Renan Santos atacou os 3 primeiros colocados nas pesquisas eleitorais e pediu prisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes

Candidato do Missão discursou em ato na capital paulista

Candidato do Missão pediu saída de Moraes, Toffoli, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet em ato em frente ao monumento do Obelisco
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Publicado por veículo de perfil à direita, mas o corpo é factual e chega a incluir cena desfavorável ao ambiente da campanha, quando a militância hostiliza a pergunta de um jornalista sobre propostas para o eleitorado feminino. Expressões duras aparecem sempre entre aspas e atribuídas. Sinais de enquadramento próprio são fracos, o que sustenta CENTER.
Perspectivas omitidas
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