Renan Santos chama alta de Augusto Cury a 10% de 'ascensão da covardia'
3 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
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Como decidimos →Em ato de Sete de Setembro em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, na zona sul de São Paulo, o candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou que o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto é a “ascensão da covardia” e do “discurso vazio”. Cury apareceu em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada na semana anterior, com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados, oito pontos acima da rodada anterior, alta também registrada pelo Datafolha. No mesmo evento, Renan Santos leu um manifesto que pede a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado federal Kim Kataguiri, do mesmo partido, discursou antes e pediu a prisão de Moraes.
Veículos de direita registraram o ato como afirmação de uma candidatura que se recusa a moderar o discurso contra o que chama de aparelhamento das instituições. Renan Santos leu um manifesto que liga o escândalo do Banco Master ao “estado de coisas” das instituições federais e cobrou a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura converge no núcleo factual: em 7 de setembro, no Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, em São Paulo, Renan Santos chamou o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas de “ascensão da covardia”, leu um manifesto pedindo a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal, e Kim Kataguiri pediu a prisão de Moraes no mesmo ato.
Em ato de Sete de Setembro no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, o candidato à Presidência Renan Santos classificou como “ascensão da covardia” o crescimento de Augusto Cury, que chegou a 10% na pesquisa Quaest. No mesmo evento, leu um manifesto pedindo a saída de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, do diretor-geral da Polícia Federal e do procurador-geral da República.
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou em 7 de setembro de 2026 que o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto representa a “ascensão da covardia”. A declaração foi dada durante ato de Sete de Setembro promovido pela campanha em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, perto do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Segundo o candidato, os eleitores que aderem ao que ele chamou de “discurso vazio” do adversário seguirão em um “ciclo de Rivotril”. “As pessoas estão viciadas no erro”, disse ele sobre o desempenho de Cury.
Escritor de livros de autoajuda, Augusto Cury apareceu em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada na semana anterior ao ato, com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados pelo levantamento, oito pontos a mais do que na rodada anterior. A alta também foi registrada pelo Datafolha. Com esse movimento, Cury passou à frente de concorrentes que se apresentavam como alternativa a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a Flávio Bolsonaro, do PL, entre eles o próprio Renan Santos. Ainda assim, os candidatos do PT e do PL seguem polarizando a disputa, segundo os mesmos levantamentos.
No ato, Renan Santos leu um manifesto com críticas ao “estado de coisas” que, no argumento dele, levou à dimensão tomada pelo escândalo do Banco Master. O documento pede a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Antes do presidenciável, discursou o deputado federal Kim Kataguiri, do mesmo partido, que pediu a prisão de Alexandre de Moraes e acusou as demais candidaturas de não terem independência para reforçar o pedido. Kataguiri também criticou Dias Toffoli, que na semana anterior suspendeu a campanha digital de Renan Santos e depois voltou atrás da decisão.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma descritiva, com repórter no local, e acrescentou elementos que não aparecem nas versões de agência: o atraso do candidato, que começou a discursar cerca de uma hora e meia depois do previsto, e as críticas dele a eleitores indecisos e às gerações mais velhas, com a frase de que não dá para “ser legal com quem não sabe o que quer”. Veículos de direita reproduziram o relato factual do ato e deram peso ao manifesto contra o Supremo Tribunal Federal e ao episódio da suspensão da campanha digital; uma dessas versões foi a única a registrar que a militância hostilizou um jornalista que perguntou sobre propostas para o eleitorado feminino e que o próprio candidato conteve as vaias, dizendo que a pergunta era boa. Veículos de esquerda não publicaram nada sobre o ato até o momento, e essa ausência é parte do quadro: o pedido de saída de ministros do STF e o pedido de prisão de um deles circularam sem contraponto editorial desse campo.
Há lacunas relevantes em toda a cobertura. Nenhuma reportagem traz resposta de Augusto Cury às acusações, nem manifestação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República sobre o manifesto. Também não está detalhado que caminho institucional a candidatura pretende usar para viabilizar a saída dos ministros, já que o afastamento de integrante do STF depende de processo no Senado. O escândalo do Banco Master e o nome do empresário citado nos discursos aparecem como contexto pressuposto, sem explicação dos fatos, e o público presente ao ato não foi estimado por nenhum dos textos.
Cinco candidatos à Presidência ainda aguardam julgamento do TSE, entre eles Pablo Marçal, Augusto Cury e Renan Santos.

Renan diz que ascensão de Cury é 'covardia' e 'ciclo de rivotril': 'Discurso vazio'


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