Pesquisa Quaest aponta Sergio Moro com 37% e Requião Filho com 21% no Paraná
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A leitura à esquerda concentra-se no movimento dos números, e não na fotografia estática: em relação ao levantamento do mesmo instituto no fim de julho, Sergio Moro perdeu dois pontos e Requião Filho ganhou três, o que reduz a distância entre os dois e reforça a hipótese de um segundo turno. Nesse enquadramento, o candidato do PDT aparece como a alternativa capaz de organizar o campo popular no Paraná, enquanto Sandro Alex, apadrinhado do governador Ratinho Junior, patina em terceiro. A esquerda também destaca que 44% dos eleitores admitem mudar o voto no governo e 53% na disputa pelo Senado, além do desempenho de Gleisi Hoffmann na corrida senatorial, para sustentar que a eleição estadual ainda não está decidida.
Pesquisa do instituto Quaest divulgada em 24 de agosto de 2026 mostra o senador Sergio Moro (PL) com 37% das intenções de voto na disputa pelo governo do Paraná, seguido pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), com 21%, e por Sandro Alex (PSD), com 15%.
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Todos os lados registram os mesmos percentuais: Sergio Moro (PL) com 37%, Requião Filho (PDT) com 21% e Sandro Alex (PSD) com 15% no primeiro turno, e vitória de Moro nos dois cenários de segundo turno em que ele aparece. Há convergência também sobre a ficha técnica: 804 entrevistas entre 20 e 23 de agosto, nível de confiança de 95% e registro PR-05388/2026 na Justiça Eleitoral.
Uma pesquisa do instituto Quaest sobre a eleição para o governo do Paraná colocou Sergio Moro à frente com 37% das intenções de voto e Requião Filho em segundo, com 21%. O levantamento também testou três cenários de segundo turno e mediu a disputa pelas duas vagas do estado no Senado. Esta análise reúne o que cada lado da cobertura destacou e as lacunas que os números ainda não respondem.
O senador Sergio Moro (PL) aparece com 37% das intenções de voto na disputa pelo governo do Paraná, contra 21% do deputado estadual Requião Filho (PDT), segundo pesquisa do instituto Quaest divulgada na segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador Ratinho Junior, aparece em terceiro, com 15%. Luiz França (Missão) e Tayná Miessa (Unidade Popular) marcam 1% cada, e Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) não pontuaram. Os indecisos somam 18%, e brancos, nulos e quem afirma que não vai votar chegam a 7%.
O levantamento ouviu 804 eleitores paranaenses entre os dias 20 e 23 de agosto, tem nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-05388/2026. Foi contratado por uma emissora de televisão que atua no estado.
O instituto testou três cenários de segundo turno. No confronto entre os dois primeiros colocados, Sergio Moro tem 51% e Requião Filho, 27%. Na segunda simulação, Moro faz 48% contra 19% de Sandro Alex. Na terceira, sem o senador na disputa, Requião Filho lidera com 37%, ante 24% do candidato do PSD. A mesma pesquisa mediu a corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado: Alexandre Curi (Republicanos) tem 15%, Gleisi Hoffmann (PT) tem 11%, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) empatam com 9% cada, Cristina Graeml (PSD) marca 8% e Dr. Rosinha (PT), 6%. Os indecisos para o Senado somam 28%.
Os números do levantamento são idênticos em toda a cobertura, e é aí que termina a convergência. Veículos de esquerda dividiram-se no enquadramento. Parte dessa cobertura abriu pela vantagem do senador, registrando que ele lidera com folga e venceria qualquer adversário no segundo turno. Outra parte organizou a notícia em torno do movimento entre pesquisas: em relação ao levantamento do mesmo instituto no fim de julho, Sergio Moro perdeu dois pontos e Requião Filho ganhou três, o que, nessa leitura, reforça a possibilidade de um segundo turno entre os dois. Essa mesma cobertura destacou que 44% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto para governador e 53% para o Senado, e deu relevo ao desempenho de Gleisi Hoffmann na corrida senatorial.
A cobertura de centro relatou os dados sem hierarquia narrativa entre candidatos: listou os percentuais dos três cenários de segundo turno, informou o custo do levantamento, o número de entrevistas, o período de campo e o registro na Justiça Eleitoral, sem comparar o resultado com pesquisas anteriores. Um desses textos apresentou margem de erro de dois pontos percentuais no corpo da matéria, enquanto a ficha técnica registrada e as demais versões indicam três pontos.
Até o fechamento desta análise, nenhum veículo de direita do conjunto examinado havia publicado sobre o levantamento. A leitura que esse campo costuma fazer de um resultado como este passa pela consolidação do favorito: 16 pontos de vantagem no primeiro turno, 24 pontos no cenário direto de segundo turno, 52% somados entre os dois nomes do campo de centro-direita e a informação de que 56% dos eleitores já consideram definitiva a escolha do candidato a governador.
O que ainda não se sabe é se a variação entre os dois levantamentos configura tendência ou ruído estatístico, já que oscilações de dois e três pontos ficam dentro da margem de erro declarada. Também não há nas matérias dados de rejeição dos candidatos, nem informação sobre como se comportariam os eleitores de Sandro Alex caso ele não chegue ao segundo turno, nem pesquisas de outros institutos no mesmo período que permitam checar a consistência do quadro. A divergência sobre a margem de erro entre as versões publicadas segue sem correção.
O senador aparece 16 pontos à frente do segundo colocado, Requião Filho

Candidato do PDT ao governo cresceu de 18% para 21% e o ex-juiz, candidato do PL, caiu de 39% para 37% no 1º turno, na comparação entre julho e agosto; Gleisi Hoffmann (PT) está em 2º para o Senado

Pesquisa mostra o candidato do PL à frente no 1º turno da disputa para o governo do Estado; margem de erro é de 3 p.p.. Leia no Poder360.
