O senador Sergio Moro (PL) aparece com 37% das intenções de voto na disputa pelo governo do Paraná, contra 21% do deputado estadual Requião Filho (PDT), segundo pesquisa do instituto Quaest divulgada na segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador Ratinho Junior, aparece em terceiro, com 15%. Luiz França (Missão) e Tayná Miessa (Unidade Popular) marcam 1% cada, e Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) não pontuaram. Os indecisos somam 18%, e brancos, nulos e quem afirma que não vai votar chegam a 7%.
O levantamento ouviu 804 eleitores paranaenses entre os dias 20 e 23 de agosto, tem nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-05388/2026. Foi contratado por uma emissora de televisão que atua no estado.
O instituto testou três cenários de segundo turno. No confronto entre os dois primeiros colocados, Sergio Moro tem 51% e Requião Filho, 27%. Na segunda simulação, Moro faz 48% contra 19% de Sandro Alex. Na terceira, sem o senador na disputa, Requião Filho lidera com 37%, ante 24% do candidato do PSD. A mesma pesquisa mediu a corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado: Alexandre Curi (Republicanos) tem 15%, Gleisi Hoffmann (PT) tem 11%, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) empatam com 9% cada, Cristina Graeml (PSD) marca 8% e Dr. Rosinha (PT), 6%. Os indecisos para o Senado somam 28%.
Os números do levantamento são idênticos em toda a cobertura, e é aí que termina a convergência. Veículos de esquerda dividiram-se no enquadramento. Parte dessa cobertura abriu pela vantagem do senador, registrando que ele lidera com folga e venceria qualquer adversário no segundo turno. Outra parte organizou a notícia em torno do movimento entre pesquisas: em relação ao levantamento do mesmo instituto no fim de julho, Sergio Moro perdeu dois pontos e Requião Filho ganhou três, o que, nessa leitura, reforça a possibilidade de um segundo turno entre os dois. Essa mesma cobertura destacou que 44% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto para governador e 53% para o Senado, e deu relevo ao desempenho de Gleisi Hoffmann na corrida senatorial.
A cobertura de centro relatou os dados sem hierarquia narrativa entre candidatos: listou os percentuais dos três cenários de segundo turno, informou o custo do levantamento, o número de entrevistas, o período de campo e o registro na Justiça Eleitoral, sem comparar o resultado com pesquisas anteriores. Um desses textos apresentou margem de erro de dois pontos percentuais no corpo da matéria, enquanto a ficha técnica registrada e as demais versões indicam três pontos.
Até o fechamento desta análise, nenhum veículo de direita do conjunto examinado havia publicado sobre o levantamento. A leitura que esse campo costuma fazer de um resultado como este passa pela consolidação do favorito: 16 pontos de vantagem no primeiro turno, 24 pontos no cenário direto de segundo turno, 52% somados entre os dois nomes do campo de centro-direita e a informação de que 56% dos eleitores já consideram definitiva a escolha do candidato a governador.
O que ainda não se sabe é se a variação entre os dois levantamentos configura tendência ou ruído estatístico, já que oscilações de dois e três pontos ficam dentro da margem de erro declarada. Também não há nas matérias dados de rejeição dos candidatos, nem informação sobre como se comportariam os eleitores de Sandro Alex caso ele não chegue ao segundo turno, nem pesquisas de outros institutos no mesmo período que permitam checar a consistência do quadro. A divergência sobre a margem de erro entre as versões publicadas segue sem correção.