Justiça Eleitoral fiscalizará IA enquanto campanhas disputam a Geração Z
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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8 fontes políticas
A campanha eleitoral de 2026 chegou à segunda semana com três movimentos simultâneos. A Justiça Eleitoral prepara a fiscalização do uso de inteligência artificial na propaganda, seguindo regras divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março, que permitem a tecnologia desde que o conteúdo seja identificado como artificial. No Distrito Federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) informou ter recebido mais de 100 denúncias de propaganda irregular pelo aplicativo Pardal, ainda sem caso de uso indevido de inteligência artificial em análise. Ao mesmo tempo, candidatos estaduais cumprem agendas de rua no Amapá e no Maranhão, partidos de esquerda e de direita disputam os 18,7 milhões de eleitores entre 16 e 24 anos, e os tribunais regionais abrem serviços ao eleitor, do transporte para pessoas com deficiência à consulta de local de votação e de processos judiciais de candidatos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se houver, para 25 de outubro.
Para veículos de esquerda, o que está em jogo nesta fase da campanha é quem consegue efetivamente votar e quem consegue ser ouvido. A abertura dos pedidos de transporte gratuito pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo expõe a dimensão do problema: mais de 510 mil eleitores paulistas declararam alguma deficiência e mais de 158 mil relataram dificuldade de locomoção, num programa que depende da adesão de cada prefeitura e que já nasce com 245 municípios participantes e sem direito a recurso em caso de negativa.
Para veículos de direita, a chave desta fase é o eleitor que fiscaliza por conta própria e a competição aberta por atenção nas redes. O acesso ao Processo Judicial Eletrônico da Justiça Eleitoral e ao sistema de divulgação de candidaturas é tratado como ferramenta de responsabilidade individual: qualquer cidadão pode checar o histórico judicial de quem pede seu voto, sem cadastro e sem intermediário, desde que entenda que processo não é condenação e verifique fase, autor e movimentação.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados tratam como fato incontroverso que o uso de inteligência artificial em campanha é permitido desde que identificado, que a Justiça Eleitoral já montou estrutura de fiscalização e recebe denúncias pelo aplicativo Pardal, e que o calendário e os serviços ao eleitor, do transporte acessível à consulta de local de votação e de processos de candidatos, são informação de utilidade pública.
A campanha de 2026 entrou na segunda semana com o Tribunal Superior Eleitoral e os tribunais regionais definindo como vão fiscalizar conteúdo produzido por inteligência artificial, enquanto candidatos e partidos disputam os 18,7 milhões de eleitores entre 16 e 24 anos. Ao mesmo tempo, a Justiça Eleitoral abriu serviços ao eleitor para o primeiro turno de 4 de outubro.
A campanha eleitoral de 2026 entrou na segunda semana com três frentes correndo em paralelo: a rotina de rua dos candidatos estaduais, a preparação da Justiça Eleitoral para fiscalizar o uso de inteligência artificial na propaganda e a disputa aberta pelo voto dos eleitores mais jovens. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se houver, para 25 de outubro. As atividades oficiais de campanha começaram em 16 de agosto.
No Distrito Federal, o Tribunal Regional Eleitoral informou que já recebeu mais de 100 denúncias de propaganda irregular pelo aplicativo Pardal no período pré-eleitoral, ainda sem nenhum caso de uso indevido de inteligência artificial em análise. As regras que valem para a disputa foram divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral no início de março e permitem o uso da tecnologia desde que o conteúdo seja identificado de forma clara como artificial e informe qual ferramenta foi utilizada. Segundo o juiz eleitoral Vitor Feltrim, material falso ou ofensivo pode ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e resultar em remoção do conteúdo, multa e, nos casos mais graves, em consequências sobre o registro da candidatura ou o mandato do eleito. A fiscalização não se limita aos perfis oficiais: publicações de apoiadores e de terceiros também podem ser investigadas.
A cobertura de centro concentrou-se nesse eixo institucional e no dia a dia das campanhas estaduais. No Amapá, cinco candidatos ao governo cumpriram agendas de reuniões, caminhadas e adesivaços em Macapá, Mazagão, Porto Grande e Cutias do Araguari, com produção de conteúdo para redes sociais aparecendo na programação oficial ao lado das atividades de rua. No Maranhão, Eduardo Braide, do PSD, fez entrevista em rádio e caminhada em Pedreiras e defendeu industrializar a produção do estado e ampliar o apoio técnico a produtores rurais para manter emprego e renda no próprio território. A disputa pelo eleitorado entre 16 e 24 anos, estimado em 18,7 milhões de pessoas, também foi tratada como cobertura factual: o deputado federal Nikolas Ferreira publica vídeos dirigidos a esse público, a Juventude do PT lançou a campanha 'Brota na urna', o senador Flávio Bolsonaro dançou um funk feito em sua homenagem em evento em Rondônia e o pré-candidato Renan Santos anuncia-se como representante da geração Z.
Os três lados convergem no essencial: o calendário, as regras e os serviços da Justiça Eleitoral são tratados como informação de utilidade pública, sem contestação. Todos registram que o uso de inteligência artificial é permitido quando identificado, que a fiscalização já está montada e que o eleitor tem canais oficiais para se informar antes de votar.
A diferença está na ênfase. Veículos de esquerda deram destaque à dimensão de acesso e de método: a abertura, entre 24 de agosto e 14 de setembro, dos pedidos de transporte gratuito para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida em São Paulo, onde mais de 510 mil pessoas declararam alguma deficiência e mais de 158 mil relataram dificuldade de locomoção, com adesão de 245 municípios e sem direito a recurso em caso de negativa; e a discussão técnica sobre como institutos estimam a abstenção, com modelos de eleitor provável que atribuem peso menor a quem demonstra desinteresse, tema que ganhou relevo depois das divergências entre a última pesquisa e o resultado do primeiro turno de 2022.
Veículos de direita enfatizaram o eleitor que fiscaliza sozinho. Um dos textos explica passo a passo como consultar processos públicos de candidatos no Processo Judicial Eletrônico da Justiça Eleitoral, sem cadastro, com alerta repetido de que a existência de ação não significa condenação e recomendação de checar instância, partes e última movimentação. Outro detalha a consulta de local de votação pelo Autoatendimento Eleitoral e pelo aplicativo e-Título, incluindo a advertência de que o local pode ter mudado desde o pleito anterior.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das coberturas informa quantas das mais de 100 denúncias recebidas pelo aplicativo Pardal viraram representação eleitoral, nem quais ferramentas de detecção de conteúdo artificial os tribunais efetivamente usam e com que taxa de acerto. Também não há dado sobre quantos pedidos de transporte serão atendidos, quantos municípios ficaram fora do programa e por quê. E não há, até aqui, pesquisa divulgada que meça a preferência do eleitor de 16 a 24 anos, o público que as campanhas dizem estar disputando.
O TRE-DF fiscaliza o uso de inteligência artificial nas eleições 2026 e alerta que propagandas irregulares podem resultar em multas e cassação de candidaturas.

Após o início das atividades em 16 de agosto, candidatos cumprem compromissos neste domingo (23). Primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida precisam fazer a solicitação on-line ou em um cartório eleitoral para pedir o transporte

O que é likely voter, como é o cálculo de votos válidos nas pesquisas eleitorais e por que o cálculo de abstenção é essencial nas eleições 2026

A esquerda e a direita já deram início à disputa pelo eleitorado jovem, um público estimado em 18,7 milhões de pessoas entre 16 e 24 anos.

Candidato do PSD participou de entrevista em rádio e caminhada em Pedreiras; propostas incluem industrialização da produção e apoio técnico aos produtores rurais.

Consulta pode ser feita pela internet e permite verificar processos públicos envolvendo candidatos; veja o passo a passo

Primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro
