O instituto Quaest divulgou em 24 de agosto de 2026 uma série de pesquisas de intenção de voto para governo e Senado em cinco estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas e Maranhão. No mesmo dia veio a público um levantamento do instituto Alfa Inteligência sobre a disputa às duas vagas de senador pelo Paraná. Todos os estudos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, exceto o do Alfa Inteligência, cuja margem é de 2,8 pontos.
No Paraná, Sergio Moro (PL) aparece com 37% das intenções de voto para o governo estadual no cenário estimulado, contra 21% de Requião Filho (PDT) e 15% de Sandro Alex (PSD). Nas simulações de segundo turno, Moro vence Requião Filho por 51% a 27% e Sandro Alex por 48% a 19%. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) lidera com 44%, ante 25% de Orleans Brandão (MDB) e 6% de Felipe Camarão (PT). No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), com 26%, e Juliana Brizola (PDT), com 23%, estão tecnicamente empatados; num eventual segundo turno entre os dois, a pedetista tem 36% e Zucco, 33%. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) soma 42% e João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), 40%, também dentro da margem de erro, com empate em 42% a 42% na simulação de segundo turno.
As disputas ao Senado, em que cada estado elege duas cadeiras, aparecem bem mais indefinidas. Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) tem 19%, Carlos Bolsonaro (PL), 16%, Carol de Toni (PL), 12%, e Décio Lima (PT), 9%, em empates técnicos sucessivos. No Rio Grande do Sul, cinco nomes empatam: Manuela d'Ávila (PSOL) com 12%, Marcel van Hattem (Novo) e Paulo Pimenta (PT) com 9%, Germano Rigotto (MDB) e Sanderson (PL) com 8%. Em Alagoas, Arthur Lira (PP) tem 20%, Renan Calheiros (MDB), 18%, e Marina JHC (PSDB), 15%. No Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), Gleisi Hoffmann (PT), Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ficam entre 15% e 9%, todos dentro da margem. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) lidera com 16%, seguida de Weverton Rocha (PDT), com 11%.
Toda a cobertura converge num ponto: o eleitor ainda está longe de decidir. Nas perguntas espontâneas, quando nenhum nome é apresentado, os indecisos vão de 64% na disputa pelo governo do Maranhão a 90% na corrida ao Senado pelo Paraná. Os textos também repetem, em bloco, a metodologia, o número de entrevistados, a empresa contratante de cada levantamento e o código de registro no tribunal.
Os veículos de direita, responsáveis pela maior parte das matérias, organizaram a cobertura em torno das lideranças e das simulações de segundo turno, publicando os resultados estado por estado e acrescentando um bloco fixo que lembra as discrepâncias entre pesquisas e urnas em 2022. A cobertura de centro tomou outro caminho: tratou de uma rodada que ainda nem foi a campo, a do Pará, marcada para ser realizada entre 25 e 28 de agosto e divulgada no dia 29, e contextualizou que será a primeira medição depois da circulação de vídeos íntimos atribuídos ao pré-candidato Dr. Daniel Santos (Podemos), adversário da governadora Hana Ghassan (MDB). Essa matéria detalha o desenho do questionário, o custo de R$ 92.259,00 e os números da rodada anterior, de 27 de julho, quando a governadora tinha 24% e o adversário, 20%. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria desta rodada, o que deixa sem contraponto a leitura de estados em que candidatos do PT, do PDT e do PSOL aparecem competitivos.
Ainda não se sabe se os empates técnicos vão resistir ao avanço da propaganda eleitoral, nem qual será o efeito da circulação dos vídeos sobre a disputa no Pará, cujo resultado só aparece no levantamento do dia 29. As matérias tampouco medem rejeição na maior parte dos estados, não comparam os números com rodadas anteriores e não avaliam a relação entre os palanques estaduais e a corrida presidencial. Há ainda uma inconsistência não corrigida: na pesquisa do Alfa Inteligência para o Senado pelo Paraná, o percentual de eleitores que não sabem ou não responderam aparece como 138%, valor impossível que o texto publica sem ressalva.