Eduardo Paes lidera governo do Rio enquanto Benedita da Silva puxa o Senado
4 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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6 fontes políticas
Dois institutos divulgaram na mesma semana levantamentos sobre a disputa pelo governo do Rio de Janeiro e pelas duas vagas fluminenses no Senado. O Paraná Pesquisas, que ouviu 1.600 eleitores entre 22 e 24 de agosto, aponta Eduardo Paes (PSD) com 44,5% das intenções de voto, contra 15,5% de Douglas Ruas (PL) e 11,6% de Anthony Garotinho (Republicanos), com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A Quaest, que entrevistou 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto por encomenda de um grupo de comunicação, registra Paes com 37%, Ruas com 14% e Garotinho com 7%, com margem de 3 pontos, e mostra o líder vencendo os dois cenários de segundo turno testados. Para o Senado, Benedita da Silva (PT) lidera com 29,6% no cenário estimulado, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos), com 21%, e Pedro Paulo (PSD), com 16,4%. São 16 candidatos disputando duas cadeiras, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As duas pesquisas divulgadas no Rio de Janeiro confirmam a vantagem de Eduardo Paes (PSD), mas também expõem o teto do ex-prefeito: ele é rejeitado por 41% dos eleitores em um dos levantamentos e por 25,3% em outro, e perde na única segmentação em que o eleitorado se declara bolsonarista, onde Douglas Ruas (PL) aparece com 29% contra 22%.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
A divergência é de conteúdo, não só de tom. Veículos de direita publicaram os índices de rejeição, com Anthony Garotinho (Republicanos) rejeitado por 40,3% e Eduardo Paes por 25,3%, e anexaram ressalva sobre a confiabilidade das pesquisas depois das discrepâncias de 2022, enquadrando os levantamentos como instrumento que mexe com partidos e mercado financeiro. A cobertura de centro tratou os números como retrato válido do momento e foi a única a informar que a elegibilidade de Garotinho ainda depende de julgamento no Tribunal Regional Eleitoral por condenação em improbidade administrativa.
Toda a cobertura converge em três pontos: Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo governo do Rio de Janeiro com folga nos dois institutos, Douglas Ruas (PL) é o segundo colocado em todos os cenários e Benedita da Silva (PT) está à frente na corrida pelas duas vagas ao Senado, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos). Há acordo também sobre a fatia elevada de eleitores indecisos e sobre a validade metodológica dos levantamentos, ambos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Dois institutos mediram a disputa fluminense na mesma semana e chegaram à mesma hierarquia com números diferentes: Eduardo Paes (PSD) aparece com 44,5% em um levantamento e 37% no outro, à frente de Douglas Ruas (PL) e de Anthony Garotinho (Republicanos). Na corrida pelas duas vagas ao Senado, Benedita da Silva (PT) lidera com 29,6%, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos).
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro e pelas duas vagas fluminenses no Senado ganhou dois retratos quase simultâneos a poucos dias do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 1.600 eleitores entre 22 e 24 de agosto, mostrou o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com 44,5% das intenções de voto, 29 pontos percentuais à frente de Douglas Ruas (PL), com 15,5%, e de Anthony Garotinho (Republicanos), com 11,6%. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. Num cenário testado sem Garotinho, Paes chega a 48,3% e Ruas sobe para 18,6%.
A Quaest, que entrevistou 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto por encomenda de um grupo de comunicação, apontou percentuais menores e a mesma hierarquia: Paes com 37%, Ruas com 14% e Garotinho com 7%, dentro de margem de erro de 3 pontos. Nos dois cenários de segundo turno testados, o líder venceria: 50% a 20% contra Ruas e 53% a 12% contra Garotinho. Para 58% dos entrevistados o voto é definitivo, enquanto 42% dizem que ainda podem mudar a escolha até 4 de outubro, data do primeiro turno.
Na corrida pelas duas cadeiras do Senado, com 16 candidatos registrados, Benedita da Silva (PT) lidera o cenário estimulado com 29,6%, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos), com 21%, e por Pedro Paulo (PSD), com 16,4%. Carlos Jordy (PL) soma 11,9% e Carlos Portinho (PL), 10,6%. No mesmo dia, um levantamento no Amazonas mostrou o senador Eduardo Braga (MDB) na liderança com 25%, em empate técnico triplo com Capitão Alberto Neto (PL), Plínio Valério (PSDB) e Wilson Lima (União Brasil).
A cobertura de centro relatou os números sem enquadramento valorativo, detalhou as metodologias e destacou o tamanho da indecisão: no cenário espontâneo da Quaest, 69% dos eleitores fluminenses não citaram nenhum nome para o governo, e no espontâneo do outro instituto 81,4% não indicaram candidato ao Senado. Também registrou o peso das alianças nacionais medido no campo, com 38% preferindo um governador independente, 32% um aliado de Flávio Bolsonaro e 25% um aliado de Lula, além da avaliação do governo de Ricardo Couto, aprovado por 38% e desaprovado por 20%.
Veículos de direita publicaram a mesma tabela de números, mas acrescentaram os índices de rejeição, com Garotinho rejeitado por 40,3% e Paes por 25,3%, e abriram espaço para uma ressalva metodológica, lembrando que pesquisas divulgadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas e que os levantamentos influenciam decisões de partidos, de lideranças e do mercado financeiro. Parte da cobertura de centro, por sua vez, registrou que a elegibilidade de Garotinho ainda será julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral, em razão de condenação por improbidade administrativa no período em que ele foi secretário de Governo, informação ausente da cobertura de direita mesmo quando ela publica o cenário simulado sem o candidato. Nenhum veículo de esquerda do acervo divulgou os levantamentos nesta rodada, o que deixa a disputa fluminense sem o enquadramento que costuma acompanhar candidaturas como a de Benedita da Silva, hoje a mais bem posicionada na corrida ao Senado.
Ainda não se sabe o que explica a diferença de 7,5 pontos percentuais entre os dois institutos para o mesmo candidato em períodos de campo praticamente coincidentes, nem qual será o efeito do início da propaganda gratuita sobre um eleitorado em que 42% admitem mudar de voto. Também não há data anunciada para o julgamento da elegibilidade de Garotinho, e nenhuma das reportagens apresenta índices de rejeição para os candidatos ao Senado.
Instituto ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto; margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) foi encomendada pela Globo. Margem de erro é de três pontos percentuais.

Eduardo Paes segue na liderança, mostra Paraná Pesquisas

Estado tem 16 candidatos na disputa por duas vagas no órgão máximo do Congresso Nacional

Levantamento ouve 1.302 eleitores e testa cenários de segundo turno, rejeição aos candidatos e o peso dos apoios de Lula e Flávio Bolsonaro

Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas mostra como está o cenário eleitoral no Rio de Janeiro para 2026. Leia na Gazeta do Povo.
