Lula e Flávio Bolsonaro abrem campanha presidencial em redutos históricos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Folha de S.PauloCandidatos à Presidência em 2026 voltam às origens para largada oficial das campanhas eleitoraisPresidenciáveis escolheram lugares que representam trajetórias políticas(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- MetrópolesCandidatos voltam às origens para lançar campanhas presidenciaisPrincipais nomes ao Planalto vão lançar, neste domingo (16/8), as campanhas para as eleições gerais de 2026(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A partir de 16 de agosto é legal pedir voto, fazer comício e impulsionar propaganda paga na internet; antes disso, não.
- Comícios podem usar sonorização fixa entre 8h e 24h e alto-falantes entre 8h e 22h, respeitada distância mínima de 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e sedes de Poderes.
- Cada candidato pode publicar até dez anúncios pagos por veículo na imprensa escrita.
- O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão só começa em 28 de agosto.
Onde os lados divergem
- A cobertura de centro insere contexto que pesa sobre a direita, ao lembrar os ataques ao Supremo Tribunal Federal no ato de Copacabana em 2022 e as confusões em visitas do Movimento Brasil Livre a universidades públicas.
- Veículos de direita destacam a reação da União Nacional dos Estudantes contra o ato de Renan Santos como tentativa de restringir campanha em espaço público, e ampliam o recorte para candidaturas menores.
- Uma parte da cobertura de centro trata a largada como serviço eleitoral, com chapas, vices e regras de propaganda, sem enquadramento sobre o conflito estudantil.
Onde os lados concordam
Todas as coberturas registram os mesmos fatos centrais: o registro de candidaturas termina em 15 de agosto, a campanha começa oficialmente em 16 de agosto e os cinco principais presidenciáveis escolheram para o primeiro ato lugares ligados às suas próprias trajetórias políticas ou pessoais. Não há disputa sobre locais, horários nem sobre o calendário da Justiça Eleitoral.
O que ainda está incerto
- Os demais candidatos não haviam divulgado o local do primeiro ato até a publicação das reportagens.
- Não há estimativa de público para os comícios de domingo nem confirmação sobre a manifestação estudantil marcada para 13 de agosto.
- As fontes divergem ao descrever Flávio Bolsonaro como senador ou ex-senador.
O registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral se encerra em 15 de agosto e, no dia seguinte, começa oficialmente a campanha de 2026. Os principais presidenciáveis escolheram como primeira parada os lugares onde suas trajetórias políticas nasceram, do estádio das greves do ABC à orla de Copacabana. Esta análise reúne o que cada lado da cobertura destacou nessa largada.
O prazo para o registro das candidaturas às eleições de 2026 termina às 19h do sábado, 15 de agosto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no domingo, 16, começa oficialmente a campanha. A partir dessa data, candidatos e partidos ficam autorizados a pedir votos de forma explícita, realizar comícios, caminhadas, passeatas e carreatas e impulsionar propaganda paga na internet, dentro das regras da Justiça Eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, por sua vez, só entra no ar em 28 de agosto.
Os principais nomes da corrida presidencial escolheram como primeira parada os lugares onde suas trajetórias começaram. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, abre a campanha às 9h no Estádio Municipal 1º de Maio, o Primeirão, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, palco das assembleias dos metalúrgicos do ABC no fim dos anos 1970; o ato foi batizado de “Lula: onde tudo começou”. Flávio Bolsonaro (PL) reúne apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, estado onde construiu a carreira política desde 2012. Ronaldo Caiado (PSD) faz uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia. Romeu Zema (Novo) começa em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, com visita ao Mercado Municipal. Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, onde fica a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Toda a cobertura converge nesses pontos: a data de largada, o calendário definido pela Justiça Eleitoral e a lista de palcos escolhidos. Há acordo também de que a escolha dos locais é simbólica e busca associar cada candidatura a uma biografia política já conhecida do eleitor.
As ênfases mudam conforme o lado. A cobertura de centro puxou o contexto histórico e institucional: lembrou que as greves de 1979 na Vila Euclides projetaram Luiz Inácio Lula da Silva como quadro nacional e culminaram em sua prisão durante a ditadura militar, registrou que a avenida Atlântica sediou o ato de 7 de setembro de 2022 em que Jair Bolsonaro discursou com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e observou que Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, historicamente espelha o resultado nacional. Outra parte da cobertura de centro concentrou-se na engenharia partidária e nas regras: a chapa Lula-Alckmin apoiada por sete partidos, os vices Alfredo Gaspar, Gilberto Kassab, Eduardo Girão e Aroldo Medina, e o detalhamento do que a propaganda eleitoral permite a partir de domingo, incluindo horários para uso de som e limite de dez anúncios por veículo na imprensa escrita. Veículos de direita deram mais espaço ao mapa completo das largadas, incluindo candidaturas menores como a de Augusto Cury (Avante), em Santa Luzia, e a de Samara Martins (UP), na Zona Leste de São Paulo, e à reação estudantil: a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Centro Acadêmico XI de Agosto convocaram manifestação contra o ato de Renan Santos, afirmando que o Largo São Francisco não deve servir à promoção de discursos e projetos de extrema direita. Veículos de esquerda não produziram cobertura própria deste roteiro no conjunto analisado, de modo que a leitura do simbolismo do ato de São Bernardo do Campo aparece aqui pelo enquadramento das demais fontes.
Ainda não se sabe onde farão os primeiros atos os demais candidatos, que não haviam divulgado agenda até a publicação das reportagens. Também não há confirmação sobre a realização e o tamanho da manifestação estudantil anunciada para quinta-feira, 13, nem estimativa de público para os comícios de domingo. As fontes divergem, ainda, ao descrever a situação do mandato de Flávio Bolsonaro, tratado ora como senador, ora como ex-senador.
Fontes

A partir deste domingo, 16, candidatos e partidos poderão realizar comícios e atos, além de propaganda na internet, respeitando as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral

Presidenciáveis escolheram lugares que representam trajetórias políticas

Principais nomes ao Planalto vão lançar, neste domingo (16/8), as campanhas para as eleições gerais de 2026