Pesquisas medem Senado em SP e BA e governo do RJ em 2026
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
- Gazeta do PovoIdeia divulga pesquisa para o Senado em São PauloNova pesquisa Ideia mostra como está a disputa para as duas vagas de senador por São Paulo nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- ExamePesquisa Ideia: Tebet tem 27% e Marina Silva, 23%, na disputa pelo Senado em SPDerrite e André do Prado aparecem empatados na terceira posição com 19% da intenções de voto cada(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Briefing
O que importa para você
Cada estado elege dois senadores em 2026, e é essa composição que definirá maioria em pautas fiscais, de segurança e ambientais na próxima legislatura. Em São Paulo, quatro nomes disputam duas vagas dentro de uma margem de 2,3 pontos, ou seja, o resultado ainda pode virar. Com 42% de indecisos no estado, quase metade do eleitorado paulista ainda não tem escolha feita.
Onde os lados divergem
Veículos de direita leem os dados paulistas pela chave da aprovação da gestão estadual, que segundo eles sustenta a competitividade de Derrite, André do Prado e Salles, e destacam o desgaste do apoio presidencial. Veículos de esquerda deslocam o foco para o Rio, onde a coligação ampla em torno do favorito é apresentada como articulação política eficaz. A cobertura de centro se recusa a interpretar e fica na descrição metodológica.
Onde os lados concordam
Todos os lados aceitam os números como retrato de momento e reconhecem o mesmo dado central: a disputa está aberta, com Tebet e Marina Silva na frente em São Paulo, Rui Costa na frente na Bahia e Eduardo Paes com folga no Rio de Janeiro, e com parcela expressiva do eleitorado ainda sem candidato definido.
O que ainda está incerto
As candidaturas não estão confirmadas, já que as convenções partidárias ainda não ocorreram. Não há dados públicos de rejeição na Bahia nem no Rio de Janeiro. Um dos institutos citados no cenário fluminense aparece só com ficha metodológica, sem percentuais divulgados, e não há série histórica que permita medir crescimento ou queda dos nomes testados.
Pesquisas registradas na Justiça Eleitoral mediram três disputas estaduais para 2026. Em São Paulo, quatro nomes brigam por duas vagas ao Senado dentro da margem de erro. Na Bahia, o ex-governador Rui Costa lidera. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes aparece à frente em todos os cenários. Em todos os estados, a parcela de eleitores sem candidato definido ainda é alta.
Três levantamentos de intenção de voto divulgados entre o fim de julho e o dia 11 de agosto de 2026 desenharam o quadro inicial de duas disputas ao Senado e de uma corrida ao governo estadual. Em São Paulo, o instituto Ideia, contratado pela Associação Comercial de São Paulo, ouviu 1.800 eleitores entre 5 e 8 de agosto e mediu Simone Tebet, do PSB, com cerca de 27% e Marina Silva, da Rede, com cerca de 23%, num cenário estimulado em que cada entrevistado escolhe até dois nomes para as duas vagas em jogo. Logo atrás aparecem Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL, ambos com cerca de 19%, e Ricardo Salles, do Novo, com 16,4%. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-04956/2026.
Na Bahia, a Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores entre 6 e 10 de agosto e apontou o ex-governador Rui Costa, do PT, na frente, citado por 25% dos entrevistados como opção para uma das duas vagas. Em segundo vem o senador e ex-governador Jaques Wagner, também do PT, com 20%, seguido pelo senador Angelo Coronel, do Republicanos, e pelo ex-ministro João Roma, do PL, ambos com 15%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o registro na Justiça Eleitoral é o BA-00277/2026. No Rio de Janeiro, pesquisas divulgadas na última semana de julho colocam o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, à frente em todos os cenários, com 48% em um levantamento presencial com 1.600 entrevistados e 37% em outro, feito por telefone com 2.000 eleitores, seguido pelo presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Douglas Ruas, do PL, e por Anthony Garotinho, do Republicanos.
Há convergência entre as coberturas em dois pontos. O primeiro é metodológico: todas as pesquisas citadas têm registro na Justiça Eleitoral, período de campo declarado, tamanho de amostra conhecido e nível de confiança de 95%. O segundo é o grau de indefinição do eleitor a essa altura do calendário. Em São Paulo, 42% dizem não saber em quem votar para o Senado. No Rio de Janeiro, apenas 30% dos entrevistados citaram espontaneamente um nome para o governo e somente 16% lembraram de um candidato ao Senado.
As ênfases mudam conforme o lado. Veículos de direita concentraram a leitura no peso do campo conservador em São Paulo, destacando que a gestão estadual é aprovada por 63% dos paulistas, que 64% acham que o atual governador merece continuar no cargo e que o apoio dele eleva a chance de voto para 63% dos entrevistados, enquanto o apoio do presidente da República impulsiona 36% e afasta 35%. Nessa chave, o desempenho de Derrite, André do Prado e Ricardo Salles é apresentado como transferência de capital administrativo para a disputa legislativa. A cobertura de centro tratou os levantamentos como registro estatístico, listando percentuais, margem de erro, contratante e custo do estudo sem interpretar o resultado, e lembrando que os números somam menções de primeiro e segundo voto porque cada estado elege dois senadores. Veículos de esquerda deslocaram o foco para o Rio de Janeiro, sublinhando a folga do favorito ao Palácio Guanabara, sustentado por ampla coligação partidária e pelo apoio do presidente, e ressaltando que o eleitorado fluminense ainda está pouco engajado na disputa.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Nenhum dos levantamentos mede candidaturas confirmadas: as convenções partidárias ainda não ocorreram e vários nomes testados podem não disputar a vaga ou migrar para outro cargo. Não há dados públicos de rejeição na Bahia nem no Rio de Janeiro, o que impede avaliar o teto de cada nome fora de São Paulo. Um dos institutos citados na compilação fluminense aparece apenas com ficha metodológica, sem percentuais divulgados. Também não há série histórica que permita dizer se os números representam crescimento ou queda em relação a levantamentos anteriores nos mesmos estados.
Fontes

Os últimos levantamentos de intenção de voto para o governo do Rio de Janeiro foram divulgados por diferentes institutos de pesquisa entre os dias 27 e 31 de julho. Eduardo Paes (PSD) desponta em…

Nova pesquisa Ideia mostra como está a disputa para as duas vagas de senador por São Paulo nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo

Derrite e André do Prado aparecem empatados na terceira posição com 19% da intenções de voto cada

Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores da Bahia de 6 a 10 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia no Poder360.