
Rumble e Trump Media rebatem AGU e insistem em processo contra Moraes nos EUA
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Rumble e Trump Media pediram à Justiça da Flórida que rejeite o pedido da AGU para encerrar o processo movido contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, numa disputa sobre os limites da jurisdição americana sobre decisões judiciais brasileiras.
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Recontagem factual do pedido das empresas, com citações diretas da petição e cronologia do caso; falta desenvolvimento equivalente da defesa da AGU, mas sem linguagem valorativa própria do veículo.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Cobertura extensa que detalha tanto os argumentos das empresas (ultra vires, contradição do ofício do Ministério da Justiça) quanto a defesa da AGU (imunidade soberana, Foreign Sovereign Immunity Act), com citação nomeada do advogado Martin De Luca.
Veículos com viés ao centro
Análise editorial
Reportagem estritamente factual, com caixa explicativa sobre a AGU e sobre a imunidade de ministros do STF, sem linguagem valorativa; apresenta ambos os lados com equilíbrio.
Veículos com viés à direita
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Rumble e Trump Media, duas empresas de tecnologia ligadas a apoiadores de Donald Trump, protocolaram nesta terça-feira (14) uma petição de 24 páginas no tribunal federal da Flórida pedindo que a Justiça americana rejeite o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para encerrar o processo movido contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação é a resposta mais recente numa disputa iniciada em fevereiro, quando as companhias acusaram o ministro de censurar ilegalmente perfis de usuários brasileiros alinhados à direita, entre eles o influenciador Allan dos Santos.
Segundo as empresas, Moraes enviou ordens de bloqueio e remoção de conteúdo diretamente a companhias sediadas nos Estados Unidos, sem utilizar os canais formais de cooperação jurídica internacional previstos em tratados como o MLAT e a Convenção da Haia. Esse seria, segundo a petição, um caso de atuação ultra vires: o ministro teria agido além dos limites de sua autoridade judicial e, portanto, em caráter pessoal, o que afastaria a proteção da imunidade soberana. A AGU, que assumiu a defesa de Moraes depois de a Justiça americana negar, em 23 de junho, um pedido de revelia contra o ministro, sustenta o contrário: as decisões do STF seriam atos de um Estado soberano, protegidos pelo Foreign Sovereign Immunity Act, lei americana que impede tribunais dos Estados Unidos de revisarem decisões de outros países. Para a AGU, o verdadeiro interessado na disputa é o próprio Estado brasileiro, e o Brasil "não consentiu e não consentirá" com a revisão de decisões de sua Suprema Corte por cortes estrangeiras.
A cobertura de centro relatou que o ponto mais sensível do embate é um ofício enviado em junho de 2025 pelo Ministério da Justiça brasileiro ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no qual o governo afirmou que decisões judiciais do país "operam estritamente" dentro do território nacional. As empresas usam esse documento para acusar a AGU de contradição: o mesmo governo que garantiu aos americanos que suas decisões não têm efeito além-fronteira agora pede que a Justiça da Flórida trate essas decisões como atos soberanos intocáveis.
Veículos de esquerda enquadraram o caso como uma tentativa de plataformas ligadas a Trump de driblar o controle do Judiciário brasileiro sobre discurso de ódio e desinformação, lembrando que o Rumble está fora do ar no Brasil desde fevereiro de 2025. Já veículos de direita destacaram o argumento de liberdade de expressão amparado pela Primeira Emenda americana e a alegação de que Moraes agiu de forma pessoal e sem respaldo diplomático, o que tornaria o ministro passível de ser julgado individualmente nos Estados Unidos.
Ainda não se sabe se Moraes vai apresentar resposta própria ao processo, nem qual será a decisão final da juíza Mary S. Scriven sobre manter ou arquivar a ação. Os prazos para eventual resposta variam entre 21 e 60 dias, a depender de como o ministro for enquadrado no processo. O desfecho pode estabelecer um precedente sobre até onde a imunidade soberana protege autoridades estrangeiras que atuam, segundo a acusação, fora dos canais diplomáticos formais, num cenário em que jurisdições nacionais se sobrepõem cada vez mais no ambiente digital.
Esquerda, centro e direita reconhecem que Rumble e Trump Media protocolaram petição em 14 de julho contestando o pedido da AGU de arquivar o processo, e que o cerne da disputa é se um tribunal americano pode revisar ordens de um ministro do STF enviadas diretamente a empresas dos EUA.

Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA que rejeite pedido da AGU para arquivar ação contra Alexandre de Moraes.

Rumble e Trump Media insistem no processo contra Moraes e contestam a tentativa da AGU de arquivar a ação na Justiça dos EUA.

Empresas pedem que Justiça americana rejeite pedido da AGU para encerrar processo e dizem que Ministério da Justiça informou aos EUA que decisões brasileiras não têm efeito extraterritorial.
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