Lula lança Prospera MEI com perdão de R$ 12,6 bilhões e Pix de até R$ 5.000
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em 13 de outubro de 2026 o Prospera MEI, pacote com seis medidas para microempreendedores individuais, a 12 dias do segundo turno. Parte das propostas depende do Congresso e começa em 2027.
Pela ótica da responsabilidade fiscal e do controle institucional, o pacote levanta dúvidas sobre custo e momento: medidas de grande valor anunciadas na reta final da eleição, com efeitos só a partir de 2027.
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As duas coberturas convergem nos fatos: o pacote foi anunciado em 13 de outubro, inclui perdão de dívidas, compra de dívidas bancárias com desconto acima de 90%, Pix MEI de até R$ 5 mil e novo teto de faturamento, e parte depende do Congresso.
O presidente Lula anunciou o Prospera MEI em 13 de outubro de 2026, a 12 dias do segundo turno. O pacote reúne perdão de dívidas, renegociação bancária, Pix de até R$ 5.000, novo teto de faturamento e mudanças na nota fiscal. Parte depende do Congresso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na terça-feira, 13 de outubro de 2026, um pacote de seis medidas voltadas aos microempreendedores individuais, os MEIs. Batizado de Prospera MEI, o conjunto foi apresentado em cerimônia no Palácio do Planalto, a 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Lula já havia antecipado a iniciativa no sábado, 10 de outubro, em ato em Natal, quando disse que discutiria medidas para o pessoal do Super Simples e do MEI.
A cobertura de centro relatou o conteúdo de cada medida. A primeira é o perdão de dívidas: um projeto de lei complementar propõe anistiar, a partir de 2027, débitos de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União, estimados em R$ 12,6 bilhões. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, são dívidas consideradas irrecuperáveis pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A segunda é o Desenrola 3.0, uma modalidade de renegociação de dívidas com bancos privados, que prevê a compra de carteiras de débitos com descontos mínimos de 90% em leilões, num volume de cerca de R$ 6 bilhões.
A terceira medida é o Pix MEI, linha de fomento produtivo com transferência direta de até R$ 5.000 por empreendedor. Estão previstos R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030, com prioridade para mulheres de menor faturamento. O governo descreve os recursos como capital semente. A quarta é o aumento do teto anual de faturamento do MEI, dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com possibilidade de contratar até dois empregados, em vez de um. A quinta trata da emissão de nota fiscal em operações com pessoas físicas, a ser detalhada em decreto. A sexta simplifica as obrigações dos nanoempreendedores, com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, que ficariam dispensados de emitir nota fiscal e de abrir CNPJ. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o pacote busca reduzir o endividamento e ampliar a capacidade de geração de renda dos pequenos negócios.
No contexto eleitoral, a cobertura mais ampla lembrou que Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, que teve 47% dos votos válidos contra 45% do petista. Integrantes da campanha avaliam que pequenos empresários e trabalhadores por conta própria resistem a Lula e passaram a receber mais atenção nesta etapa. Desde então, o presidente ampliou agendas de rua e priorizou medidas sobre renda, crédito e custo de vida.
O conjunto de veículos analisado não inclui cobertura com enquadramento próprio de esquerda ou de direita. Veículos de esquerda, que não aparecem neste conjunto, tenderiam a enfatizar a proteção a quem está endividado e o alcance social do perdão e do Pix MEI. Veículos de direita, também ausentes aqui, tenderiam a enfatizar o custo fiscal, a fonte de recursos e o momento eleitoral do anúncio. Esses são enquadramentos prováveis, não afirmações presentes nos textos.
O que ainda não se sabe: o perdão de R$ 12,6 bilhões e o novo teto de faturamento ainda não estão em vigor e dependem do Congresso. Há outras propostas em tramitação, como o PLP 108/2021, já aprovado no Senado e em análise na Câmara, com teto de R$ 130 mil, e o PLP 60/2025, com teto de R$ 140 mil e correção anual pela inflação. Também faltam as condições de acesso e os procedimentos de adesão ao Pix MEI e ao Desenrola 3.0, além do alcance exato das mudanças na nota fiscal, que dependem de decreto.
Pacote inclui perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas, Pix de até R$ 5.000 e aumento do limite de faturamento. Leia no Poder360.

Governo também deve reforçar proposta para elevar teto de faturamento e permitir contratação de até dois empregados
