Flávio Bolsonaro deixa o Brasil rumo aos EUA após derrota e ordem do STF
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Pela leitura da esquerda, a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos depois da derrota para Lula é uma tentativa de escapar da Justiça e um revés para a estratégia do governo Trump de enfraquecer o governo brasileiro com tarifas, sanções e restrições de vistos. O episódio reforçaria a defesa da soberania nacional e da autonomia estratégica do Brasil, com mais cooperação regional e com a China.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos depois de perder a eleição presidencial de 25 de outubro para Luiz Inácio Lula da Silva. Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia mandado o senador entregar o passaporte à Polícia Federal em até 24 horas, no inquérito sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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As coberturas de esquerda e de centro concordam que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos depois da derrota para Lula e da ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar o passaporte, no inquérito sobre lavagem de dinheiro.
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos dias depois de perder a eleição presidencial para Lula. Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes havia mandado ele entregar o passaporte em 24 horas. Aliados falam em pedido de asilo, e o PDT classificou a saída como ilegal.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos poucos dias depois de perder a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Segundo aliados do senador, ele buscou asilo no país com apoio do governo de Donald Trump. A saída ocorreu em meio a um inquérito que apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O segundo turno foi realizado no domingo, 25 de outubro, com a votação prorrogada por duas horas em todo o país por causa de condições climáticas e da falta de transporte público em algumas regiões. Depois da derrota, Flávio disse à imprensa que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação. Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega do passaporte do senador à Polícia Federal em até 24 horas. O mesmo inquérito investiga o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Em vídeo, o senador afirmou que nunca pensou em sair do país e que cumpriria a decisão. Na terça-feira, 27, aliados relataram que ele já havia deixado o Brasil. Flávio nega irregularidades.
A cobertura de centro deu destaque à reação do Partido Democrático Trabalhista, o PDT. Em nota assinada pelo presidente da sigla, Carlos Lupi, o partido chamou a saída de ilegal e disse que ela se baseia em falsas alegações contra os sistemas eleitoral e jurídico. A nota lembra as condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados pela tentativa de golpe de Estado e pede que as investigações sobre Flávio sigam com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal.
Veículos de esquerda levaram o episódio para o plano geopolítico. Com base em especialistas ouvidos por um jornal chinês, destacaram que a derrota de Flávio representa um revés para a estratégia do governo Trump na América Latina. O professor Evandro Menezes de Carvalho, da Universidade Federal Fluminense, avaliou que os Estados Unidos tentaram enfraquecer o governo Lula com tarifas, sanções e restrições de vistos. Ronnie Lins, diretor do Centro China-Brasil de Pesquisa e Negócios, ponderou que a relação com Washington segue importante, mas que pressões excessivas podem acelerar a aproximação do Brasil com o Brics. Essa cobertura citou dados do governo brasileiro: a China foi a principal parceira comercial do país pelo 17º ano seguido em 2025, com comércio bilateral de 171 bilhões de dólares, alta de 8,2%. As exportações brasileiras para a China somaram cerca de 100 bilhões de dólares, ante cerca de 38 bilhões para os Estados Unidos.
Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura sobre a saída do senador entre as fontes reunidas nesta história, e a versão do entorno de Flávio aparece apenas de forma indireta, pelo relato de aliados e pelo vídeo anterior à viagem.
Ainda não se sabe se o governo norte-americano concedeu asilo formal ao senador ou apenas vistos para ele e a família, como relatou a imprensa chinesa. Também não está claro se Flávio chegou a entregar o passaporte, já que os relatos divergem, nem quais medidas o Supremo e a Polícia Federal vão adotar diante da saída. O pedido de anulação da eleição anunciado por ele não foi detalhado nas fontes.
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