Lula recruta deputados jovens de esquerda e influenciadores para o segundo turno
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Atrás de Flávio Bolsonaro por 1,87 ponto percentual no primeiro turno, o presidente Lula montou uma força-tarefa digital com deputados federais jovens eleitos pelo PT e pelo PSOL e com influenciadores de esquerda. O grupo defende mais linguagem de redes e menos ênfase no passado do governo.
Pela lente da direita, a reação do campo lulista ao resultado do primeiro turno expõe uma campanha que admite falhas de comunicação e precisa recorrer a influenciadores para recuperar terreno diante de Flávio Bolsonaro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Atrás de Flávio Bolsonaro por 1,87 ponto percentual no primeiro turno, Lula chamou deputados federais jovens eleitos pelo PT e pelo PSOL para ajudar na comunicação digital do segundo turno. O grupo pede mais linguagem de redes e menos foco no passado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reforçar a campanha do segundo turno com uma força-tarefa digital formada por deputados federais jovens eleitos pelo PT e pelo PSOL e por influenciadores de esquerda. A iniciativa vem depois de o presidente terminar o primeiro turno, no domingo, dia 4 de outubro, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) por 1,87 ponto percentual.
A cobertura de centro relatou que Lula deve se reunir na quarta-feira, dia 7, com Ana Elisa (PT-MG), Pedro Rousseff (PT-MG) e outros eleitos, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, ambas do PSOL de São Paulo. Ana Elisa, de 21 anos, teve 524.216 votos e se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados. Ela esteve na terça-feira com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em Brasília. Jones Manoel (PSOL-PE), que foi o segundo deputado mais votado de Pernambuco, também se ofereceu para ajudar na comunicação digital e na disputa pela juventude.
As reportagens convergem em que os jovens eleitos criticam o tom da propaganda. Segundo eles, a campanha dá ênfase demais ao passado e aos programas sociais já criados e pouco ao futuro que o eleitor deseja. Ana Elisa disse que a esquerda deve calçar a sandália da humildade e aprender com as redes. Jones Manoel avaliou que a defesa da democracia tem pouca ressonância na classe trabalhadora. Guilherme Cortez, do PSOL de São Paulo, afirmou que a direita entendeu a força das redes antes e que a esquerda demorou. Pedro Rousseff propôs um cavalo de pau de 180 graus e citou como prioridades a redução do preço de alimentos e da gasolina, mais rigor na segurança pública e a reforma do Judiciário.
O cientista político Paulo Nicolli Ramirez, professor da ESPM, afirmou que a comunicação do governo parece presa aos meios do século passado, em contraste com a espontaneidade da direita nas plataformas digitais.
A apuração também mostra resistência dentro da própria campanha. Lula agradeceu a sugestão de fazer mais selfies, mas disse que prefere comícios e entrevistas em rádio. O presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, propõe mudança de rota, mas defende sobretudo o legado do governo. O presidente ainda recebeu governadores e senadores do Nordeste, que devem atuar como coordenadores regionais.
No conjunto analisado não há artigos de veículos classificados como de esquerda nem de direita. A leitura provável de veículos de esquerda seria a de que a mobilização dos eleitos é uma renovação legítima, voltada para a realidade material dos trabalhadores e dos jovens. A leitura provável de veículos de direita seria a de que o movimento revela fragilidade da campanha do governo e uma tentativa de se aproximar de pautas que a oposição já explorava, como segurança e preço de alimentos. Essas leituras são projeções a partir dos fatos relatados, não afirmações dos veículos.
O que ainda não se sabe é quais mudanças a campanha vai de fato adotar depois da reunião, se Lula aceitará um estilo mais informal nas redes e como a divergência entre Edinho Silva e os jovens eleitos será resolvida. Também não foi divulgada a data do segundo turno no material analisado, nem pesquisas que mostrem o efeito da nova estratégia.
Virar uma eleição presidencial no segundo turno é algo muito difícil, sem precedentes, mas se tem alguém com alguma chance de fazer isso é Lula. Até aqui, por incrível que pareça, seu maior cabo eleitoral foi Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Flávio Bolsonaro. É sempre muito interessante assistir às entrevistas do Valdemar, que deixam uma turma do bolsonarismo fula da vida, porque ele comete uns sincericídios maravilhosos. Mas esses arroubos de honestidade do Valdemar são sempre
Adequação à linguagem das redes sociais e mudança de enfoque no passado são defendidas para o segundo turno

Tropa digital inclui Pedro Rousseff (sobrinho de Dilma), o youtuber comunista Jones Manoel e a estudante Ana Elisa, deputada mais votada da história de Minas

A campanha de Lula busca ampliar o alcance digital no segundo turno com o apoio de parlamentares eleitas como Erika Hilton, Ana Elisa e Sâmia Bomfim.

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