Romeu Zema defende prisão de ministros do STF ao propor lista tríplice
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu em sabatina no dia 19 de agosto de 2026 o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal, que chamou de frutas podres, e afirmou que a corrupção estaria correndo solta na Corte. O ex-governador de Minas Gerais propôs o fim das decisões monocráticas, idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros e adoção de lista tríplice. Pela Constituição, ministros são indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado entre cidadãos de 35 a 65 anos, e mudar esses critérios exige emenda constitucional aprovada pelo Congresso. Na mesma rodada de sabatinas, o candidato do Avante, Augusto Cury, prometeu indicar duas mulheres ao Supremo, onde Cármen Lúcia é hoje a única entre onze ministros.
A promessa de prender ministros do Supremo Tribunal Federal feita por um candidato à Presidência da República desloca a disputa eleitoral para o terreno da ameaça institucional: prisão de magistrado não é programa de governo, é resultado de processo penal, e prometê-la em campanha sinaliza uso do Executivo contra o Judiciário.
A cobrança de responsabilização sobre o Supremo Tribunal Federal chegou ao centro da campanha presidencial. Romeu Zema, do Partido Novo, sustentou que parte dos ministros presta um desserviço à Corte e ao país, citou a carona de magistrados no jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e defendeu impeachment e prisão de quem tenha cometido crime.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de esquerda.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todas as faixas de cobertura reproduzem as mesmas citações e concordam nos fatos centrais: Romeu Zema defendeu impeachment e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal, chamou parte deles de frutas podres e propôs idade mínima de 60 anos e lista tríplice para as indicações. Também há convergência de que as declarações foram dadas em sabatina no dia 19 de agosto de 2026.
Em sabatina no dia 19 de agosto de 2026, o candidato do Partido Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu impeachment e prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal, que chamou de frutas podres, e propôs idade mínima de 60 anos e lista tríplice para as indicações à Corte. A cobertura de esquerda, centro e direita divergiu sobre o que colocar em volta da declaração, e a Constituição hoje prevê rito diferente.
O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal durante sabatina realizada na quarta-feira, 19 de agosto de 2026. Ex-governador de Minas Gerais, ele afirmou que parte dos integrantes da Corte são frutas podres que prestam um desserviço ao tribunal e ao país. Nas palavras registradas pela cobertura: se Deus quiser, haverá renovação no Senado e impeachment desses ministros, e, se depender dele, prisão.
Zema sustentou ainda que a corrupção está correndo solta na Suprema Corte e citou magistrados que, segundo ele, teriam pegado carona no jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O candidato disse acompanhar reportagens internacionais que, na leitura dele, apontam aumento da percepção de corrupção no Brasil, e atribuiu esse quadro ao Partido dos Trabalhadores e aos ministros que critica. Não apresentou nomes, processos ou documentos que sustentassem a acusação.
Ao lado da crítica, o presidenciável apresentou um conjunto de propostas institucionais: fim das decisões monocráticas, idade mínima de 60 anos para a indicação ao Supremo e adoção de lista tríplice, em que o presidente da República escolheria um nome entre três previamente selecionados. Ele também criticou o critério das escolhas recentes, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou advogados ligados a ele e ao PT. Esse é o núcleo em que as três faixas de cobertura convergem, e nenhuma delas contestou o teor das citações.
As diferenças aparecem no que cada lado acrescentou em volta da fala. Veículos de direita reproduziram a declaração praticamente na íntegra, mantiveram a metáfora das frutas podres no título e encerraram com a promessa de indulto a Jair Bolsonaro, sem retomar a condenação do ex-presidente. A cobertura de centro moveu-se em outra direção: registrou a mesma fala, mas acrescentou o rito constitucional em vigor, segundo o qual ministros são indicados pelo presidente e aprovados pelo Senado entre cidadãos de 35 a 65 anos, e lembrou que mudar idade ou forma de indicação exige emenda constitucional a ser discutida pelo Congresso Nacional. Foi também na cobertura de centro que apareceu a contraposição factual entre a avaliação de Zema sobre o 8 de janeiro, que ele descreveu como vandalismo e depredação, e a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes contra a ordem democrática.
Veículos de esquerda deram destaque a outro trecho da mesma rodada de sabatinas, deslocando o foco da punição de ministros para a composição da Corte. Nessa cobertura, o candidato do Avante, Augusto Cury, prometeu que as duas próximas indicações ao Supremo em um eventual governo seriam de mulheres, e o texto foi ancorado em série histórica: em 134 anos e 172 ministros, apenas três mulheres ocuparam cadeira no tribunal, e hoje Cármen Lúcia é a única entre os onze integrantes. O mesmo enquadramento trouxe a diferença salarial de 21% entre homens e mulheres, os juros mais altos cobrados de mulheres e os índices de feminicídio, além de registrar que o Avante foi punido pela Justiça Eleitoral por descumprir a cota de gênero nas candidaturas proporcionais.
A sabatina também tocou outros temas. Zema defendeu maior flexibilização das regras trabalhistas, mas negou querer extinguir a Consolidação das Leis do Trabalho, afirmou que a dívida pública de Minas Gerais caiu enquanto os gastos em Brasília aumentam, criticou os países dos Brics e sinalizou reaproximação com Estados Unidos e Europa. Sobre a crise diplomática com os norte-americanos, disse que pegaria o primeiro avião para Washington, e afirmou que a atuação de forças armadas dos Estados Unidos contra facções criminosas em território brasileiro é algo a ser analisado. Questionado sobre o desempenho fraco nas pesquisas em Minas Gerais, respondeu que os eleitores decidirão nos últimos dias de campanha.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhum dos textos identifica quais ministros seriam alvo do impeachment ou da prisão prometidos, por qual conduta e com base em qual apuração. Não há, nas matérias, manifestação do Supremo Tribunal Federal, dos magistrados aludidos ou do Senado, a quem cabe processar ministros por crime de responsabilidade. Também não está claro se as propostas de idade mínima e de lista tríplice serão apresentadas como emenda constitucional, com qual apoio no Congresso, nem qual o cronograma pretendido.
Romeu Zema publicou jingle feito com IA que retrata Lula e os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Toffoli na prisão.

Candidato do Avante afirmou, em sabatina, que pretende ampliar a presença feminina na Corte; atualmente, Cármen Lúcia é a única mulher entre os 11 ministros

Ex-governador de MG voltou a dizer que daria indulto a Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes contra a ordem democrática

Candidato à Presidência disse que Corte tem algumas "frutas podres"

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, voltou a criticar nesta quarta-feira, 19, o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu não só o impeachment, como a prisão de integrantes da Corte. "Os ministros, algumas frutas podres que tem lá, estão prest

Candidato do Novo à Presidência diz que parte da Corte é 'fruta podre' e quer idade mínima de 60 anos para indicações
