Romeu Zema mantém candidatura do Novo e só aceita sair em desistência em bloco
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Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência, afirmou na terça-feira que não vai desistir antes do primeiro turno de domingo. Em entrevista em Ipatinga e em jantar do grupo Esfera Brasil, disse que a saída de um único nome não muda o quadro, só um movimento em bloco da direita a favor de Flávio Bolsonaro, do PL, o que considerou improvável. Também prometeu anunciar na noite de domingo apoio contra o PT no segundo turno.
Sob a ótica de quem valoriza liberdade econômica e Estado enxuto, Romeu Zema mantém a candidatura para levar até o fim a agenda do Partido Novo: reduzir a máquina pública, cortar impostos, privatizar a Petrobras e reformar o Supremo Tribunal Federal. Ele recusa a pressão para desistir em favor de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas garante que a direita estará unida contra o PT no segundo.
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Veículos com viés à direita
Todas as matérias registram que Romeu Zema segue candidato até domingo, recusa aliança com Flávio Bolsonaro no primeiro turno e promete estar contra o PT no segundo.
Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência, rejeitou a pressão para desistir em favor de Flávio Bolsonaro antes do primeiro turno. Ele disse que só um movimento em bloco da direita mudaria o quadro, algo que considera improvável, e prometeu anunciar no domingo apoio contra o PT no segundo turno.
O candidato do Partido Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira, 29 de setembro, que não vai desistir da disputa antes do primeiro turno, marcado para domingo. Ex-governador de Minas Gerais, ele disse que irá "até o último minuto" e que não se aliará a Flávio Bolsonaro, candidato do PL, nesta etapa. Ao mesmo tempo, garantiu que estará contra o PT num eventual segundo turno.
As declarações foram dadas em dois momentos. Pela manhã, em entrevista em Ipatinga, no Vale do Aço, Zema foi questionado sobre a informação de que o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL, teria pedido sua desistência. Ele não confirmou nem negou o contato. À noite, num jantar do grupo Esfera Brasil, argumentou que a saída de um único candidato não muda o cenário, porque a eleição caminha para dois turnos. Só um movimento em bloco de candidatos de direita a favor de Flávio mudaria a situação, disse, algo que considerou muito difícil de acontecer.
A pressão cresceu depois que Ricardo Salles, também do Novo, abriu mão da candidatura ao Senado em São Paulo para apoiar Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL. Zema relatou ter recebido diversos pedidos para deixar a corrida, inclusive de pessoas do próprio partido e do PL. Comparou a desistência a um time que sai de campo antes do fim do jogo e prometeu anunciar seu apoio para o segundo turno ainda na noite de domingo. O candidato também comemorou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que incluiu os candidatos do Novo nos debates.
A cobertura de centro concentrou o relato nas falas do candidato e no detalhamento das propostas apresentadas no Vale do Aço. Entre elas estão contratos de trabalho por hora, permissão para que jovens a partir de 14 anos trabalhem até quatro horas por dia, suspensão do Bolsa Família para quem recusar três ofertas de emprego, privatização da Petrobras com divisão da empresa em cinco partes e mudanças na escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal. Um veículo identificado com a direita deu peso à promessa de apoio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e aos pedidos de desistência vindos do Novo e do PL, sem adotar tom opinativo. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre o episódio, e nenhuma das matérias ouviu adversários ou especialistas sobre as propostas.
Ainda não se sabe quem, além de Nikolas Ferreira, segundo o rumor citado, pressionou diretamente pela desistência, nem se outros candidatos de direita cogitam sair da disputa. Também não está claro em que termos Zema formalizará o apoio no segundo turno.
Candidato afirmou em entrevista ao portal Plox, em Ipatinga, que pretende permanecer na disputa até a votação. Ele também comentou o apoio de aliados a Flávio Bolsonaro.

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