Três ex-secretários do MEC de Bolsonaro declaram apoio à reeleição de Lula
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Ex-integrantes do próprio governo Bolsonaro se juntam à defesa da educação pública como direito e apontam, no programa de Flávio Bolsonaro, o risco de repetir o aparelhamento ideológico e a militarização que marcaram o Ministério da Educação entre 2019 e 2022.
Três ex-secretários do Ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro divulgaram manifesto de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e criticaram o plano de educação de Flávio Bolsonaro, candidato do PL. A campanha de Flávio foi procurada e não se manifestou.
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As coberturas concordam que três ex-secretários do Ministério da Educação da gestão Vélez Rodríguez assinaram manifesto de apoio a Lula e criticaram o plano de Flávio Bolsonaro para a educação.
Alexandro Ferreira de Souza, Marco Antônio Barroso Faria e Bernardo Goytacazes de Araújo, que comandaram secretarias do Ministério da Educação em 2019, divulgaram manifesto de apoio à reeleição de Lula. O texto critica a militarização de escolas e o redirecionamento de verbas da CAPES e do CNPq propostos por Flávio Bolsonaro.
Três ex-secretários do Ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro divulgaram um manifesto de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. No documento, eles criticam as propostas de educação de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, e falam em risco de retrocesso.
Assinam o texto Alexandro Ferreira de Souza, Marco Antônio Barroso Faria e Bernardo Goytacazes de Araújo. Eles comandaram, respectivamente, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior e a Secretaria de Modalidades Especializadas. Os três chegaram ao ministério pela cota pessoal do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, de quem foram alunos na Universidade Federal de Juiz de Fora. Vélez comandou a pasta apenas de janeiro a abril de 2019 e foi substituído por Abraham Weintraub.
O manifesto critica a militarização de escolas, métodos de ensino restritivos e uma visão da educação voltada ao mercado. Segundo o texto, o plano de Flávio silencia sobre salário e carreira dos professores, financiamento equitativo e infraestrutura escolar. Os signatários também criticam a falta de compromissos com a Rede Federal de Institutos e a proposta de direcionar recursos da CAPES e do CNPq, as agências federais de fomento à pesquisa, para o impacto produtivo. O documento afirma que o programa reedita a concepção do governo Jair Bolsonaro, com decisões centralizadas e suspeição sobre docentes.
A cobertura de centro trouxe as falas dos signatários. Bernardo Goytacazes de Araújo disse que todos são sociais-democratas e que a educação vem melhorando e não pode retroceder. Ele atribuiu a dificuldade de trabalhar no ministério ao aparelhamento ideológico promovido pelos seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Essa cobertura informou que procurou a campanha de Flávio Bolsonaro e o ex-ministro Vélez Rodríguez, sem retorno até a publicação, e relembrou a sucessão de quatro ministros da Educação no governo anterior.
Veículos de esquerda destacaram o fato de ex-integrantes do próprio governo Bolsonaro aderirem a Lula e reproduziram o manifesto com ênfase na educação pública como direito e instrumento de justiça social. Nessa leitura, o programa de Flávio representa ameaça de retrocesso, e Olavo de Carvalho aparece qualificado como escritor de extrema direita. Veículos de direita não publicaram cobertura do manifesto até o momento, de modo que não há, no conjunto analisado, resposta da campanha de Flávio nem defesa das propostas criticadas.
Ainda não se sabe se a campanha de Flávio Bolsonaro vai responder às críticas, nem se Vélez Rodríguez tem posição sobre o apoio de seus antigos alunos a Lula. Também não está claro se outros ex-integrantes do governo anterior pretendem aderir ao documento.
OUTRO LADO: Procurada para comentar, campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou

Trio que ocupou pastas com o ministro Ricardo Vélez critica as propostas de Flávio Bolsonaro para a educação
