PEC do fim da escala 6x1 começa a ser discutida no Senado sob quórum baixo
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O Senado Federal começou a discutir, na terça-feira, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. A primeira de cinco sessões obrigatórias de debate teve baixa presença da oposição, e a votação segue incerta.
Veículos de esquerda destacam o início da discussão de uma PEC que garante dois dias de descanso sem redução de salário e a apresentam como bandeira dos trabalhadores, enquanto a oposição, apoiada por entidades empresariais, tenta adiar a votação.
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5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O Senado Federal iniciou a discussão da PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. A sessão teve baixa presença da oposição, e o governo tenta votar o texto antes da segunda rodada das eleições.
O Senado Federal começou a discutir, na terça-feira (6), a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6x1. A primeira das cinco sessões obrigatórias de debate no plenário foi marcada por forte presença de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por baixa presença da oposição. A sessão foi aberta com 47 senadores, nenhum deles do PL. Ao longo do dia, seis dos 15 integrantes da bancada do partido registraram presença.
A cobertura de centro relatou que o texto prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso, com jornada de 40 horas semanais, em vez das atuais 44. A transição é de 14 meses: dois meses após a promulgação a jornada cairia para 42 horas, e um ano depois, para 40. A redução não pode diminuir o salário. A proposta foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, com 472 votos a 22 no primeiro e 461 a 19 no segundo. No Senado, avançou na Comissão de Constituição e Justiça em setembro, sob relatoria de Omar Aziz, do PSD do Amazonas. Para ser aprovada, precisa de 49 votos entre os 81 senadores, em dois turnos. Se o Senado mantiver a redação da Câmara, o texto não volta para os deputados e pode ser promulgado pelo Congresso.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a tramitação seguirá o rito normal, sem atropelos. As sessões de discussão estão marcadas para terça, quarta e quinta-feira, às 14 horas, em formato semipresencial. A expectativa é votar o primeiro turno em 15 de outubro. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que Alcolumbre se comprometeu a concluir a votação antes da segunda rodada das eleições, em 25 de outubro. O presidente do Senado, porém, não garantiu que fará os dois turnos em sequência.
Veículos de esquerda destacaram o conteúdo social da proposta e a pressão do governo. Enfatizaram o argumento do relator, para quem a jornada de 44 horas está inalterada há 38 anos e precisa ser atualizada diante da produtividade da economia. Também ressaltaram que a oposição articula a ausência nas sessões, que entidades empresariais pressionam contra uma votação rápida e que uma pesquisa de julho apontou 69% de apoio ao fim da escala 6x1, contra 22% de contrários. O resultado das eleições de domingo (4) ampliou a bancada do PL, que deve chegar a 28 senadores em 2027, e a disputa pela PEC se mistura à sucessão na Presidência do Senado, em fevereiro de 2027.
A cobertura de centro registrou ainda a estratégia dos dois lados. O governo pretende usar a discussão para expor o posicionamento dos aliados de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, disse que o candidato terá que mostrar a cara. Segundo o relato, uma das orientações da oposição era não dar quórum, porque, sem número mínimo de presentes, a sessão não conta prazo para a votação. Veículos de direita não foram identificados entre as fontes desta story. A leitura da oposição, tal como relatada pela cobertura de centro, é de que a PEC é medida eleitoreira. Flávio Bolsonaro defende o texto alternativo de Rogério Marinho, que permite reduzir a jornada, com corte proporcional de salário, mediante acordo entre trabalhador e empregador. O senador Oriovisto Guimarães, do PSDB do Paraná, disse apoiar a escala 5x2, mas considerou curto o prazo de transição.
O que ainda não se sabe é se haverá quórum e votos suficientes para aprovar a PEC. Líderes do governo avaliam que o avanço de candidatos de direita nas eleições para o Senado inviabiliza a votação. Também não está definido quando ocorrerá o segundo turno, que pode ficar para depois da eleição de 25 de outubro.
Senadores do PL evitaram comparecer para não dar quórum à proposta; ao longo da noite, 6 dos 15 integrantes da bancada registraram presença

Serão três sessões semipresenciais no plenário da Casa para discussão da proposta, que já passou pela Câmara. Líderes de oposição articulam para não marcar presença, e votação é incerta.

PEC 221/2019 reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial


6x1 volta ao debate no Senado sob pressão do governo e resistência da oposição após o avanço da direita nas eleições

Nesta matéria: perspectiva omitida.