Senado de 2027 terá entre 49 e 54 apoios a impeachment de ministros do STF
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Dois levantamentos divulgados depois da eleição de 4 de outubro medem o apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal no Senado que toma posse em 2027. O centro de estudos Ranking dos Políticos contou 54 dos 81 senadores favoráveis, exatamente os dois terços exigidos. Um levantamento jornalístico chegou a 49, cinco abaixo do mínimo. O PL terá a maior bancada, com 28 senadores.
Pela leitura progressista, a nova composição do Senado coloca o Supremo Tribunal Federal sob pressão inédita de uma bancada bolsonarista ampliada, num momento em que Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe. O alvo principal é Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, e o campo governista perdeu nomes como Simone Tebet, Marina Silva e Randolfe Rodrigues.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Depois da eleição de 4 de outubro, dois levantamentos mediram o apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal no Senado de 2027. O Ranking dos Políticos conta 54 senadores favoráveis, exatamente os dois terços exigidos; outra contagem chega a 49. O PL terá a maior bancada, com 28 cadeiras.
O Senado que toma posse em 2027 terá um bloco amplo de parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF. Quanto amplo, depende do levantamento. Segundo o centro de estudos Ranking dos Políticos, 54 dos 81 senadores já se declararam favoráveis, número que corresponde exatamente aos dois terços exigidos para abrir um processo. Um levantamento jornalístico divulgado na mesma noite chegou a 49 apoios, cinco abaixo do mínimo.
As duas contagens partem do resultado da eleição de domingo, 4 de outubro, que renovou dois terços da Casa. Pelo Ranking dos Políticos, 37 dos 54 eleitos ou reeleitos defendem o impeachment. O levantamento concorrente soma 14 senadores com mandato em curso e 35 eleitos agora, entre eles Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal, e Guilherme Derrite, por São Paulo. A diferença inclui a troca de Cleitinho e Sergio Moro, eleitos governadores, por suplentes sem posição pública.
O quórum de dois terços foi fixado por liminar do ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025. Antes, a Lei do Impeachment, de 1950, previa maioria simples. O PL terá a maior bancada, com 28 senadores, cerca de três vezes a do PT. O presidente atual do Senado, Davi Alcolumbre, segura os pedidos contra ministros, que somavam 109 no início de setembro.
A cobertura de centro concentrou quase todo o material sobre o tema e convergiu nos números de bancada e no contexto. Relatou que a pauta ganhou força com as revelações que ligam os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso no ano passado. Relatório da Polícia Federal aponta que Moraes editou um contrato de 131 milhões de reais entre o escritório de sua esposa e o banco. Parte dessa cobertura também destacou o plano da campanha de Flávio Bolsonaro de eleger Rogério Marinho para a presidência do Senado, e a avaliação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que os processos só andam se Flávio vencer o segundo turno.
O único veículo de esquerda que tratou do assunto republicou o texto de agência, sem acrescentar enquadramento próprio. Veículos de direita não publicaram, até o momento, cobertura própria dos levantamentos. As leituras ideológicas, portanto, ainda não se diferenciaram no noticiário: a pressão sobre o Supremo aparece como fato político, sem disputa aberta de interpretação entre os lados.
O que ainda não se sabe é qual das contagens está mais perto da realidade, já que nenhum dos levantamentos detalha por completo o critério para classificar uma declaração como favorável. O próprio diretor do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, ressalvou que apoiar o instrumento não equivale a votar pela condenação de um ministro específico. A presidência do Senado em 2027, que decide se os pedidos andam, também depende do resultado do segundo turno presidencial.
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