A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 29 de julho de 2026 mostra um cenário de empate técnico na disputa pelo governo da Bahia. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto, do União Brasil, aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido de perto pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, com 38%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Na simulação de segundo turno, ACM Neto amplia levemente a vantagem numérica, com 43% contra 39% do governador, mas o resultado permanece dentro do empate técnico.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, destacando a estabilidade do quadro em relação à pesquisa anterior, de abril, e detalhando a metodologia: 1.200 eleitores ouvidos entre 23 e 27 de julho, com registro na Justiça Eleitoral. Também trouxe os dados da corrida ao Senado, em que os petistas Rui Costa e Jaques Wagner lideram, e o cenário presidencial no estado, com Lula à frente, com 52% contra 18% de Flávio Bolsonaro. Um levantamento paralelo apontou disputa igualmente apertada no Rio Grande do Sul, com forte indecisão do eleitorado.
Veículos de direita enfatizaram a rejeição mais alta do governador petista: 40% dos eleitores afirmam que não votariam em Jerônimo de forma alguma, ante 30% de ACM Neto. Esse enquadramento realça a vulnerabilidade do candidato governista e a possibilidade de alternância de poder, mesmo com aprovação de 57% da gestão estadual. A leitura de direita também sublinhou que o ex-prefeito lidera todas as projeções numéricas e que a segurança pública é o setor pior avaliado do governo.
Veículos de esquerda deram menos destaque próprio ao levantamento, sem enquadramento ideológico distinto na cobertura reunida; a leitura favorável ao governismo se apoiaria na aprovação de 57% da gestão e na ampla vantagem de Lula no estado. Os dados factuais, porém, convergem entre todas as fontes: o quadro é de disputa acirrada e aberta, com forte polarização entre os dois principais nomes.
O que ainda não se sabe é como os 13% de indecisos e os 44% de eleitores que dizem que ainda podem mudar o voto vão se comportar até outubro. Também é incerto o quanto a vantagem de Lula no estado pode ajudar a campanha de Jerônimo, e qual será o efeito da Operação Compliance Zero, que atingiu o senador Jaques Wagner, sobre a corrida ao Senado.